oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 6 anos, e vinícius, ainda bebê. seja bem-vindo! Leia mais



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9 abr 2013

Chapeuzinho Amarelo

Escrito por
Livros

Sábado agora eu e o Francisco fomos ao Café Literário oferecido pela escola dele. Manhã divertida, com venda de livros, sebo do nono ano (para arrecadar $ para a formatura) e diversas contações de histórias.

Uma delas foi Chapeuzinho Amarelo, um dos nossos livros preferidos desde que Francisco era pequetitico, um dos primeiros livros que comprei para ele.

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É um clássico, releitura brincalhona de Chapeuzinho Vermelho, escrito por Chico Buarque. A história é essa: Chapeuzinho Amarelo tinha medo de tudo, de absolutamente tudo. Tinha até medo do próprio medo – o maior de todos eles, no entanto, era de um tal de lobo:

“E de todos os medos que tinha
O medo mais que medonho era o medo do tal do LOBO.
Um LOBO que nunca se via,
que morava lá pra longe,
do outro lado da montanha,
num buraco da Alemanha,
cheio de teia de aranha,
numa terra tão estranha,
que vai ver que o tal do LOBO
nem existia.

Mesmo assim a Chapeuzinho
tinha cada vez mais medo do medo do medo
do medo de um dia encontrar um LOBO.
Um LOBO que não existia.”

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Um dia ela acaba deparando com o lobo e, surpreendentemente, não sente medo algum. Chega a ficar decepcionada – o lobo então, nem se fala! Tenta de todas as formas assustar a menina, voltar a pôr medo nela. Mas não adianta, e a Chapeuzinho Amarelo não volta a sentir medo – e pior, de tanto repetir o nome do lobo, acaba transformando ele num…bolo.

É essa nossa parte preferida. O Francisco, quando pequenininho, ria com o som de “lobo” sendo repetido até virar “bolo”, e vibrava no final. Hoje já nem me deixa falar – partes como essa, sabe de cor, e às vezes até ‘lê’ pra mim, do jeitinho dele, em francisquês. É um livro gostoso de ler justamente porque é cheio de rimas e jogos com as palavras, cheio de ritmo. Dá pra fazer uma bela leitura dramática (cômica, no caso).

No final do livro, Chapeuzinho Amarelo descobre que pode superar todos seus medos, assim como superou o do lobo. E do mesmo jeito que o lobo vira bolo, ela transforma todos os outros montros e bichos que temia em amigos:

“Mesmo quando está sozinha, inventa uma brincadeira.

E transforma em companheiro cada medo que ela tinha:

O raio virou orrái;
barata é tabará;
a bruxa virou xabru;
e o diabo é bodiá.”

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O livro foi lançado originalmente em 1979. Na década de 90 foi ilustrado pelo mestre Ziraldo e em 1998 ganhou o prêmio Jabuti de Ilustração. Também recebeu, em 1979, o título de Altamente Recomendável para Crianças pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. É desses que tem que ter na biblioteca de casa, não adianta. Facinho de encontrar, em livrarias ou sebos. Bem procurado, tem por aí usado até por 5 reais!

***

Livro: Chapeuzinho Amarelo

Autor: Chico Buarque de Holanda

Ilustrador: Ziraldo

Editora: José Olympio


8 abr 2013

O balão de Zebelim

Escrito por
Livros

Não é sempre, mas às vezes a gente tem sorte nas promoções de livros. Esse aqui foi um caso – passeando um dia em uma Livraria Curitiba, vi ele exposto fora da seção infantil e fiquei curiosa. Achei a capa bonita e resolvi arriscar, levei pra casa.

O livro conta a história de Zebelim, um bichinho (um cachorro, um rato, um hamster? – arrisco dizer que é ratinho, vai) que deixa escapar seu balão vermelho de estimação. Angustiado, sai em procura do dito cujo. Por várias vezes se confunde achando que o encontrou – mas nada, ou são os olhos brilhantes de uma coruja, ou são morangos, ou são grandes flores vermelhas.

No caminho, vai fazendo amigos, e eles vão lhe dando apoio moral:

“Zebelim, pare de chorar, seu balão será encontrado um perdido, dez achados!”

 

No final, ele acaba não encontrando o tal balão, mas fazendo diversos amigos:

“Querido balão, porde seguir seu caminho. Zebelim já não tem medo de ficar sozinho.”

 

O livro é originalmente francês (Le ballon de Zebulon), da autora Alice Brière-Haquet. As ilustrações são bem diferentes, em apenas duas cores, preto e vermelho, e são o verdadeiro destaque do livro. São de Olivier Philipponneau, também francês, especialista na técnica de xilogravura.

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Livro: O Balão de Zebelim

Autor: Alice Brière-Haquet

Ilustrador: Olivier Philipponeau

Editora: Scipione


5 abr 2013

Blog novo, vida nova.

Escrito por
Livros

Que delícia iniciar um blog novinho em folha, depois de tanto tempo sem escrever.

Já faz tempo que eu estava ensaiando voltar. O meu falecido blog Daisy Rima com Crazy era demais, eu adorava escrever lá – mas ele foi sobre a minha gravidez e sobre meu primeiro ano como mãe solteira. De repente, a vida foi começando a ficar cada vez mais Francisco e menos Daisy, e eu fui abandonando o blog aos poucos. Até tentei voltar a escrever lá sobre literatura infantil, mas não cabia. Ele teve sua história e através dele fiz diversas amizades com outras mães solteiras (ou não) e blogueiras (ou não) por aí, coisa legal demais. Troquei experiências diversas, compartilhei dicas – e é o que pretendo com esse blog aqui.

Porquê literatura infantil, bem, lê ali no ‘saiba mais’ que eu explico direitinho.

E seja bem-vindo, bem-vinda! Curta, compartilhe, comente, recomende livros pra gente, entre, a casa é nossa!