oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 7 anos, e vinícius, de 1 ano. seja bem-vindo! Leia mais



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8 abr 2015

6 livros infantis para celebrar a cultura, flora e fauna brasileiras

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Destaques, Divertidos, Listas de Livros

Esses dias recebi uma encomenda: uma amiga que mora fora há muitos anos, mãe de dois pequenos nascidos no Canadá, me escreveu pedindo dicas de livros sobre o Brasil para ler com as crias. Queria manter o interesse e o contato dos filhos com o nosso país, e não havia forma melhor que através de livros, livros bonitos. Eu adorei o desafio – e saí em busca de livros que celebrassem nossa cultura, flora e fauna. Escolhi seis no total – dois eu comprei depois de algumas pesquisas na internet, outros dois nós já tínhamos aqui em casa e por último, dois emprestamos da Biblioteca Pública do Paraná.

1. BRASIL 100 PALAVRAS

O primeiro da lista é o preferido do Francisco – esse é um livro bem legal para as crianças bem pequenas, um prato cheio pros curiosos! São 100 bichos e plantas brasileiras divididos por seus respectivos biomas: Amazônia, Caatinha, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampas. Cada bioma é apresentado em uma página dupla grandona e cheia de ilustração – e depois, nas páginas seguintes, os bichos e plantas são apresentados um a um. Cada animal ou planta tem uma pequena descrição, cheia de curiosidades: o cervo do pantanal, por exemplo, tem patas adaptadas com uma membrana no meio dos dedos para ficar dentro d’água. Já a cortadeira, planta típica dos Pampas, parece um penacho muito bonito  – mas corta como um serrote! O bacana é que linguagem é bem simples e acessível – os desenhos, muito coloridos e divertidos. Livro grandão, bonito de ver e delicioso de ler com os pequenos. De Gilles Eduar e Maria Guimarães, editado pela Companhia das Letrinhas.

100palavras01

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2. CONTADOR DE HISTÓRIAS DE BOLSO – BRASIL

Tenho feito um coisa bacana ultimamente: emprestado livros para o Francisco com frequência na Biblioteca Pública do Paraná. Às vezes vou com ele, às vezes sozinha mesmo – dá para emprestar três livros por vez e ficar até um mês com eles (renovando online depois de duas semanas). Lá encontrei dois livros bem legais sobre o Brasil – o primeiro é esse, livro pequenininho, de bolso, que traz histórias curtas e bem divertidas. A primeira, “A história que é toda feita de puns”, faz o Francisco rir alto (nem preciso dizer porquê né?) – essa é do Rio Grande do Sul. “Um padrinho muito estranho” é outra que a gente curtiu – se passa no sertão pernambucano, e tem aquele jeitão de história popular, com o coisa-ruim e tudo mais. Tem uma história de cada região do Brasil – o autor, Ilan Brenman, fez questão de não deixar nenhuma de fora. As ilustrações são de Fernando Vilela. Da editora Moderna.

contador de histórias de bolso: brasil

historinhas curtas de todas as regiões do país

3. AMAZONAS – NO CORAÇÃO ENCANTADO DA FLORESTA

Esse foi outro livro que trouxemos da Biblioteca – e que livro mais lindo! Primeiro, a edição: de capa azul, traz as páginas mais bonitas e cheias de cor. As ilustrações são do chileno André Sandoval: todas feitas em tinta guache preta e branca, sempre sobre papel colorido. Os contos, clássicos do folclore amazonense recontados pelo poeta Thiago de Mello, são ricos, diferentes e fazem a imaginação ir longe. Gosto demais do jeito com que o autor dialoga com nós, leitores – no conto Mapinguari, por exemplo, que conta a história de um bicho encantado que protege a floresta e afugenta os homens, Thiago de Mello termina:

“Anos depois da história do Euclides, a floresta amazônica é devastada cada dia mais. Acho que os Mapinguaris estão é se acabando, assustados pelo furor das motos serras, quem sabe morrendo queimados nos incêndios criminosos. Faz a tua parte, meu jovem leitor. Defende a nossa floresta, ela é tua e de todas as crianças que ainda vão nascer.”

Até me emociono, pode? Da editora Cosac-Naify.

amazonas: no coração encantado da floresta

muita cor e folclore

4. ANTOLOGIA ILUSTRADA DA POESIA BRASILEIRA 

Esse é um livro bem diferente de todos da lista: não fala dos bichos, nem das plantas, nem do folclore do Brasil, mas traz as poesias mais divertidas para crianças de todas as idades, todas de autores brasileiros. Organizada por Adriana Calcanhoto (sim, ela mesma!), a obra reúne 48 poemas dos mais diversos, que falam de felicidade, bagunça, prazer, infância; de Gonçalves Dias a Paulo Lemiski, de Olavo Bilac a Adélia Prado – aliás, é dela um dos nossos preferidos do livro:

Impressionista

Uma ocasião, 

meu pai pintou a casa toda 

de alaranjado brilhante.

Por muito tempo moramos numa casa, 

como ele mesmo dizia,

constantemente amanhecendo.

Cada poema é acompanhado por uma ilustração diferente e delicada – as ilustrações, aliás, são também de Adriana Calcanhoto. No final do livro há uma pequena biografia de cada poeta que aparece por aqui – um livro lindo para apresentar a poesia brasileira aos pequenos. Foi considerado pela Revista Crescer um dos 30 melhores livros infantis de 2014. Da editora Casa das Palavra.

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5. HISTÓRIAS DE BICHOS BRASILEIROS

Quando se fala em livros sobre folclore e histórias do Brasil, é impossível não citar ao menos um livro de Vera do Val. Paulista, ela mora há muitos anos na Amazônia – e é sobre a terra de lá, suas histórias e costumes, que ela escreveu seus livros. Esse aqui foi uma descoberta deliciosa – tem contos mais longos que os outros livros dessa lista, e por isso, aqui em casa o combinado foi um por noite. As histórias são ágeis, gostosas de ler em voz alta. Todas elas sobre bichos, os bichos mais brasileiros que existem:  jabuti, tamanduá, onça, macaco – todos eles muito falantes e arteiros. Aí é fazer uma voz diferente pra cada um, muito barulho, algumas pausas dramáticas e pronto, é só mergulhar nos clássicos do nosso folclore: A Festa no Céu e O Macaco e a Bala são dois dos contos mais conhecidos que estão por aqui. As ilustrações de Geraldo Valério também são lindas demais, feitas com colagens e muita cor. Há outros dois livros da mesma coleção: Histórias da Onça e do Macaco e A Criação do Mundo e Outras Lendas da Amazônia. Da editora WMF Martins Fontes.

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6. VIAGEM PELO BRASIL EM 52 HISTÓRIAS

Outro livro que reúne contos e histórias populares brasileiras – mas aqui as narrativas são bem completas e detalhadas, com muita informação, como uma enciclopédia. Referências, mapas, fotos e ilustrações acompanham cada uma das histórias, trazendo mais curiosidades e detalhes minunciosos. As histórias são separadas por regiões – as cinco são contempladas com as mais diversas histórias: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Saci-Pererê, Lampião, Zumbi de Palmares – personagens brasileiros, alguns fictícios, outros não, têm suas histórias contadas nesse livro. Para conhecer o Brasil a fundo e aprender detalhes sobre nossas lendas, não há livro melhor. Um livro bacana para crianças mais velhas, a partir de 8 anos. Escrito por Silvana Salerno, editado pela Companhia das Letrinhas.

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***

 

 


31 mar 2015

Para conversar um pouco mais sobre a morte: Harvey – Como me tornei invisível

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Destaques, Livros, Novidades e Lançamentos, Para Conversar Sobre a Morte, Para Refletir

Há exatos 5 meses eu e o Francisco sofremos uma grande perda: meu pai,  avô e figura paterna do Francisco, faleceu. Na época eu contei por aquiindiquei três livros que muito nos auxiliaram a conversar sobre esse assunto tão difícil, a morte. Foram livros que lemos e relemos muitas vezes, o que continuamos a fazer – e que sempre trazem novas perguntas do Francisco, conversas, dúvidas e às vezes até conforto.

Na semana passada tive a oportunidade de conhecer Harvey – Como me tornei invisível. Escrito pelo canadense Hervé Bouchard, é outro lindo livro infantil que trata do assunto. Nem preciso dizer o quanto me surpreendeu e emocionou – o assunto por aqui é muito recente, e ainda dolorido. Eu não sabia do que se tratava a história de Harvey – li sem nem antes ler a contra-capa, e de repente me vi mergulhando numa história emocionante, triste e bonita demais.

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O livro é todo na voz de Harvey – ele começa se apresentando, e apresenta também sua família: papai Bouillon, mamãe Bouillon, seu irmão mais novo Cantin. Ali, nessa apresentação, a gente já vai logo sentindo a solidão e angústia do menino e tomando fôlego para o que vem por ali. Harvey conta sobre o início da primavera e as impressões que sua família tem dela – para ele, é a estação em que suas botas ficam pesadas, seus cadarços frouxos, as mangas de seu casaco de couro se esticam. É a época em que ele fica invisível.

O ritmo é meio de quadrinho, meio de cinema, cena a cena: acompanhamos o dia em que Harvey, Cantin e seus amigos disputam uma ‘corrida de palitos’. Para o pequeno Harvey, é uma enorme disputa, “grande  final internacional dos quinhentos metros de daqui-até-ali”, e seu palito tem até nome: Scott Carré. É nesse dia que muita coisa acontece: Scott não vence a corrida, fica por último. Atrapalha-se em meio a um pedaço de gelo, resquício da neve, e acaba sendo o último palito a escorregar bueiro abaixo. É apenas Cantin, o irmão, quem espera o final da corrida junto a Harvey – e voltam os dois para casa, caminhando.

É aí que o coração aperta fundo: quando chegam em casa, encontram uma ambulância e muitos curiosos em frente à casa. As expressões nos rostos dos curiosos assustam – e então os garotos compreendem: papai Bouillon morreu. Harvey chega a ver o corpo, coberto por um lençol, entrando na ambulância – mas não consegue reconhecer seu pai. Então entram na casa, os três – os irmãos e a mãe, um a um. A angústia de adentrar a casa vazia fica clara nas ilustrações impressionantes de Janice Nadeau. Os detalhes das expressões individuais; a mãe pequenina diante de uma parede sem fim; a planta baixa da casa com cada um em seu canto, sozinho.

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Harvey, deitado em sua cama esperando um sono que não vem, recorda então a história de Scott Carré – o seu palitinho, o homem que encolheu. Scott é o personagem de um filme que de fato existe – um clássico da ficção científica, de 1957, chamado O Incrível Homem que Encolheu. Vítima de uma misteriosa nuvem que envolve seu barco, Scott vem a sofrer de um mal misterioso: começa a encolher, encolher, até um dia não ser visto por mais ninguém. É como Harvey se sente agora, sem seu pai: sozinho, minúsculo. 

Foi a parte do enterro que mais me tocou e me arrancou algumas lágrimas, admito. As impressões que os outros têm do cadáver, os comentários quanto à sua aparência, confundem e intrigam os irmãos. São imagens dispersas de um homem que não existe mais. Seu irmão corre ver o pai pela última vez no momento em que o caixão é fechado – mas Harvey prefere não fazê-lo (ele não alcança o caixão, essa é uma das razões). Termina no colo do seu tio, tornando-se, aos poucos, invisível:

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A leitura foi muito mais minha do que do Francisco – eu até li com ele, mas fomos até onde seu interesse permitiu. Então vimos as ilustrações uma a uma, observamos os detalhes, conversamos sobre o que era aquilo tudo (a parte da corrida dos palitos foi o que mais deixou o pequeno interessado) e o livro voltou para a minha mesa de cabeceira – mas é uma obra que quero certamente reler com o Francisco quando ele ficar mais velho. A indicação da editora é a partir dos 9 anos – mas tenho certeza que o livro vai emocionar muita gente grande também. Da editora Pulo do Gato.

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Era para eu ter participado ontem à noite da primeira roda de leitura do site A Taba, discutindo esse livro tão especial – esse é um daqueles livros que a gente termina e quer logo conversar sobre, e eu estava ansiosa para participar do bate-papo. Mas a vida é mesmo estranha: no domingo, foi meu tio quem veio a falecer. Tive que ir até Florianópolis para seu velório, e acabei não conseguindo voltar a tempo. Mas o bate-papo rolou, e foi lindo – já assisti hoje mesmo pela manhã, não resisti. Está disponível no youtube – imperdível pra quem quer se sentir conversando sobre o livro. Eu juro que me senti! 🙂


11 mar 2015

5 livros infantis com protagonistas garotas fortes (e muito divertidas)

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Destaques, Divertidos, Listas de Livros, Livros

Domingão foi o dia internacional da mulher. Dia repleto de homenagens, textos bonitos compartilhados no facebook e mensagens carinhosas – e aqui em casa, uma brincadeira: procurar, entre todos os livros do Francisco, aqueles com protagonistas mulheres. Fiquei orgulhosa: eram mais do que eu me lembrava, 13 no total! Pilha de livros devidamente colocadas do lado da cama, a missão então era reler todos no decorrer da semana – é o que temos feito. Já escolhi cinco deles, entre os preferidos, para dividir com vocês:

1. A PRINCESINHA MEDROSA

Para começar a lista, uma princesa: mas uma princesa bem diferente daquelas às quais estamos habituados. Nossa princesa aqui tem medo, muito medo: o primeiro deles, do escuro. Então ordena que todas as luzes do palácio e da cidade fiquem sempre acesas – e também o sol, que ele nunca parasse de brilhar. Mas seus medos não paravam por aí – ela também tinha medo da solidão, da pobreza. Ordenava então que tudo fosse ajeitado para que ela não sofresse – mas seus medos só aumentavam, mudavam de forma. Até o dia em que a pequena princesa se perde em um passeio e se depara com um menino que descansava depois de sua jornada de trabalho. Ela fica intrigada e resolve acompanhá-lo – e dessa amizade, aprende uma coisa valiosa: que seu único medo é do próprio medo. Aprende, enfim, a enfrentá-lo bravamente. O livro é pequenino, delicado como a história, escrito e ilustrado pelo sensível Odilon Moraes (é dele também o Pedro e Lua, que amamos). Da editora Cosac-Naify.

Não pode deixar de ler porquê: A princesinha se bate para entender que todas suas ordens e poderes não são suficientes para fazê-la feliz. Um amigo e um céu repleto de estrelas às vezes basta! É uma linda lição, e a edição é bonita demais.

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2. OBAX

Emprestamos esse livro da Biblioteca Pública do Paraná, na semana passada – foi uma surpresa linda, e não pude deixar de colocá-lo na lista de protagonistas fortes. A pequena Obax vive nas savanas africanas, e se tem algo que ela não sente é medo – ao contrário, aventura-se nas histórias mais mirabolantes. Ninguém da aldeia acredita em suas aventuras e ela se sente um tanto quanto sozinha, é verdade. Um dia, tropeça em uma pequena pedra que lhe parece um elefante – dali surge um amigo, Nafisa, elefante solitário que a acompanha por estradas sem fim, montanhas, rios e mares. O livro exalta o lúdico, o imaginário infantil, e a fantasia se mistura à realidade. As ilustrações são lindas, quentes, coloridas – remetem ao continente africano, à força do povos de lá. Escrito e ilustrado pelo pernambucano André Neves, publicado pela editora Brinque-Book.

Não pode deixar de ler porquê: As ilustrações são lindas demais, a história tocante. E o André Neves tem um livro mais bonito com o outro, só fui descobrir depois do Obax – impossível não se apaixonar por seus desenhos.

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3. MORANGO SARDENTO E O VALENTÃO DA ESCOLA

Em 2013 falei desse livro por aqui e contei de um belo trauma da minha infância: as aulas de educação física. Tudo porque eu morria de medo de jogar queimada (a gente chamava de ‘caçador’) – era o mesmo medo da nossa protagonista aqui, Morango Sardento. A ruivinha simpática não gosta de queimada porque é um jogo muito rápido e muito forte (e não é?) – e morre de medo das boladas de Pedro Bomba, o tal valentão da escola. Morango Sardento então tem uma ideia – cria um monstro imaginário, e se protege através dele. Até chega a levar uma bolada – mas nem sente! No final, acaba tornando-se amiga do (inicialmente) vilão. Um livro leve, divertido, que fala mais uma vez da importância do imaginário infantil e também sobre bullying. O livro é autobiográfico – a atriz Julianne Moore escreveu esse e outros livros para dividir com outras crianças algumas experiências de sua infância. No Brasil saiu pela Cosac-Naify.

Não pode deixar de ler porquê: É um jeito divertido de falar de medos, insegurança, bullying. Porque a Julianne Moore é uma atriz sensacional (ok, isso não conta). Porque a Morango Sardento é muito da bonitinha. Porque tem um monstro roxo divertido. Porque a criançada de 4, 5 anos adora!

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4. UM OUTRO PAÍS PARA AZZI

De um livro que rende boas risadas a gente pula pra um que faz pensar muito – e nos permite conhecer uma protagonista forte demais, a pequena Azzi. Com 10 anos de idade, Azzi foge, com parte de sua família, de um país em guerra. O trajeto difícil em um barco empilhado de outros fugitivos e a adaptação da nova vida em um país diferente é retratada nesse quadrinho – para Azzi, é tudo muito novo e assustador. Azzi de depara com uma nova língua completamente distinta da sua, com novos costumes, um pequeno apartamento e uma escola completamente nova. Mas o bacana é que a história vai tomando um rumo cheio de esperança até o final – é bonito de ver! O livro já passou por aqui antes, gosto demais dele. Escrito e ilustrado pela britânica Sarah Garland, foi publicado no Brasil pela editora Pulo do Gato.

Não deixe de ler porquê:  É importante, emocionante, atual. Para ler e conversar com as crianças e também adolescentes – gurizada já curte quadrinho normalmente, e esse aqui é bem especial.

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5. ATÉ AS PRINCESAS SOLTAM PUM

Rá, mas de jeito nenhum que eu faria uma lista de garotas fortes e divertidas sem colocar a Laura por aqui – é que a Laura é essa menina curiosa demais, protagonista de um dos livros mais divertidos que já nos passaram pelas mãos. Um dia ela faz uma pergunta para o pai: afinal, “as princesas soltam pum?”. Ele então vai até sua biblioteca buscar O Livro Secreto das Princesas e lá descobre: a Branca de Neve desmaiou foi intoxicada por seu próprio pum (culpa dos torresmo, repolho refogado e afins que os anões estavam habituados a comer), e a Pequena Sereia, adivinha? Aquelas bolhinhas na água? Tudo pum! O livro faz tanto sucesso entre a meninada que já virou até peça de teatro. Escrito por Ilan Brenman e ilustrado por Ionit Zilberman, da editora Brinque-Book.

Não deixe de ler porquê: Não existem princesas no mundo tão humanas e divertidas como essas do livro. Pra rir alto com as crianças!

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E você, tem algum livro preferido com protagonista mulher? Conta já! 🙂