oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 6 anos, e vinícius, ainda bebê. seja bem-vindo! Leia mais



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4 nov 2015

Especial Hora de Dormir: Nossos Livrinhos de Boa Noite Preferidos

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Destaques, Fases e momentos especiais, Hora de Dormir, Listas de Livros, Livros

Não adianta, é consenso: a hora de dormir é a melhor hora para ler histórias. É aquela hora em que a gente se desconecta dos celulares, computadores e afins – ou pelo menos deveria! – e se rende às boas histórias, nos bons e velhos livros. Em casa nós temos um combinado: são três livrinhos em média por noite – mas dependendo do tamanho dos livros e da disposição, podem virar dois ou um só. E quando são um só, geralmente é porque o cansaço tá grande e a historinha vem só pra embalar o sono – nessas horas, temos nossos preferidos: livrinhos de boa noite. São livrinhos cujas histórias giram em torno do ritual do sono, da hora de dormir, e que são, vamos dizer assim, a cerejinha do bolo na hora do boa noite.

1.CUIDE DO MEU SONINHO

Ai, se esse livro falasse…ele ia contar que olha, a hora de dormir nunca foi fácil aqui em casa, nem nunca será, obrigada. Eu nunca fui de dormir cedo e o Francisco não é diferente – e olha, eu tentei, minha gente! Rotina, banho, massagem, óleo, simpatia, chazinho – mas foi o ritual da leitura noturna o que mais ajudou. Esse livro foi um dos primeiros que lemos na vidinha do Fran, desde que ele era muito bebezinho – e é por isso que tenho um carinho tão grande por ele. Não tem uma história incrível, nem uma edição caprichada, nem nada disso – mas tem um garotinho de pijama listrado que o Francisco jurava que era ele quando tinha 2 anos de idade e uma rotininha da hora do sono que muita criança vai indetificar. Aliás, é assim o livro: apenas a rotininha do sono, e é por isso que ele funciona tão bem. O copinho d’água, o travesseiro sendo ajeitado, o xixi pra garantir e pronto, o beijinho da hora de dormir. Um livro bem bacana para os pequeninos, na faixa de 1 ou 2 anos. Da editora Fundamento.

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2. ASSIM COMO VOCÊ

Esse foi o Francisco quem me lembrou que deveria fazer parte da lista: “é que todo mundo dorme no final, mãe, lembra?” – e opa, lembrei. Tá aqui, outro livro bem legal para ler com os mais pequenos: a comparação e a brincadeira é com os bichos, e qual criança não ama bichos? O autor (Guido Van Genechten, o mesmo do “O que tem dentro da sua fralda”?) convida a gente a reparar no quanto os animais se parecem conosco: comem quando sentem fome, amam a casa onde moram, gostam muito de brincar, correm fazer xixi quando precisam – assim como todos nós. E nessa sequência, a gente vai seguindo até a hora de fechar os olhos e adormecer – e o livro termina com o desejo de um bom sono. É, o Francisco tava certo, esse não podia faltar na lista não! Publicado pela Saber e Ler.

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3. TODO MUNDO BOCEJA

Esse é outro livro especialmente bacana para os pequeninos – mas já alerto, pode dar uma vontade incontrolável de bocejar nos médios e grandes também. É que não há nada mais contagiante no universo do que bocejo, e a brincadeira aqui é justamente essa: fazer cada um dos bichinhos abrir o bocão de sono. O gato, a cobra, o guaxinim, a cobra – todos eles bocejam com nossa ajuda: é um livro de abas, para brincar mesmo. As ilustrações são fofas demais, muito coloridas, e chamam mesmo a atenção dos pequenos – e no final, lá está um bebê, também bocejando, como todos os bichinhos. A última página, tripla, traz a turma toda dormindo, feliz da vida. Pra curtir, ler e brincar, e de quebra embalar num belo soninho. Da Brinque-Book.

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4. O LIVRO DAS BOAS-NOITES

Deixa eu contar: esse é meu preferido da listinha. E conto mais: me emociono de verdade várias das vezes que leio com o Francisco, porque é mesmo bonitinho demais. É daqueles livros que embalam a hora de dormir com amor e aconchego. As boas-noites são dadas através de poesia, com versinhos diferentes e cheios de ritmo: boa-noite pais, aos professores, às estrelas, aos imigrantes…

“aos vizinhos de outras terras

que falam de outra maneira

e que vieram à procura

de uma terra hospitaleira;

aos que chamamos estrangeiros

e na diferença são iguais

ao que somos e sentimos

quando somos fraternais.”

…e segue, aos meninos sem abrigo, à natureza, aos sonhos. Faz pensar um bocadinho, faz sim – e termina com uma mensagem cheia de esperança, daquelas que fazem bem ao coração (ali no vídeo eu leio um trechinho pra vocês!). Esse eu trouxe lá de Portugal, da Cabeçudos – a boa notícia é que dá para comprar online que eles também entregam no Brasil. 🙂

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5. GOODNIGHT MOON

Esse é um clássico da hora de dormir – um clássico com uma cara muito da moderna! Foi escrito por Margaret Wise Brown em 1947 – e desde então, é um dos livros infantis mais vendidos nos Estados Unidos. A historinha é simples, aconchegante: um coelhinho aconchegado nas cobertas que vai dando boa-noite a cada objeto do seu quarto, aos brinquedos, às meias, à lua lá fora – a cadência da rima, quase um mantra (acho que li vezes demais pro Francisco nessa vida), vai embalando o sono. Mas são mesmo as ilustrações que chamam a atenção e que fazem desse livro algo tão diferente: tem muito verde, laranja, cores fluorescentes. Esse sim, um clássico indispensável na cabeceira. O nosso comprei via Amazon, mas no Brasil chama-se “Boa Noite, Lua” e foi publicado pela Martins Fontes.

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EXTRAS – EM INGLÊS 

6. GOODNIGHT, GOODNIGHT, CONSTRUCTION SITE

Ah, já que terminei com um inglês ali em cima, deixa eu mostrar outros dois, também em inglês, que são especiais para a hora de dormir – esse aqui teve uma fase que socorro, era só ele. E vou te falar uma coisa: se você tem uma criança em casa na fase dos carrinhos-tratores-máquinas-e-afins, esse é o livro para ela. A brincadeira aqui é que assim, todo mundo tem que dormir e descansar uma hora, inclusive as máquinas – então lá vamos nós dando boa noite a batoneiras, escavadeiras e a canto de uma grande construção. Esse também tem edição em português, e por aqui saiu pela Caramelo com um nome bem divertido: “Parem de Cosntruir, É Hora de Dormir”. A molecada pira!

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7. SLEEP LIKE A TIGER

E para fechar de vez a listinha, uma jóia, livrinho lindo e encantador: Sleep Like a Tiger. Esse tem absolutamente tudo a ver com a nossa situação por aqui, e acho que por isso o Fran gosta tanto: a garota (um princesa muito da linda!) da história não quer dormir, simplesmente. “Eu estou sem sono, não estou cansada” vai dizendo ela. Mas os pais a colocam na cama, no ritual de sempre, e ela começa as perguntas: “todo mundo tem mesmo que dormir?”. Os pais vão respondendo que sim, que cada bicho adormece – e vamos mergulhando nas ilustrações incríveis de Pamela Zagarenski: os morcegos, as baleiasos ursos e os tigres adormecem, majestosos. Como não poderia deixar de ser, a menina termina adormecendo, aconchegada e feliz. Esse aqui ainda não tem edição por aqui, só em inglês mesmo – mas vale demais! O nosso compramos via The Book Depository.

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9 set 2015

4 Livros Infantis Divertidos para Ajudar no Desfralde

Escrito por
Desfralde, Destaques, Fases e momentos especiais, Listas de Livros, Livros

Tá aí um post que eu tô pra fazer há tempo – desde a época do desfralde do Francisco, na verdade, que hoje já está com 5 anos de idade. Falando assim, parece que faz séculos, mas a verdade é que nem faz. É que aqui em casa o desfralde foi longo e bem trabalhoso. Tentamos algumas vezes sem sucesso, e quando de fato a fralda saiu o que não saía mais era o…cocô. Pois é – a relutância com penico era tão grande que ele começou a segurar o quanto podia – e isso durou muito, muito tempo. Não foi fácil – mas no final deu tudo certo. A verdade é que cada criança tem seu tempo, seus medos e receios – e o desfralde exige muita paciência e dedicação. Uma coisa importante e que aqui fez toda a diferença foi deixar a coisa toda o mais parecido com uma brincadeira possível, usar e abusar do lúdico. Livros infantis divertidos que tratam do assunto (xixi, cocô e afins) são belos aliados nessa hora – por isso, escolhi 4 que valem ter em mãos na hora do desfralde.

1.O QUE TEM DENTRO DA SUA FRALDA?

Tá aí um clássico do desfralde, conhecido de muita gente e queridinho de muita criança – esse é um livro bem bacana para os pequenos que estão partindo das fraldas para o penico. Já falei do livro por aqui lá no início de 2013 (e depois até rolou sorteio) – é dos nossos preferidos no assunto, de longe. Não há criança que resista aos pequenos bichinhos e suas fraldas repletas de cocô, essa é a verdade – o livro é bonitinho, engraçado e bastante interativo: no caso, a interação é abrir fraldas alheias, através de divertidas abinhas. Na história, um ratinho muito do curioso e intrometido vai bisbilhotando a fralda de cada um dos seus amigos – aí é coelho, cachorro, nem o bezerro escapa da indiscrição. Todos têm a fralda suja – mas quando chega a hora do ratinho, tcha-ran! A fralda está limpinha. Os bichinhos ficam todos perplexos até entender que…ah, o ratinho já partiu pro penico. Ele mostra então seu penico repleto de cocozinhos e assim termina o livro, cada bichinho no seu penico, feliz da vida. Como eu disse, um clássico – ficou um tempão esgotado para desespero das mães em fase de desfralde, mas já foi reeditado. Da Brinque-Book.

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2. CADÊ O MEU PENICO?

Outro clássico! Falei dele também por aqui na época: é que eu não podia ver livro sobre penico, cocôs e afins que eu trazia pra casa. Alguns fizeram muito sucesso, outros muito pouco – esse aqui foi um dos que o Francisco curtiu bastante. Livrinho mais simples, sem abas ou nada parecido, mas com uma história muito divertida e cheio de rimas e repetição – já falei, os pequenos adoram isso e é uma excelente forma de fisgar sua atenção. Aqui, a história é da pequena Hortênsia, garotinha apurada para ir ao banheiro – problema é que não há jeito dela encontrar o penico, que está sendo usado por todos os animais da fazenda. Eles não sabem que é um penico, chamam de “pote cocozeiro” (nem preciso dizer que aqui em casa até hoje penico é tratado assim, né?). Então há esse belo desencontro: penico ninguém sabe o que é, mas esse pote cocozeiro…que belíssima invenção! Quando a Hortênsia não se aguenta mais mesmo e vai partir para o matinho, os bichos entram em desespero – e oferecem pra ela o tal pote cocozeiro. Um livro pra rir muito com os pequenos e deixar mais leve qualquer desfralde! Publicado pela Companhia das Letrinhas.

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3. QUERO MEU PENICO

Esse eu emprestei lá da biblioteca, recentemente – por isso, não fez parte do nosso desfralde, mas é um livro tão divertido que olha, queria ter conhecido antes. Fez o Francisco rir adoidado – as ilustrações de Tony Ross são muito engraçadas e caricatas, isso já diverte! Aqui, a princesinha começa cansada da sua fralda, mas reluta um bocadinho pra usar o penico. Aí é ela se escondendo atrás do sofá pra fazer cocô (gente, o Francisco fez TANTO isso que deuzolivre), fugindo por aí. “O certo é no penico”, diz a rainha. Até um dia em que a princesinha decide que então….ela quer penico. Aí é um deus nos acuda, gente gritando pra tudo que é lado – grita o rei, a camareira, o cozinheiro, o jardineiro, todos correndo esbaforidos atrás do penico da princesinha. Quando o penico finalmente chega…é tarde demais. Tá aí, outra coisa que acontece (e muito): acidentes no trajeto fralda-penico. Um jeito bacana da criançada se sentir confortável com eles é assim, vendo que acontece mesmo, com todo mundo – inclusive com as princesinhas. Mais um livro engraçado e divertido sobre o desfralde, publicado pela Martins Fontes.

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4. DA PEQUENA TOUPEIRA QUE QUERIA SABER QUEM FEZ COCÔ NA CABEÇA DELA

O nome é longo, eu sei – tem que ver o Francisco tentando lembrar dele todo, eu me divirto. Esse não é exatamente um livro sobre o desfralde, mas como trata de cocô, achei que podia ajudar também – por aqui ajudou. Aliás, volta e meia ajuda, é um livro que serve pra muita coisa na vida – conta a muito engraçada história de uma toupeira míope (pois é) que um dia acorda com um cocozão na cabeça. Aí lá sai ela, muito indignada, interrogando cada um dos bichos – quem teria feito aquele desaforo? O nosso livro é pop-up, e permite diversas interações com os cocozinhos – mas como eu disse no vídeo, aqui eles foram de desfazendo nas muitas leituras. Hoje eu compraria a versão simples mesmo – afinal, o divertido aqui mesmo é a história. Olha, garanto: não há criança que não caia na gargalhada com a toupeira e seu enigma do cocô. Ah, no final ela descobre, com a ajuda de duas moscas, quem foi o culpado: o cachorro do açougueiro – e resolve se vingar fazendo o mesmo. Muitos cocozinhos de toupeira na cabeça do cão e lá sai ela fugindo, vitoriosa! Publicado pela Companhia das Letrinhas.

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…hoje foram só quatro livros, quatro que lemos e aprovamos – mas a verdade é que não falta por aí literatura para ajudar na época do desfralde. A Michelle, do Vida Materna, já falou um bocado sobre o desfralde (vale ler as dicas dela, viu?) e indicou o Hora do Penico (e também o do ratinho!). A Kênia, lá do Vira-Páginas, fez uma lista ótima (de utilidade pública!), com vários outros livros que falam sobre o tema. É abastecer a biblioteca com o assunto e…boa sorte no desfralde, que acreditem, passa! 😀


24 jun 2015

7 livros para conversar sobre a morte e outros assuntos difíceis

Escrito por
Destaques, Listas de Livros, Livros, Para Conversar Sobre a Morte, Para Refletir

Uma das coisas que descobri desde que me apaixonei junto com o Francisco pela boa literatura infantil é que ela tem um poder especial: consegue deixar mais leve os assuntos mais difíceis. A morte é um deles – já falei algumas vezes sobre livros que muito ajudaram a abordar e procurar entender esse assunto por aqui. Aqui, sete livros mais do que especiais, que aqui em casa renderam leituras e conversas:

1. HARVEY – COMO ME TORNEI INVISÍVEL 

Já fiz um textão longo sobre o Harvey aqui, na primeira vez que li o livro – foi uma supresa enorme, não imaginava o que me esperava ali dentro. Esse é um livro pra crianças mais velhas, acima de 9 anos, pela indicação da editora – mas é um livro pra emocionar muito adulto também. Na história, o menino Harvey e o irmão Cantin perdem o pai. Chegam em casa depois de brincar e deparam-se com a ambulância levando o corpo, a mãe as prantos – e então Harvey (o livro é na voz dele) tem que lidar com a ausência do pai. Entrar em casa, encarar o ambiente vazio (Harvey, entre outras coisas, não entende como o carro do pai ainda está na garagem se ele não está lá), a solidão da primeira noite. Harvey vai se sentindo pequeno sem o pai, se tornando invisível. As ilustrações acompanham a história lindamente – e ao folhear o pequeno livro, a sensação é de estar acompanhando um filme. Emocionante, triste, bonito demais. Da editora Pulo do Gato.

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2. A PRECIOSA PERGUNTA DA PATA

Esse livro me foi indicado quando falei aqui pela primeira vez sobre o assunto, a morte – e foi um dos mais bacanas que li com o Francisco. É um livro bacana de ler com os mais pequenos (no site da editora a indicação é a partir de 1 ano) – na primeira vez que lemos, o Francisco acompanhou atento, fez várias perguntas e terminou com um sorriso. Lemos algumas noites seguidas, a pedido dele, e conversamos sobre o que será que acontece quando morremos (o Francisco jura que o vovô virou passarinho, e que já cruzou com ele na escola). É essa a tal pergunta da pata: ela acaba de perder um filhotinho, e comparece a uma reunião onde os bichos debatem assuntos difíceis querendo saber isso, para onde vamos quando não estamos mais aqui. Cada um dá sua resposta, conforme o que imagina – o rio vai virar mar, o sol não vai sentir mais tanto calor, o rato voltará enorme como um elefante. Apesar do assunto difícil, o livro é leve, fácil de ler. Escrito pela belga Leen van den Berg. Nossa cópia emprestamos da Biblioteca Pública – devolvi o livro com um aperto no coração, admito! Da Brinque-Book.

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3. O PATO, A MORTE E A TULIPA

Outro livro que já passou por aqui antes – e esse faço questão de trazer de volta, porque foi um dos livros mais importantes que já passaram pelas nossas mãos. Também, assim como o livro aqui em cima, fez a gente conversar um bocado. Um dia o pato percebe que há uma senhora caveira andando junto dele  – já fazia tempo que ele não se sentia muito bem, e ele resolve perguntar o que ela faz por ali. Ela então responde que é a morte – e diz que anda por perto, na verdade, desde que ele nasceu, mas que agora é hora de levá-lo. O pato fica inconformado, não quer ir embora – e a morte, com muita calma e paciência, vai o acompanhando e respondendo suas perguntas. Os dois se tornam amigos próximos – chegam a dormir abraçados, o pato aconchegado à morte. Até que ele não acorda – e aí, o final, me emociona sempre: a morte deita o pato sobre o rio e dá um leve empurrãozinho. Por pouco não fica triste – mas pensa: assim é a vida. Escrito e ilustrado por Wolf Erlbruch, publicado no Brasil pela Cosac-Naify.

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4. A GRANDE QUESTÃO

Esse é outro livro de Wolf Erlbruch, o autor e ilustrador do livro aí em cima, O Pato, A Morte e a Tulipa – e vou contar, é muito difícil não não se encantar pelas obras do alemão! Aqui, a grande questão é a pergunta: afinal, por que estou aqui? A cada página dupla, um personagem diferente responde. O gato tem sua resposta, o soldado, o coelho – e também o pato e a morte, ali, do livro anterior. Algumas são cômicas, outras emocionam, todas são criativas demais e acompanham uma ilustração divertida. O comilão diz: “você está aqui para comer bem, aí está o porquê.”; a pedra: “você está aqui para confiar”; a morte: “você está aqui para amar a vida”. Tão bonito! Também da Cosac-Naify.

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5. FICO À ESPERA

Foi o pessoal da Biblioteca Pública quem me indicou esse livro, e emprestamos também ele de lá – eu conhecia o Davide Cali do livro “O que é o Amor?” e do “Um Dia um Guarda-Chuva”, ambos portugueses. Que livro diferente! Primeiro, o formato: tem a forma de um envelope, retangular – deixa logo a gente curioso. Dentro dele ilustrações delicadas e um fio de lã vermelho, que percorre o livro todo e acompanha a vida de um garoto: sua infância, adolescência, fase adulta e velhice. Cada momento, uma espera: ele está à espera e crescer, do beijinho de dormir, da partida do trem, da guerra, do nascimento do filho. Uma leitura deliciosa. Ilustrado pro Serge Bloch, publicado pela Cosac-Naify.

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6. EU ME PERGUNTO…

Se o livro “A Grande Questão” traz as respostas mais divertidas, O “Eu me pergunto…” traz perguntas, e as mais difíceis perguntas – e cabe a nós conversar e procurar as respostas. O que é o tempo? Tudo que já aconteceu desaparece para sempre? Foi Deus quem criou os seres humanos? Ou fomos nós que criamos esse Deus em nossas cabeças? – essas são algumas delas. Um convite a à filosofia, para ler com crianças mais velhas. Escrito pelo norueguês Jostein Gaarder, o mesmo autor de um livro que muita gente curte demais: O Mundo de Sofia. Publicado pela Companhia das Letrinhas.

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7. O ANJO-DA-GUARDA DO VOVÔ

Arrisco dizer que esse é preferido do Francisco, aqui dessa lista – especialmente porque ele se reconheceu na história do garotinho do livro, que ouve atento histórias do vovô, deitado na cama do hospital. As ilustrações e o texto se complementam, e está nos desenhos um detalhe precioso: o avô vai contando do que já fez durante a vida, das coisas que aprontou, do que passou. Mas em cada situação de perigo pela qual ele passa, um anjo o acompanha, zelando pela sua vida: segura um ônibus que quase o atropela, ajuda ele a carregar peso, afasta nuvens chuvosas, até faz papel de cupido. No final, o vovô fecha os olhos – e seu anjo agora segue acompanhando o netinho, sem que ele perceba. É de encher os olhos de lágrimas a cada leitura, encher o coração de saudade, mas também de conforto. Mais um livro lindo e tocante da alemã Jutta Bauer, a mesma autora e ilustradora do Mamãe Zangada. Publicado pela Cosac-Naify

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