oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com o francisco, meu filho de 5 anos e o vinícius, que ainda habita a barriga. seja bem-vindo! Leia mais



25 maio 2016

Gigante Pouco a Pouco, de Pablo Albo e Aitana Carrasco

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Destaques, Diversidade e Respeito, Divertidos, Para dar risada, Para Refletir

Já escolheu livro pela capa? Eu já, muitos – admito! Tá certo que algumas vezes me dei mal nessa, mas outras tantas vezes me dei muito bem – como nessa vez aqui. Escolhi “Gigante Pouco a Pouco”, publicado pela Editora Biruta, por essa capa divertida – cheia de colagens, um ar um tanto retrô e um quê de Monty Python. E acabei descobrindo junto com o Francisco um livro delicioso, engraçado e com uma lição e tanto sobre amizade e tolerância!

Miguel era um garotinho como qualquer outro – mas só até os 7 anos. Quando completou essa idade, começou a crescer, crescer demais – é que Miguel era filho de gigantes. Na escola, no início, seus colegas de classe estranharam. Mas só porque ver surgir uns olhos gigantes na janela, umas botas gigantes caminhando por aí…nada mais normal que levar um susto! Pois assim que reconheceram que era o amigo, ficou tudo bem – é que Miguel era um cara legal demais, e não importava que ele não pudesse jogar futebol com a turma por riscos de um pisão fatal, muito menos que ele não conseguisse entrar mais na sala de aula por sua altura. Seus amigos gostavam tanto dele que adaptaram o que podiam – a brincadeira, antes futebol, virou subir altas montanhas agarrados nos cadarços de Miguel, e a aula, assistiam todos lá fora (se chovesse, o guarda-chuva de Miguel cobria a todos, sem problemas!).

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A história foi escrita por Pablo Albo e ilustrada por Aitana Carrasco, ambos espanhóis. O livro faz parte do acervo da mais importante biblioteca de literatura infantil e juvenil do mundo, em Munique, na Alemanha, a (olha o nome difícil!) Internationale Jugendbibliothek (IJB) e compõe o catálogo The White Ravens. Uma história absolutamente deliciosa, dessas ideais para serem contadas em voz alta: redondinha, cheia de emoção, humor e com um final ainda por cima bastante diferente! Uma lição incrível sobre amizade e respeito às diferenças.

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22 maio 2016

Para não ficar sem: Os Livros Infantis Mais Legais da Cosac-Naify

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Destaques, Posts Especiais

O ano de 2015 terminou com uma notícia triste para quem ama literatura – a editora Cosac-Naify, uma das mais importantes do mercado nacional, anunciou o fechamento de suas portas. Muitos dos seus livros logo estarão esgotados – mas calma, não é sangria desatada não.  Muito provavelmente outras editoras farão novas edições de clássicos e livros infantis que a Cosac publicava – mas a boa notícia é que muitos deles estão com descontos de até 60% na Amazon. A pedidos, fiz uma seleção dos nossos livros preferidos publicados pela editora, todos que já passaram aqui pelo blog e pelo instagram. 🙂

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BICHOS QUE EXISTEM E BICHOS QUE NÃO EXISTEM, de Arthur Nestrovski

Esse livro dá pra ler de vários jeitos: em capítulos, porque cada historinha é independente e curtinha; tudo junto porque é difícil parar nas primeiras; ou numa turma de crianças, em voz alta. A gente vai conhecendo diversos bichos: o cavalo-marinho, o lobisomem, o camelo, a fênix, o vírus – alguns existem, outros não. Mas com as descrições divertidas do Arthur Nestrovski a imaginação vai muito longe – e, juro, até rola um pulguinha atrás da orelha com alguns bichos!

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A GRANDE QUESTÃO, de Wolf Erlbruch

Todo mundo se pergunta a alguma altura da vida: “mas por que estou aqui, afinal?” – pois nesse livro estão as respostas, dadas pelos mais diferentes personagens: o padeiro, o pato, o marinheiro, o cachorro. Cada um dá um pitaco. algumas respostas são bem engraçadas, outras emocionam; mas todas são divertidas e trazem ilustrações bonitas demais! Um dos nossos livros do coração, que entrou para a lista de livros para falar sobre a morte e outros assuntos difíceis.

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QUANDO VEM A LUA, de Antonio Ventura

O incrível da literatura infantil é que às vezes bastam poucas, muito poucas palavras pra gente mergulhar fundo na fantasia. Nessa historinha curta e deliciosa de Antonio Ventura, os brinquedos ganham vida quando a lua aparece. O pinguim de borracha, o rato de madeira, o elefante de tecido fogem da caixa quando cai a noite e fazem a festa no quarto de Pablo. Toda noite, a mesa coisa…mas nessa em especial alguém observa tudo. Conto cheio de encanto, delicioso para curtir na hora de dormir!

O MENINO QUE MORDEU PICASSO, de Antony Penrose

“O Menino Que Mordeu Picasso” já tem nome divertido – e o mais engraçado é que essa é mesmo uma história real (e muito da cômica): Antony Penrose, o autor, foi o menino que de fato mordeu Picasso! Tony nasceu em uma família de artistas muito amiga do pintor, que participou de boa parte de sua infância. Um dia, conta ele, ficou muito animado numa brincadeira e deu uma mordida feia em Picasso – que adivinha? Revidou! Antes mesmo que Tony começasse a chorar, Picasso disse: “nossa! é a primeira vez que mordo um inglês!“. O livro traz essa e outras histórias da intimidade de Pablo Picasso, através dos olhos de uma criança – tom divertido, fotos lindas, todas do arquivo pessoal do autor.

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O DARIZ, de Olivier Douzou

Um nariz entupido. Essa é a história de um nariz entupido: “guando agordei esta banhã esdava gombletamente endupido”, começa ele. O nariz sai em busca de um lenço, e é essa a aventura – pelo caminho, ele encontra um bico, uma tromba, até um focinho de porco, ou melhor, de borco. Todo mundo entupido. O barato é ler em voz alta – um desafio e tanto, viu?! Impossível não cair na gargalhada!

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O POVO DAS SARDINHAS, de Olivier Douzou

Não sei se vocês sabem, mas parece que antigamente as sardinhas vinham em árvores. Eram uma iguaria tão fina e nobre que apenas o governo podia cultivá-las. Aí veio o Maurício, criança sem juízo que se tornou um adulto rebelde, e que em um lindo dia resolveu plantar sua própria mudinha – e sem saber, deu liberdade às sardinhas. Hoje os homens pescam as sardinhas, voltaram a colocá-las dentro das latas, e a gente nem imagina – mas as que estão lá no mar ainda celebram o dia de São Maurício. Livrinho divertido demais sobre rebeldia e desobediência, cheio de humor e ironia (as ilustrações são demais!). Ah, e vem nesse formato – de uma lata de sardinhas!

 

A ÁRVORE GENERONA, de Shel Silverstein 

Quando o livro “A Árvore Generosa” foi escrito, em 1946, o autor não conseguiu que fosse logo publicado. “Um livro triste demais para as crianças e simples demais para os adultos”, disseram os editores. E é verdade, o livro é triste, simples – mas é incrível justamente por isso. Conta a história de um menino e uma árvore, numa linda fábula sobre amor e respeito. As ilustrações são em preto e branco, simples e diretas, o texto delicioso de ler – livro indispensável, grande clássico da literatura infantil!

FUJA DO GARABUJA, também de Shel Silverstein

Essa é uma leitura divertida, cheia de humor, um tanto diferente do livro anterior, mas também de Silverstein : “Fuja do Garabuja” é uma reunião de poesias hilários sobre os bichos mais fantásticos. As ilustrações e textos são de Shel Silverstein, mas as traduções de Alpínio Correia merecem todo o crédito também – são muito boas! Tem o Gradiardo, o Jivrolé, o Grício Galopante. Mas a gente gosta mesmo é do Sabato, que se alimenta de poetas, chá e pudim. Pra rir alto!

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A PARTE QUE FALTA, mais uma vez de Shel Silverstein

Outro livro incrível de Silverstein, também muito diferente. Em “A Parte que Falta” a gente acompanha um ser circular que busca sua parte que falta, como uma fatia de pizza. Ele encontra algumas…uma fica grande demais, outra muito pontuda, ainda outra quadrada demais. Até a hora que uma encaixa como uma luva…ufa, é a parte que faltava! Problema é que ele fica tão redondinho que rola sem parar, rápido demais – e mal consegue observar e curtir o que acontece ao seu redor. Então ele resolve que o melhor é devolver a parte delicadamente ao chão e…seguir procurando, cantarolando, muito do feliz! Mais um pouco de rebeldia e humor por Shel Silverstein!

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O LIVRO DO FOGUETE, de Peter Newell

Um super clássico, muito do diferente e divertido, publicado pela primeira vez em 1912! Conta a história de um garoto que acende um foguete no porão de um prédio de 21 andares – o foguete vai furando o chão de cada apartamento, e a gente vai acompanhando o estrago que ele faz em cada um. É rimado, engraçado e o mais legal: cada página tem um furo mesmo, como se o foguete tivesse passado por ali.

SÁBADO NA LIVRARIA, de Sylvie Neeman e Olivier Tallec

Uma garotinha vai à livraria todos os sábados -senta e lê seus quadrinhos, é hábito. Ela observa um senhor, que também vai todos os sábados, pega um enorme livro de guerra e lê, em silêncio. Quando vai embora, sempre entrega à vendedora e diz: “espero que a senhora não o venda logo…”. Até um dia, que, véspera de Natal, ele não encontra mais o livro. A garota ajuda a procurar, mas nada – alguém deve ter comprado para dar de presente, claro. Livro lindo, tocante, com ilustrações magníficas (são pinturas a óleo) e uma história cheia de esperança.

NA NOITE ESCURA, de Bruno Munari

O italiano Munari é uma das maiores referências quando se fala de design e de livros infantis inovadores e muito, muito diferentes. Morreu no final dos anos 90, mas deixou livros incríveis, que valorizam formas e texturas. Em “Na Noite Escura”, publicado pela primeira vez em 1956, a brincadeira é totalmente sensorial: o livro tem páginas completamente negras, outras translúcidas, com texturas variadas e muitos recortes – escondem mistérios e surpresas de uma noite escura. Divertido por completo – até a parte da autobiografia de Munari, trechinho curto na contra-capa do livro, é legal demais. Imperdível para os fãs de livros ilustrados e muito diferentes.

O PARAÍSO SÃO OS OUTROS, de Valter Hugo Mãe

“As pessoas são tão diferentes. Aprecio muito que o sejam. Fico a pensar se me acharão diferente também. Adoraria que achassem. Ser tudo igual é característica de azulejo na parede, e, mesmo assim, há quem misture.” – ô livrinho lindo! As impressões sobre o amor através dos olhos de uma garotinha, primeiro livro do Valter Hugo Mãe dedicado ao público infantil – mas que todo adulto também deveria ler!

FRIDA, de Jonah Winter, ilustrações de Ana Juán

Esse livro foi um presente de uma amiga para o Francisco, uma descoberta deliciosa! História lindamente ilustrada (cheia de cor, energia, detalhes) da vida da artista Frida Kahlo – sua infância, inspirações, dificuldades e incrível superação através da pintura e da arte. Uma linda biografia para os pequenos, história encantadora. Foi um dos livros que indiquei na lista de biografias de mulheres fortes, livro importante demais pra criançada conhecer!

DIFERENTE COMO CHANEL, de Elizabeth Matthews

Outro livro que entrou pra lista de biografias de mulheres fortes, “Diferente como Chanel” conta a história da estilista Coco Chanel, mulher também revolucionária: foi ela quem no início do século XX, tirou os apertados espartilhos da mulherada e começou um movimento para que elas se vestissem mais livres, inclusive usando preto (povo naquela época não curtia isso não!). O livro é cheio de curiosidades sobre Chanel, com ilustrações bonitas e delicadas e capa dura – um presente lindo demais pra garotada que curte moda!

ODE A UMA ESTRELA, de Pablo Neruda, ilustrações de Elena Odriozola

Livros infantis de grandes escritores me encantam demais! Ainda mais quando são de autores que eu tenho paixão, como Julio Cortázar, Eduardo Galeano, Pablo Neruda – “Ode a Uma Estrela” é uma poesia do Neruda que foi transformada nesse incrivelmente lindo livro infantil. Apesar da linguagem um tanto refinada, a história é tão fantasiosa, lúdica e incrível que as crianças compreendem, se encantam e amam! É um privilégio incrível poder ler e apreciar Pablo Neruda junto dos pequenos – ainda mais com ilustrações lindas como essas.

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TROLLS, OS FURA-DENTES, de Nina Blychert

Um livro altamente útil pra quem tem em casa aquela criança que está na fase de não querer cuidar dos dentes. E olha, é legal demais! Primeiro, as ilustrações: repletas de colagens, rabiscos, detalhes em cada cantinho das páginas. A história é super fantástica e maluca, e conta sobre esses terríveis trolls que atacam nossos dentes, e aproveita para contar como se proteger deles. Ou seja: o livro ensina um bocado sem ser nada chato – pelo contrário, é muito do diferente e divertido!

ONDE VIVEM OS MONSTROS, de Maurice Sendak

Um dos clássicos da literatura infantil mais conhecidos (e bonitos!) que existem, “Onde Vivem os Monstros’ conta a história do dia em que o quarto do menino Max se transforma numa enorme floresta – e através dela ele chega onde vivem os monstros, pra virar o rei de todos eles! A história é divertida, cheia de fantasia, e as ilustrações são de tirar o fôlego – não à toa, é um dos livros mais citados quando se refere à literatura infantil de qualidade.

NA COZINHA NOTURNA, também de Maurice Sendak

Outro livro incrível de Maurice Sendak, leitura deliciosa para a hora de dormir. Divertido e completamente fantástico, ‘Na Cozinha Noturna’ conta a história de um garoto que vai acabar no meio de uma receita de bolo, cercado por três cozinheiros simpáticos e muito bonachões. Bom mesmo é ler cantando (tem vários trechinhos com rima, super musicais, dá vontade de cantar mesmo!). Daqueles livros que reúne tudo de bom: receita de bolo, sonho, aconchego e imaginação.

HISTÓRIA DA RESSUREIÇÃO DO PAPAGAIO, de Eduardo Galeano, ilustrações de Antonio Santos

Galeano, que nos deixou no ano de 2015,  era um grande contador de histórias: gostava delas, de transformá-las, recontá-las. Foi o que ele fez com esse livro aqui: um dia escutou, no nordeste do Brasil, um poema em cordel que contava essa história. Resolveu escrevê-la, e fez esse livro lindo e comovente. Um papagaio curioso cai em uma panela fumegante – e morre. Tudo ao seu redor se comove: a menina chora, a laranja se despe de sua casta, o vento sopra – um oleiro do Ceará então vê todo aquele sofrimento, junta toda aquela tristeza, e ressuscita o papagaio morto, que ressurge da dor com plumas de fogo, bico de pedra, dourado cor de laranja. Livro lindo demais, poesia pura!

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O LIVRO COM UM BURACO, de Hervé Tullet

Um livro super interativo e repleto de brincadeiras! O livro vem com um buraco de verdade, que faz parte de um universo diferente a cada página virada – é o miolo de uma flor, o pedaço de uma cidade, uma cesta de basquete, a cabeça de um astronauta, um prato vazio. Um convite à imaginação! Além do mais, o livro é daqueles grandões, que por aqui, a gente adora – é uma ideia bem bacana para dar de presente: não tem quem pegue o livro aqui e não fique curioso, não há criança que não mergulhe imediatamente na brincadeira!

MEU AMIGO JIM, de Kitty Crowther

“Meu Amigo Jim” conta a história da relação de dois pássaros completamente diferentes que se unem: recebem olhares tortos, muita rejeição – mas encaram tudo isso com muita força. Uma lição cheia de metáforas divertidas, celebração da diversidade de raça, sexualidade, cor. E ainda, de quebra, ensina a importância da leitura. Absolutamente indispensável quando o assunto é respeito, tolerância e amor!

MEU REINO, também de Kitty Crowther

Outro livrinho incrível de Kitty Crowther que aborda um tema delicado: aqui, a separação dos pais sob a ótica de uma criança. No início você não se dá conta de que é exatamente esse o assunto – porque é tudo muito lúdico, imaginativo como o universo infantil. Uma garotinha conta que vive numa colina, entre dois reinos – seus vizinhos são a Rainha Dominique e o Rei Patrick, e eles se dão muito, muito mal. A garota não aguenta mais as brigas, se sente cada vez menor, com muito medo. Um dia a Rainha bate à sua porta com um bolo e um pedido de desculpas; em seguida, chega o Rei com um buquê de flores, outro pedido de desculpas. Mas quando são surpreendidos um pela presença do outro, é mais uma vez só briga – mas dessa vez é a garotinha quem perde a paciência, pede trégua! As coroas caem de suas cabeças – e aí sim, você entende, trata-se de uma família.

JUMANJI, de Chris Van Allsburg

Sabe aquela criança que (acha que) não curte ler, que torce o nariz quando ganha livro? Pois eu du-vi-do que depois de ler essa história ela continue a pensar assim, juro. Jumanji é uma aventura incrível: conta a história de dois irmãos, Judy e Peter, que muito entediados se deparam com uma caixa que guarda um jogo misterioso. A princípio, nada demais, apenas um jogo de tabuleiro…até começar a aparecer dentro de casa tudo que acontece no jogo! É macaco na cozinha, serpentes pela sala, lava de vulcão pelas paredes…e as duas crianças jogando incrédulas, afinal, uma vez começado o Jumanji, é essencial ir até o final. Do jogo e do livro, porque não dá pra largar não! Entrou pra nossa lista dos melhores de 2015 porque só esse ano saiu no Brasil – foi publicado originalmente em 1981 nos Estados Unidos, e até virou filme! Sensacional!

TER UM PATINHO É ÚTIL, de Isol

Livrinho indispensável na biblioteca dos bebês! É pequenininho, daqueles que cabem nas mãos dos pequenos, cartonado e resistente, mas traz uma historinha criativa em um formato muito do diferente. De um lado, uma visão – um menino nos conta como ter um patinho é útil, tudo que pode fazer com seu mais novo brinquedo. Só que quando termina, é só virar e tcha-rãn! Vira outro livro, agora na visão do próprio patinho – e para ele, ter um menino também é muito útil! As ilustrações são simples, mas divertidas: o barato fica para o jogo de cores e o formato – o livro é lido como uma sanfoninha. Da premiada artista argentina Isol.

UM DIA NA PRAIA, de Bernardo Carvalho

“Um Dia na Praia” é o nome desse livro aqui em cima, apesar do título não aparecer na capa, só na lombada. Também não há palavras dentro dele – só os desenhos sensacionais do português Bernardo Carvalho e uma mensagem muito da importante. Um homem vai à praia, com seu guarda-sol e toalha – de longe, sentado na areia, avista algo flutuando na água. Entra no mar para pegar o que quer que seja – é uma bota, lixo descartado por ali. Depois avista outro. E outro. Já viram essa história antes né? O barato é o que ele decide fazer com tanto lixo – nada de virar e ir embora, o jeito é ser criativo!

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17 maio 2016

O Cachorro Perdido, de Guido Van Genechten

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Se tem um autor que não tem erro com as crianças pequenas é esse: Guido Van Genechten. O nome é um tanto difícil de pronunciar, tá certo, mas seus livros são super acessíveis, divertidos e fazem um sucesso danado entre os pequeninos. O grande barato deles é que são livros em geral bastante interativos – desses que se comunicam e brincam com a criança durante a leitura, fisgando a atenção delas. Seu último lançamento no Brasil pela editora Brinque-Book, “O Cachorro Perdido” é assim – pura brincadeira e interação.

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Começa com um cachorrinho perdido, confuso no meio de uma multidão. Ele está ansioso e preocupado atrás de seu dono – mas entre tantos pés e pernas, como encontrá-lo? Então ele vai farejando pé por pé e contando como é seu dono: ele cheira bem, não a pés descalços (desde quando pés descalços têm que cheirar mal? mas releva, releva!); ele usa sapatos pretos, grandes, com cadarços; ele estava essa manhã de meias amarelas…e a nossa missão é procurar o dito cujo, página por página. Os desenhos são grandes e não é tanta a multidão (como num “Onde Está Wally?”, por exemplo), então é relativamente fácil – por isso é legal de curtir o livro já com os menorzinhos!

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Outros livros muito bacanas do Guido Van Genechten que valem a pena conhecer: o “O Que Tem Dentro de sua Fralda?“, clássico-mor da fase do desfralde: um livro com abas abas e muita interação relacionada a…cocô, mas que a criançada ama de paixão. A coleção “Qual é Diferente?”, para brincar de buscar os diferentes em cada página, muito colorida e cartonada, bem legal de curtir já com os bebês e também o “Assim Como Você“, delicioso pra ler na hora de dormir!

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13 maio 2016

Aurora Catarina, de Lu Trentin

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Destaques

Sabe aquela história de que nos menores frascos estão os melhores perfumes? Pois então – às vezes é assim com livro. Nos menores, nos mais despretensiosos, muitas vezes estão as melhores histórias! “Aurora Catarina” chegou aqui em casa dia desses, enviado por sua autora, a Lu Trentin, lá de Caxias do Sul. Com dedicatória carinhosa e toda simplicidade.

Sabe, eu tenho recebido muitos livros pra ler com o Francisco, pra falar sobre eles por aqui – alguns de editoras, outros dos próprios autores. É legal, eu fico muito feliz – mas não é sempre que vem coisa bacana. Recebo muito livro feio, sem capricho, história fraca, daquelas que subestimam de cara a inteligência das crianças e que me dão calafrios. Nesses anos de blog já passou cada coisa pelas minhas mãos que olha, às vezes nem acredito (e por isso, não divido mesmo).

A impressão que tenho é que todo mundo acha que pode escrever um livro, especialmente para os pequenos – mas ah, não pode. Quer dizer, poder pode, mas alcançar de fato uma criança, abraçá-la com um livro, exige talento, exige estudo, exige carinho. Por isso, quando descubro coisa bonita, quando vejo o Francisco acompanhar uma história com os ouvidos atentos, olhos brilhando, fico logo ansiosa pra dividir com vocês. Fico mesmo!

Toda essa falação pra contar da Aurora Catarina, que chegou aqui numa semana em que o correio andou agitado, e que aguardou, paciente, uma noite para ser finalmente descoberta. Foi descoberta pelo Francisco, que catou o livro de cima da mesa e decidiu que aquela noite era pra ler “o livro da porta”. A porta da capa o deixou curioso, mas a história o deixou apaixonado – e eu também!

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A história de Aurora Catarina é redondinha, com descrições detalhadas, que fazem a imaginação voar longe – pelas lajotas da escada, pela madeira descascada, pelas janelas enormes da casa de seus avós. Todo final de semana Aurora os visitava, era costume – mas havia algo lá que sempre a intrigava: uma lata colorida que ficava no tipo do armário da cozinha.

Sempre que Aurora se encontrava só na cozinha, tentava escalar o armário para alcançar a tal lata – acreditava que algo mágico ficava ali escondido, naquela lata tão reluzente, tão linda, tão fora do alcance. Em um dos domingos na casa dos avós, tomou coragem novamente. Catou uma velha lata amarela, colocou em cima de uma cadeira, apoiou essa cadeira na estante e deu início à escalada. Até conseguiu agarrar a lata, com força – mas se desequilibrou e caiu, lata em mãos.

Com a queda, a lata se abriu…e dentro dela, farinha, muita farinha, agora espalhada pelo chão. A bagunça foi geral, o barulho estrondoso! Aurora Catarina se sentia frustada, boba, decepcionada:  “que desperdício! uma lata bonita dessas, cheia de farinha!“. A avó veio então ajudar na bagunça…e adivinha? De dentro da lata velha, aquela amarela, usada de apoio, tirou biscoitos achocolatados, que Aurora comeu feliz. No final das contas, era ali que estava algo mágico!

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Dei uma fuçada aqui para saber onde encontrar o livro, que foi publicado em 2014 pelo Quatrilho Editorial. Achei à venda na Livraria Cultura, por R$ 12,90. 😉


10 maio 2016

Contêiner, de Fernando Vilela

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Destaques, Divertidos, Livros, Livros-Imagem, Novidades e Lançamentos

Que o artista Fernando Vilela tem os livros mais bonitos todo mundo sabe – suas ilustrações com gravuras, carimbos e recortes são um deleite para os olhos! Em “Contêiner”, seu mais novo livro, lançamento da Pequena Zahar, a gente viaja junto com um cão e uma gata por navios, contêineres e portos do mundo. É um livro-imagem, sem texto algum – a gente vai acompanhando e seguindo a história toda através de ilustrações e cores fantásticas.

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A viagem começa na China – os bichinhos se perdem de seu dono e vão parar em um contêiner, e esse contêiner…dentro de um navio! Longa viagem, seguem os dois aprontando confusões até a Inglaterra, onde desembarcam no Porto de Tilbury para uma nova viagem, em outro contêiner, dessa vez até o Brasil. Depois do Brasil, retornam ao lugar de onde primeiro saíram, a China. Longos trajetos, divertidas aventuras: o barato é que a gente vai descobrindo por onde eles andam através das muitas referências de paisagem, através dos conteúdos das grandes caixas.

No final do livro há um mapa onde vemos cada lugar por onde passaram, os principais portos pelos quais a viagem seguiu: Francisco adorou descobrir cada um desses cantos (não resiste a um mapa, para falar bem a verdade). Fernando Vilela ainda conta um pouco da sua fascinação pelos portos e por suas belezas gráficas, guindastes, caixas e cores – toda a inspiração para esse livro tão bonito. 😉

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Ah, a dica dessa vez também é em vídeo – a primeira de muitas que ainda pretendo lançar lá no canal (fase de testes, gente!):

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4 maio 2016

Especial: Livros Infantis Sobre A Chegada de Um Irmão

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A Chegada de Um Irmão, Destaques, Fases e momentos especiais, Listas de Livros

Quem me acompanha lá pelo instagram sabe que logo logo o Francisco vai ganhar um irmãozinho: o Vinícius deve chegar por aqui no final do mês de julho, comecinho de agosto, e as coisas já estão mudando. Francisco vai completar 6 anos também em breve, e todo esse tempo viveu como filho único – atenção exclusiva de mãe, vó, tios, gatos e companhia. Apesar de estar curtindo demais a espera pelo irmão, é lógico que alguma insegurança, ciúmes e muitas dúvidas fazem parte do processo. Por isso estamos conversamos bastante sobre isso – e nada como alguns livros divertidos que tornam o assunto mais fácil, lúdico e divertido! 🙂

1. QUERO NASCER DE NOVO

Da listinha de livros sobre a chegada de um irmão, esse é o que mais diverte o Francisco – a história é divertida, as ilustrações super coloridas e a linguagem muito próxima das crianças. Aqui, Sofia percebe que a barriga da sua mãe não para de crescer – tudo bem que ela já explicou mil vezes que ali está crescendo um irmãozinho, mas Sofia segue intrigada. Então ela faz mil perguntas: mas pera, como o bebê está se alimentando ali dentro? O que ele faz esse tempo todo? E esses peitos da mãe, por que crescem tanto junto com a barriga? As respostas, assim como as perguntas, são muito “na real”, sem firulas – e isso é o mais legal! A mãe explica, paciente. Mas Sofia decide que quer tudo aquilo, igual ao irmão: quer é nascer de volta! Pra dar boas risadas e de quebra conversar sobre o assunto sem medo. Escrito por Ilan Brenman e publicado pela Saber e Ler, por alguma razão não é um livro fácil de achar – o nosso encontrei na Livraria Cultura.

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2. EU SÓ SÓ EU

Sabe aqueles livros que parecem que foram escritos pra você, pra determinada situação da sua vida? Pois então. Esse é o nosso. Um garotinho conta que a vida ia muito bem, obrigada, assim: eu só, só eu. O quarto era só dele, o balanço, o triciclo, o quintal, o abraço do pai e o colo da mãe. Até um dia que…chega um irmão. E as coisas mudam: ele agora tem um irmão, só dele. E isso só faz dele mais feliz! Delícia de leitura, cheia de ritmo e música. As ilustrações são lindas, de Yara Kono, e edição um capricho só! Da Editora Peirópolis.

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3. TUDO MUDA

Já falei sobre esse livro por aqui há pouco tempo. Quando chegou aqui em casa, não sabia do que se tratava – e foi uma surpresa daquelas de arrepiar. A verdade é que todos os livros de Anthony Browne são assim, surpreendentes, intrigantes. A forma como ele aborda os assuntos mais delicados é impressionante, suas ilustrações super realistas (e ao mesmo tempo absolutamente surreais!) são uma verdadeira viagem – aqui, a gente acompanha a tensão do menino Gregório, que nota que as coisas estão mudando na sua casa. Cabe a nós observar cada mudança e perder-se nas ilustrações, não uma, mas infinitas vezes – porque cada leitura garante uma supresa. No final, é sua irmãzinha quem chega, e ufa! A tensão vira pura felicidade. Publicado no Brasil pela Pequena Zahar.

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4. Um Bebê Vem Aí

Esse é outro livro que o Francisco adorou – ele tem uma abordagem muito engraçada, divertida, mas ao mesmo tempo bastante sensível. Começa com a notícia da chegada do bebê, mãe e filho mais velho conversando à beira da cama. Então surgem as perguntas: quando? Como? Qual o nome dele? O desenrolar da história é em torno da imaginação do irmão: ele gosta de pensar o que o bebê há de ser quando crescer. Há muitas partes sem texto, mas com muita ação nas ilustrações, como um quadrinho – o Francisco adora essas páginas, sempre as possíveis profissões do bebê e muita bagunça. No decorrer da brincadeira, vamos notando a barriga da mãe crescendo, o cansaço surgindo – e o irmão indo junto com o avô finalmente conhecer seu irmãozinho. Um livro fofo, delicioso, numa edição bonita demais. Da Paz e Terra.

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5. EU VOU GANHAR UM IRMÃOZINHO

Outro livro bonitinho que trata com delicadeza sobre a chegada de um irmão: Aline sabe que logo vai chegar um, só não entende bem por onde. Ela fica intrigada, as ruas são perigosas demais pra um bebê andar assim, e se pergunta: quem vai abrir a porta pra ele? Como ele vai entrar? O vovô diz que é a cegonha quem vai trazer, a avó vem com a história do repolho – mas nada de respostas concretas! Enquanto isso, ela só vai notando aquele barrigão da mãe que não para de crescer. Sorte que alguém da escola diz que é dali que vai sair do bebê (porque a mãe não disse antes eu não sei, viu?) – e então Aline vem correndo, AHÁ, então era isso! Tudo finalmente esclarecido, Aline vai dormir tranquila, ansiosa pela chegada do irmão. Um livro bem legal de curtir com o mais pequenininhos! Publicado pela Fundamento.

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2 maio 2016

Um Príncipe Triste, de Sig Schaitel e Fabio Dudas

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Eu tenho especial carinho por livros infantis produzidos independentemente – admiro demais o empenho, o trabalho por trás de cada ilustração, de cada página impressa. Mas há alguns especiais, lógico, aqueles em que se nota de longe o capricho, todo o amor envolvido no trabalho: Um Príncipe Triste de  é desses.

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Obra da Cia Mafagafos de contadores de histórias, de Florianópolis, Um Príncipe Triste é um lindo livro- canção. É livro, tá certo, mas é também música. Pode-se lê-lo, como qualquer outro, mas também pode-se escutá-lo em forma de música, em um delicioso cd que acompanha a edição (e cá entre nós, eu os desafio a não sair cantarolando a melodia depois, por aqui cantamos há dias!).

Na história, conhecemos um príncipe triste, triste demais:

“era um príncipe muito triste

de tristeza catastrófica.

e não havia guerra, 

caçada ou aventura

que aplacasse a amargura

de seu triste coração.”

Tão triste é que não se cabe de tristeza dentro desse planeta, e é fora dele que resolve viver – faz um balão de papel crepom e parte, para longe. O texto curtinho, repleto poesia de Sig Schaitel é ilustrado pelo artista plástico Fabio Dudas, com xilogravuras em preto e branco, traços finos e alguma pouca cor – em total sintonia com a delicada melancolia de nosso príncipe.

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A verdade é que apesar de tão tristonho, nosso príncipe só nos fez sorrir – a mim e ao Francisco, que lemos, ouvimos e curtimos encantados essa história tão especial. <3

O livro foi lançado no final de 2014, e por ser totalmente independente, não está disponível em livrarias – mas é fácil adquiri-lo diretamente com a Cia. Mafagafos, através do email ciamafagafos@gmail.com. E que alegria é tê-lo em mãos!

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25 abr 2016

O Pequeno Príncipe (minhas duas edições preferidas do clássico)

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Clássicos, Destaques, Literatura Universal, Livros, Posts Especiais

Faz uns dias já que venho recebendo diariamente um anúncio de uma editora vendendo uma tal edição “de luxo” de O Pequeno Príncipe por “apenas” 59 reais. E como eu sou metida, eu digo uma coisa pra vocês: não caiam nessa não. O Pequeno Príncipe é uma obra linda, clássica, importante demais na biblioteca de qualquer adulto ou criança – mas é uma obra de domínio público, e por isso, com tantas edições diferentes disponíveis no mercado: algumas ótimas, muitas fraquinhas que só.

Pois bem, tá certo que é gosto, que se você acha bonito, quem sou eu pra te dizer pra não investir nesse ou naquele livro – mas vamos combinar: fazer uma edição de capa almofadada (?), ilustrações um tanto pobres e ainda por cima com texto simplificado, tacar um “luxo” no título e vender a 60 pila é um tanto quanto injusto.

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Mesmo livro, duas edições: uma simples, outra pop-up.

Temos duas edições diferentes aqui em casa – as duas trazem o mesmo texto (que é integral, sem alterações, como um bom clássico deve ser) e as mesmas ilustrações, que são aquarelas do próprio autor, Antoine de Saint-Éxupery. Uma é brochura, simples; a outra, capa dura, pop-up, edição especial. Mas são duas edições que admiro e recomendo.

A primeira é da Agir, e é uma edição que se repete desde 1952, e segue o modelo da original. É pequena, leve, simples que só – mas quem precisa de frescuras quando se tem um bom texto?! Foi esse O Pequeno Príncipe que li quando era pequena, foi esse o que reli com o Francisco. Agora a melhor parte: dá pra encontrar por aí novinho em folha a partir de 6 reais. Pois é!

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página interna da edição pop-up

A outra, publicada pela Harper-Collins, é pra quem busca algo assim, vamos dizer, mais diferente. É uma edição de capa dura, grandona, grossa que só, daquelas que impressionam mesmo – e por isso, tão especial de dar de presente! O mais legal é que as aquarelas são do autor, o texto é na íntegra, mas as ilustrações pulam (literalmente) aos olhos: é tudo pop-up. É um livro bastante delicado, mas lindo demais. Já foi bastante caro – e ainda é, mas sabendo procurar, dá para encontrar a partir de 48 reais (ou seja, AINDA mais barato que a tal “luxo” que contei pra vocês).

Mas como eu disse, a coisa é muito pessoal. Essas são as duas edições que temos em casa, e que recomendo por experiência própria. Você tem alguma edição especial desse clássico? Então conta pra mim que eu quero mais é conhecer! 😉

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20 abr 2016

Sorteio de 3 Anos do Blog! – ENCERRADO

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Destaques

Antes que o mês termine de vez (e uia, tá passando muito rápido!), deixa eu contar pra vocês: abril é um mês duplamente especial por aqui! Primeiro, porque é o mês da literatura infantil; segundo, porque é quando o blog faz aniversário! Esse ano ele faz 3 aninhos, minha gente – desde que começou como “Os Livros de Francisco”, cresceu e se tornou meu tão querido “A Cigarra e A Formiga”. <3

Para festejar, tcharãn…escolhi 3 livros bem legais para presentear os leitores e leitoras que volta e meia passam por aqui:

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São 3 livros escolhidos a dedo – clássicos universais da literatura infantil, daqueles que não podem faltar na biblioteca das crianças por nada! Os três são edições impecáveis da Cosac-Naify, editora que recentemente fechou – mas que deixou livros incríveis que aos poucos estão sendo esgotados. Serão 3 sorteios: cada um leva um livro! Para concorrer, muito fácil: basta comentar aqui com nome e email (para que eu possa entrar em contato). Sim, simples assim! No dia 29 de abril ao meio-dia encerram as inscrições e à tarde eu divulgo os ganhadores!

Quer conhecer quais são os livros? Então bora!

A ÁRVORE GENEROSA – Um dos livros mais bonitos e tocantes da literatura infantil, na minha modesta opinião – obra simples e muito sensível sobre a relação de um menino e uma árvore. Daqueles que emocionam os pais, que encantam os filhos. Publicado pela primeira vez em 1964, é a obra mais conhecida de Shel Silverstein.

ONDE VIVEM OS MONSTROS – Ah, se você nunca leu esse livro, nunca mergulhou na aventura fantástica do menino Max, não sabe o que está perdendo! A história do dia em que o quarto do menino Max se transformou numa enorme floresta e escondeu diversas aventuras é divertida demais, cheia de fantasia e tem ilustrações de tirar o fôlego. Clássico maior de Maurice Sendak, o livro até já até virou filme!

O LIVRO DO FOGUETE – Esse talvez seja o menos conhecido dos três, mas é dos meus preferidos (e do Francisco também, viu?)! Foi publicado pela primeira vez, atenção, em 1912 – sim, já conta com mais de um século e segue sendo um livro diferente demais, tanto na história quanto no formato! Nele a gente acompanha um foguete que é lançando no porão de um prédio e percorre 21 andares. É rimado, engraçado e o mais legal: cada página tem um furo mesmo, como se o foguete tivesse passado por ali.

Legal né? Bora participar então! Boa sorte! 🙂

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Atualização! Sorteio encerrado, sorteio feito! Abaixo as vencedoras:

LUÍSA BUTZKE – “A Árvore Generosa”

ANA ROCCO – “Onde Vivem Os Monstros”

VANESSA MARCONATO NEGRÃO – “O Livro do Foguete”

Parabéns, gente! Já estou entrando em contato para enviar o livro! Yay! 😀

 


7 abr 2016

As Mais Diferentes e Divertidas Histórias de Princesas

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Clássicos, Contos de Fada, Destaques, Diversidade e Respeito, Divertidos, Listas de Livros, Para dar risada, Para Refletir

No início do mês de março lancei por aqui um post que reunia algumas biografias infantis de mulheres reais – tanto o vídeo como o post foram super bem recebidos, foi legal demais! Mas foi um comentário específico que me fez refletir: talvez falando dessas histórias de mulheres reais eu parecesse estar deixando de lado a importância que as personagens fictícias – as princesas, no caso – têm no imaginário infantil. As princesas e os contos de fada em geral têm uma importância enorme na imaginação das crianças, a fantasia relacionada a elas é grandiosa e possui papel fundamental na construção do leitor literário. Sem contar que há histórias divertidíssimas com princesas como protagonistas – e absolutamente imperdíveis!

Eu mesma fui uma criança que cresci apaixonada por histórias de princesas (a minha preferida sempre foi a Rapunzel e suas longas tranças!) e o Francisco também tem suas preferidas. Foi daí que surgiu a ideia desse especial – primeiro, fizemos uma caça divertida a todos os livros mais legais de princesas da nossa biblioteca pessoal e também da Biblioteca Pública do Paraná. Depois de relidos nossos preferidos, conhecidos outros, fizemos juntos, eu e Francisco, a nossa escolha dos mais divertidos. São todos livros de princesas – mas as mais diferentes: tem as que soltam pum, as que se apaixonam por sapos, as muito rebeldes e as mais tradicionais também. 😉

1. A PRINCESA E A ERVILHA

Para começar um conto clássico, escrito por Hans Christian Andersen no século 19 – mas nessa edição da Farol Literário, lindamente recontado e ilustrado por Rachel Isadora em um contexto africano! Na história, conhecemos um príncipe que deseja muito se casar com uma princesa – problema é que ele não consegue descobrir se elas são mesmo princesas de verdade. Ele passa por diversos países, conhece várias mulheres – mas nenhuma lhe chama atenção. Até que em um dia de tempestade uma princesa vem bater à sua porta. Quer dizer, ela se apresenta como uma verdadeira princesa – mas como saber se é mesmo? A rainha, mãe do príncipe, tem uma ideia: na hora de preparar o leito da donzela, empilha 20 colchões e 20 acolchoados de plumas em cima de um pequeno grão de ervilha – e é ali que a tal princesa passa a noite. Na manhã seguinte, a pobre princesa acorda dizendo que dormiu muito mal: “não consegui pregar os olhos durante toda a noite! só os céus devem saber o que havia debaixo destes colchões!”. E pronto: era o que a rainha precisava para confirmar: a moça era mesmo uma princesa! Feliz, o príncipe pede a sua mão em casamento – e a ervilha vai parar em um museu!

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2. A HISTÓRIA VERDADEIRA DO SAPO LUIZ

Grande vencedor do Prêmio Jabuti 2015 na categoria infantil, esse é um conto de fadas com aquele jeitão clássico, com “era uma vez”, muita emoção…mas é também muito do diferente! Conta a história da princesa Juliana, que não consegue se apaixonar por príncipe nenhum – todas as tardes o rei recebe pretendentes, dos mais diversos reinos, com as mais variadas virtudes. Juliana os recebe, agradece, observa, até lhes encoraja com palavras – mas não se encanta. Um dia então sua aia sugere que talvez o príncipe ideal esteja em um sapo, talvez ele precise se transformar – e então lá vai a princesa beijando tudo que é sapo que encontram.

Um em especial desperta seu interesse…mas ele não vira príncipe não! Juliana se apaixona pelo sapo, simples assim! O rei e a rainha estranham no início, mas respeitam o desejo da filha. No dia do casamento, o povo todo espera ansioso pelo príncipe que virá ao altar – e cai na gargalhada quando vê que é um sapo quem vem ali! Terrivelmente ofendido pelo descaso e preconceito de todos os presentes, o rei viaja com esposa, filha e comitiva com o agora genro sentado em um trono, e exige que todos seus súditos, do mais humilde servo ao mais tradicional nobre, beije “a pele fria e enrugada do sapo, jurando tratá-lo com deferência e respeito e declarando absoluta lealdade ao novo casal”. E assim vivem felizes para sempre: a princesa e o sapo Luiz! Publicado pela Editora DSOP.

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3. ATÉ AS PRINCESAS SOLTAM PUM

Já falei sobre esse livro por aqui algumas vezes, porque é dos preferidos aqui em casa,  muitas vezes lido e relido – essa é uma história de princesa, ou melhor, de princesas, para rir, rir muito! A história começa com a menina Laura que um dia vem perguntar para seu pai se é verdade esse papo de que as princesas também soltam pum. Então lá vai ele atrás de um volumoso livro cheio de segredos: “O Livro Secreto das Princesas”, que inclusive tem um capítulo chamado “Problemas Gastrointestinais e Flatulências das Mais Encantadoras Princesas do Mundo”. E não é que sim, as princesas também soltam pum, como todo mundo!? E não apenas isso: as badaladas do sino da meia-noite ajudaram Cinderela a disfarçar um acidente daqueles, por exemplo! E a Branca de Neve desmaiou foi com um pum tóxico, e não com a maçã, como dizem os contos de fadas por aí.

O livro, um dos mais conhecidos do autor Ilan Brenman, já rendeu traduções pelo mundo inteiro e até uma continuação que também vale conhecer: “O Livro Secreto das Princesas Que Soltam Pum”. Nesse último, Laura está mais crescida e se depara novamente com o livro secreto, e lá descobre vários outros segredos: como as vilãs e vilões dos contos de fadas se tornaram maus! A bruxa de João e Maria, a de Rapunzel, até o gigante de João e o Pé de Feijão. Ambos são publicados pela Brinque-Book.

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5. A PRINCESA SABICHONA

Não é por nada, mas tenho uma queda especial por essas princesas rebeldes e muito divertidas – o Francisco também, tanto que esse foi seu preferido da lista e recebi ordens expressas de não deixá-lo de fora! A princesa sabichona é uma princesa que vivia muito feliz, obrigada, sendo solteira – vivia ela e seus muitos bichos fantásticos de estimação. Mas seus pais insistem que ela tem que casar, e é tanto pretendente rondando o castelo que ela decide lançar algumas provas – aquele que se safar, pronto, será seu futuro marido. O divertido do livro é acompanhas através das hilárias ilustrações de Babette Cole as duras tarefas pelas quais os príncipes (de nomes engraçadíssimos) têm de passar – o Francisco ri alto! No final das contas surge um príncipe que consegue tudo: é o príncipe Fanfarrão. Problema é que na hora do beijo…ele vira um sapo! O coitado foge aflito, a princesa respira aliviada – agora sim, ninguém mais vai querer se casar com ela! Da editora Martins Fontes.

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6. A PIOR PRINCESA DO MUNDO

Já que o Francisco elegeu a princesa preferida dele, me sinto no direito de escolher a minha! A pior princesa do mundo é uma princesa que sonha com seu príncipe, como a grande maioria delas – mas não qualquer um, com licença! Soninha (esse é o nome da nossa princesa) passa boa parte da vida à espera de seu príncipe encantado – até que um dia, um bate à sua porta, valente, cheio de promessas. É a princesa quem já lhe tasca um beijo, afinal, o tempo de espera foi grande, melhor logo resolver isso! No entanto, as coisas mudam quando na garupa de seu cavalo, a princesa percebe que está indo para o castelo – e que de lá não vai sair tão cedo. Ora, ela queria participar das batalhas, das aventuras, das viagens que o príncipe faz; mas ele, categórico, diz que nada disso:

“Eu uso armadura, você usa vestido. Escolha um: seu armário está sortido. Sorria muito, mantenha a rotina. Lutar com dragão não é coisa de menina!”

Ainda bem que Soninha não é nada, nada boba: logo arranja um amigo dragão e parte fazer o que sempre quis: se aventurar por aí. A história é curtinha, rimada, deliciosa de se ler – e as ilustrações de Sara Ogilvie são incríveis, coloridonas, uma festa! Edição impecável e imperdível do selo Paz e Terra, da editora Record.

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7. CONTOS DE FADAS

Para terminar, uma reunião de todas as histórias de princesas que existem – em suas versões originais! Esse é um daqueles livros pra se ter em casa, na estante, para volta e meia consultar, ler e reler. Foi o primeiro livro do desafio proposto pela Taba para quem quer conhecer mais a fundo literatura infantil – e do qual lógico que topei participar! Não podia ter sido melhor começar logo conhecendo esse clássico: afinal, muitas dessas histórias estão na nossa lembrança, mas muitas vezes, versões bastante alteradas delas. Conhecer a Branca de Neve dos Irmãos Grimm, a Cinderela de Perrault, a Pequena Sereia de Andersen e todas as princesas como foram verdadeiramente construídas é incrível! Nessa edição da Pequena Zahar, os contos são todos comentados, contextualizados: é interessante demais saber a época e situação em que foram escritos, especialmente na hora de compartilhá-los com as crianças. E vamos combinar: nada como conhecer sempre primeiro os originais! A edição é da Zahar.

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