oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 6 anos, e vinícius, ainda bebê. seja bem-vindo! Leia mais



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15 jun 2016

Especial: Livros Sobre Livros (Parte 1)

Escrito por
Destaques, Divertidos, Listas de Livros, Para dar risada

Vamos combinar: livros são tão legais que até rendem assunto para outros…livros! Dia desses recebi uma sugestão divertida de pauta lá no instagram: que tal fazer uma lista de livros sobre livros? Aceitei o desafio e resgatei da nossa biblioteca (e da Biblioteca Pública também) alguns livros bem legais que tratam do assunto – essa é a primeira parte da seleção! 🙂

1.É UM LIVRO

Tanta gente já me indicou esse livro que era hora de finalmente conhecê-lo! Esse a gente pegou lá da Biblioteca Pública do Paraná, e foi uma daquelas descobertas deliciosas: Francisco riu alto com a história. De uma simplicidade genial, traz o hilário diálogo entre um macaco e um burro. O macaco lê um livro, o burro brinca com seu laptop – e esse último não se conforma que o tal livro que o macaco lê não interage, não faz barulhos, não faz…nada! Bem, isso até ele mergulhar no tal livro e perceber que ali há todo um universo à espera dele. História super atual, divertida homenagem ao velho e bom livro – vale ver a animação no youtube também, é muito legal! Publicado pela Companhia das Letras.

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2. O QUE CABE NUM LIVRO?

Esse é o livro mais novo da lista, lançamento recente da Editora Panda Books (antes era publicado pela DCL). Escrito por Ilan Brenman e ilustrado pelo Fernando Vilela, é um livro de poucas palavras e muita cor, bem divertido de curtir com os pequenininhos. A brincadeira toda gira em torno dessa pergunta: já pensou quanta coisa cabe num livro? Em um livro cabe tudo que a imaginação permitir, e nesse aqui cabem dinossauros gigantescos, joaninhas, baleias, pulgas, uma família toda e até…o próprio livro dentro do livro! Bacana também é descobrir qual foi a inspiração do Ilan Brenman para escrever esse livro nesse vídeo aqui – aposto que vai ser uma supresa!

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3. SE EU FOSSE UM LIVRO

Esse é um livro pelo qual tenho muito carinho – pela linda edição, pelas ilustrações tão bonitas, pelo texto cheio de poesia e pela homenagem sem igual que ele faz ao livro em si. Escrito por José Jorge Letria e ilustrado por André Letria, pai e filho, ele brinca com as possíveis expectativas de um livro diante de seu leitor. É poesia pura, coisa linda de ler – e até emociona! Amo demais como as ilustrações complementam com maestria o texto, sempre muito criativas, sempre do livro em algum papel especial, cheio de metáforas – seja como uma muralha, como um túnel, cavalgado por um cowboy ou iluminando uma rua deserta. Nossa edição é portuguesa, da Pato Lógico, mas no Brasil o livro saiu recentemente pela Globinho. Imperdível!

Ah, há uma animação muito bacana do livro disponível no youtube, narrada pelo próprio autor com seu lindo sotaque português – vale demais assistir! <3

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4. LIVROS! (“BOOKS”)

Esse é outro livro-homenagem, verdadeira ode ao livro impresso. Publicado pela primeira vez em 1962, faz uma viagem por dentro de um livro físico – desde como ele é feito, do que é formado, até seu conteúdo tão diverso de palavras, pontuações, histórias e surpresas. O barato do livro é justamente o projeto editorial dele, muito diferente e inovador – as cores, a tipografia, é tudo surpreendente! Nossa edição é americana, publicada pela Ammo, mas no Brasil o livro saiu pela Pequena Zahar numa edição bem pequenina (porém similar à original da década de 60). Pra quem ama um livro muito do diferente!

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5. COMO ENSINAR SEUS PAIS A GOSTAREM DE LIVROS PARA CRIANÇAS

O último livro dessa primeira parte da lista é no mínimo altamente útil – além de ser muito engraçado, divertido e cheio de fantasia! Parte dessa brincadeira de como ensinar os pais a gostarem dos livros infantis, e aborda aquele moralismo que às vezes rola na hora de escolher os livros das crianças: afinal, pode falar de morte? De sexo? Tá tudo bem se um cocô fizer parte da história? Ufa, ainda bem que pode, que tá tudo bem, e que nenhuma outra literatura consegue abordar esses temas com tanta delicadeza e simpatia. Pra ler em família, rir um bocado – e ainda brincar de procurar as muitas referências de outros clássicos infantis em meio às ilustrações. Da Pulo do Gato.

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9 jun 2016

O BGA – O Bom Gigante Amigo

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Clássicos, Destaques, Divertidos, E mais!, filmes e cinema, Literatura Universal, Para dar risada

Uma das leituras mais divertidas desse ano, aventura que fez o Francisco se encantar (e eu junto!), foi um livro que conheci através do Desafio A Taba: O BGA – O Bom Gigante Amigo, do britânico Roald Dahl, publicado no Brasil pela Editora 34. Lançado no início dos anos 80 na Inglaterra, conta a história de uma garotinha, a Sofia, que de dentro da janela de seu orfanato vê ao longe um grande gigante – mas não consegue se esconder; uma vez também vista pelo enorme ser, é levada para longe, muito longe…para a Terra dos Gigantes!

O livro, que começa com muito mistério e suspense (é delicioso!), logo se desenrola em muito humor – e também aventura. Porque para sorte de Sofia, O BGA não é como os outros gigantes: não é como o Matamoças, nem como o Mascamenino, muito menos como o Comecarnecrua, outros gigantes que habitam a tal terra. O BGA é o Bom Gigante Amigo, cara divertido, ingênuo que só, comedor de nabobrinhas (assim mesmo, com “N”) e bebedor de fizpunzinhos (uma bebida gasosa que bem, nem queiram saber os hilários efeitos sobre o corpo). Juntos, os dois bolam um fantástico plano para acabar com os outros gigantes comedores de gente – um plano que reúne exércitos, helicópteros e até a Rainha da Inglaterra.

O BGA do Francisco e o BGA de Quentin Blake 😉

O barato da nossa leitura não foi só a história em si, que tivemos a sorte de conhecer  – mas a experiência toda! Quando o livro chegou, logo achei que talvez fosse um livro ainda “grandão” pro Fran, que talvez fosse melhor esperar para curtir com ele – mas foi mergulhar no mistério das primeiras páginas pra notar que não podia, simplesmente, privá-lo de uma história tão bacana. Queria compartilhar a leitura, com pressa.

Então lemos no tempo dele: um, dois, três capítulos por noite, no ritmo do Francisco – que aguardava ansioso que a história continuasse no dia seguinte. Às vezes líamos antes algum livro ilustrado que ele escolhia – e já baixada a energia do rapazinho, iniciávamos a leitura do texto mais longo do BGA. Vozes, barulhos e muita leitura dramática da mamãe aqui (é, a gente paga desses micos pros filhos – e como eles amam!) e terminamos juntos nossa primeira grande aventura literária. Boa literatura não tem faixa etária mesmo: basta escolher o momento, o ritmo, a forma de ler – e mergulhar junto! Não há criança ou adulto que resista. 🙂

Ah, olha que demais: em julho agora sai o filme O BGA, dirigido por ninguém menos que Steven Spielberg. Ai a ansiedade de ver essa história no cinema! Confere o trailer:

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25 maio 2016

Gigante Pouco a Pouco, de Pablo Albo e Aitana Carrasco

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Destaques, Diversidade e Respeito, Divertidos, Para dar risada, Para Refletir

Já escolheu livro pela capa? Eu já, muitos – admito! Tá certo que algumas vezes me dei mal nessa, mas outras tantas vezes me dei muito bem – como nessa vez aqui. Escolhi “Gigante Pouco a Pouco”, publicado pela Editora Biruta, por essa capa divertida – cheia de colagens, um ar um tanto retrô e um quê de Monty Python. E acabei descobrindo junto com o Francisco um livro delicioso, engraçado e com uma lição e tanto sobre amizade e tolerância!

Miguel era um garotinho como qualquer outro – mas só até os 7 anos. Quando completou essa idade, começou a crescer, crescer demais – é que Miguel era filho de gigantes. Na escola, no início, seus colegas de classe estranharam. Mas só porque ver surgir uns olhos gigantes na janela, umas botas gigantes caminhando por aí…nada mais normal que levar um susto! Pois assim que reconheceram que era o amigo, ficou tudo bem – é que Miguel era um cara legal demais, e não importava que ele não pudesse jogar futebol com a turma por riscos de um pisão fatal, muito menos que ele não conseguisse entrar mais na sala de aula por sua altura. Seus amigos gostavam tanto dele que adaptaram o que podiam – a brincadeira, antes futebol, virou subir altas montanhas agarrados nos cadarços de Miguel, e a aula, assistiam todos lá fora (se chovesse, o guarda-chuva de Miguel cobria a todos, sem problemas!).

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A história foi escrita por Pablo Albo e ilustrada por Aitana Carrasco, ambos espanhóis. O livro faz parte do acervo da mais importante biblioteca de literatura infantil e juvenil do mundo, em Munique, na Alemanha, a (olha o nome difícil!) Internationale Jugendbibliothek (IJB) e compõe o catálogo The White Ravens. Uma história absolutamente deliciosa, dessas ideais para serem contadas em voz alta: redondinha, cheia de emoção, humor e com um final ainda por cima bastante diferente! Uma lição incrível sobre amizade e respeito às diferenças.

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