oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 7 anos, e vinícius, de 1 ano. seja bem-vindo! Leia mais



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4 ago 2017

Até Os Deuses Amam Futebol, de Heinz Janisch

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Divertidos, Livros

Futebol e As Origens do Universo

Dia desses o Fran foi convidado para o aniversário de um colega do futebol. Aí surgiu a dúvida: o que dar de presente? Eu sou a tia que dá livros, não adianta. Se aprendi a escolher livros divertidos para meus filhos, aprendi a escolher para seus amigos e colegas também – e adoro fazer isso! Mas eu pouco conhecia o aniversariante – na verdade, só sabia disso, que ele curtia futebol. Então lá fui eu garimpar livros sobre o assunto – e gente, tem cada livro bacana! Eu nem podia imaginar.

“Até Os Deuses Amam Futebol” é um deles – a gente já tinha emprestado da Biblioteca Pública há algum tempo, e eu até já havia falado dele no instagram. Conta a história que os deuses, há muito tempo, adoravam bater uma bolinha. E sempre jogavam todos, o Deus dos Desvios, o Deus da Decisão, a Deusa da Impaciência (que batia um bolão) e até o Deus dos Vôos, que convenhamos, com esse nome só podia ser um excelente goleiro. Problema é que como os humanos, entre os deuses também tinham aqueles que não sabiam brincar – e esse era bem o Deus de Todos Os Deuses.

Um dia, cheio de raiva depois de perder uma partida, chutou uma bola azul tão forte, mas tão forte, que ela foi parar lááá no alto, no infinito. Essa bola começou a se transformar, terra e água surgiram…e adivinha o que surgiu dali? Divertido, diferente e especialmente legal pra criançada que pira em futebol, “Até Os Deuses Amam Futebol” é publicação da Editora Biruta.

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2 ago 2017

Te Amo Mais Que Sal, de Luciano Saracino

Escrito por
Clássicos, Contos de Fada, Livros

Título lindo, história supreendente!

É, eu confesso: sou das que compra livros pelo título. Esse foi irresistível: “Te Amo Mais Que Sal”, que nome mais lindo! É que conta a lenda que um antigo rei um dia havia perguntado às três filhas o quanto elas o amavam. A primeira logo respondeu que o amava mais que a vida, a segunda amava-o mais que seu próprio coração.

A resposta da mais nova, no entanto, o abalou: ela lhe disse que o amava mais “que o sal e a água”. Enfurecido, sem entender o que aquilo poderia significar, o rei expulsa a filha do castelo – e a princesa vai morar na floresta, que no final das contas, não era tão ruim quanto parecia.

É lá que ela encontra um príncipe que carregava sempre consigo algo inusitado: um punhado (ou dois) de sal. Para a comida que ela fazia naquela hora, em meio ao bosque, era justo o que faltava. Os dois viram bons amigos, depois se casam…e é no banquete da cerimônia que um convidado em especial tem uma bela supresa.

Mas eu paro é por aqui, porque esse é daqueles livros para serem descobertos, saboreados. Uma história linda de amor, sabores e comidas, reconto de um antigo relato armênio de tradição oral – a edição é inclusive bilíngue! Surpreendente, delicioso como o título! Da Sesi-SP Editora.

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19 jul 2017

Livros Divertidos, Finais Surpreendentes!

Escrito por
Destaques, Divertidos, Listas de Livros, Livros, Para dar risada

Quem nessa vida não curte terminar um livro e se deparar com um final pelo qual a gente simplesmente não esperava? Daí a ideia dessa seleção: 6 livros infantis super com finais surpreendentes pra curtir junto com a criançada! Clica no vídeo!

 

SENÃO…

“Senão…”, da francesa Alice Bassié, é um livro pequenininho, com história curta, poucas palavras…e muita emoção! A história do lobo que entra na confeitaria da senhora Bompão em busca de uma bomba de chocolate tem ritmo, humor, a repetição que os pequeninos adoram (BEM legal pra turma dos 2, 3 anos, viu?), suspense e um final MUITO do surpreendente! Pra ler rapidinho (mas caprichar na leitura dramática), uma, duas, infinitas vezes com a criançada – e rir sempre! Publicado pela Brinque-Book.

BOM DIA, DOUTOR

Na sala de espera do consultório estão ovelha, pato, coelho, lobo, elefante e jacaré. Todos esperam ser atendidos – primeiro, é a vez do jacaré, com dor de dente. Logo em seguida, o elefante: a queixa é dor no nariz. Mas enquanto o doutor vai chamando seus simpáticos pacientes, algo muito misterioso acontece na sala de espera: a fila está andando depressa demais. O barato é observar atentamente as ilustrações…e dar de cara com um final muito do inesperado! Livrinho altamente divertido: rende risadas e surpresas! Da Edições SM.

QUERO MEU CHAPÉU DE VOLTA

Volta e meia a gente descobre alguns livros infantis que são pra lá de sensacionais: são engenhosos, especiais no conteúdo, ilustração, edição. “Quero Meu Chapéu de Volta”, de Jon Klassen, editado no Brasil pela WMF Martins Fontes é desses: não só traz uma história divertida demais, como tem uma edição impecável, na qual texto, ilustração, cores e fontes se fundem num contexto incrível – e hilário. Tudo começa com um urso que busca seu chapéu. Lá sai ele perguntando para raposa, sapo, tartaruga, coelho, tatu – mas ninguém viu o dito cujo. Até uma hora que PERA! – ele lembra de algo: será que não viu mesmo o chapéu por ali? Então o urso volta, correndo – e aí, sem spoilers, porque esse é um livro que traz um final absolutamente surpreendente, cheio de ironia e longe de qualquer lugar comum!

Nícolas em O PRESENTE

Nícolas é esse menino simpático, de bochechas rosadas, jeito sapeca e algumas aventuras – todas publicadas no Brasil pela Aletria. Mas nessa em especial Nícolas está demais: está todo curioso em torno de um presente, um embrulho azul de laço dourado guardado no escritório do pai. Todos os dias ele chega lá de mansinho, escadinha nas mãos, e sobe até o topo do armário, onde o presente se esconde atrás de outras caixas de papelão. Então ele sacode, ouve o barulho, tudo com delicadeza…e coloca-0 de volta no lugar. Mas a verdade é que Nícolas não para um segundo de pensar no tal presente, seja na escola, seja no banho, seja na hora de dormir. Até que chega o grande dia e…opa, opa, melhor parar por aí. Uma delícia descobrir o final com a criançada…e se surpreender, sorrisão no rosto! Livro lindo!

O DIA DA FESTA

Naquele reino todos sabiam: um dia chegaria à Terra um unicórnio. Chegaria de surpresa, tornaria muito poderoso o rei que nele montasse e traria saúde e prosperidade para todo o povo. O animal seria facilmente identificado por seu porte, força, elegância e claro, por seu chifre. Era uma história antiga, contada de geração para geração – mas todos viviam prontos, ansiosos pelo tão aguardado momento. Eis que um dia surge cruzando pelo reino o tal animal: garboso, dono de si e de um único chifre sobre sua cabeça – só poderia ser ele, oras! Pois então. “O Dia da Festa”, do artista plástico Renato Moriconi, é daqueles livros que reservam surpresas mesmo ao leitor mais atento. Traz uma história original e um final delicioso, absolutamente imprevisível e repleto de humor. Nas ilustrações também há humor, um tantão de beleza e inúmeras referências. São pinturas mescladas a colagens, repletas de elementos da história da arte (listados ao final do livro para o leitor curioso): Tarsila do Amaral, Sandro Botticelli e Gustave Doré são alguns dos artistas aqui presentes. Livro incrível, prato cheio pra quem ama um final surpreendente, pra quem ama arte, pra quem ama…um bom livro, oras! Da Pequena Zahar.

A GRANDE DESCOBERTA

Aconteça o que acontecer, apenas me prometa uma coisa: que se você gosta de literatura infantil (se você tá por aqui, imagino que sim!) e ainda não conhece os livros de Tomi Ungerer, você vai conhecer assim que tiver a oportunidade e vai me contar o que achou. Sem brincadeira! Dá para começar por vários: Os Três Ladrões, o sensacional Homem Lua, Crictor, Tremolo, talvez O Chapéu …quer saber? Por qualquer um, mas tem que conhecer, simplesmente. A Grande Descoberta, por exemplo, é outro de seus contos incríveis. Conta a história de um senhor, Monsieur Racine, que vivia recluso. Ele tinha, em seu jardim, uma enorme pereira que dava os frutos mais suculentos. Um dia descobre que (quase) todas as pêras se foram, e monta uma armadilha para descobrir quem anda cometendo o furto. Mas captura um ser estranhíssimo: “de longe parecia mais um monte de cobertores velhos: orelhas compridas, em forma de meias, pendiam de ambos os lados de uma cabeça aparentemente sem olhos.” Intrigado, Monsieur Racine se aproxima e descobre que a criatura é muito mansa – e acabam virando os dois grandes companheiros. Vivem de sorvete, biscoitos, passeios e brincadeiras – mas aquele ser segue intrigando o velho senhor. O final, minha gente, é surpreendente, hilário – e as ilustrações incríveis! Livro tão delicioso que dá vontade de dividir com todo mundo. Ah, publicado pela primeira vez em 1972, a obra é dedicada a adivinha quem? Maurice Sendak. Sim, Ungerer e Sendak eram amigos! Publicado pela Global Editora. ❤️

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