oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 6 anos, e vinícius, ainda bebê. seja bem-vindo! Leia mais



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29 jul 2013

O Balé da Chuva

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Livros

Finalmente voltamos de viagem. Saímos de uma Madison ensolarada, que beirava os 35 graus, e chegamos em uma Curitiba chuvosa e muito fria – semana passada até nevou. A boa coisa é que fez frio na nossa última semana de férias – hoje, que o Francisco voltou às aulas (aleluia senhor), fez um dia lindo de morrer.

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Semana passada a gente aproveitou pra colocar os livros em ordem, reler e redescobrir alguns – esse aqui foi um deles. Comprei O Balé da Chuva na livraria Poetria, aqui em Curitiba. Lá é um lugar bacana, livraria pequenininha  e aconchegante, com cafés e delícias e uma bela seleção de livros infantis. Lá também tem muita coisa local (de autores aqui do Paraná), e volta e meia acontece eventos bacanas, como papo literário, contação e outras atividades. Foi numa dessas que comprei nossa cópia do Balé da Chuva.

É o primeiro livro infantil de Marilza Conceição, professora e coordenadora da regional do Paraná da AEILIJ (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil), e é uma delícia de ler. É em primeira pessoa em primeira pessoa, e começa descrevendo uma paisagem muito conhecida para quem mora aqui por esses lados: uma casa de madeira, parede branca e janelas azuis, um grande pinheiro araucária aos fundos (que o Francisco toda vez que vê na ilustração, aliás, diz: ó mãe, o pinheiro do pinhão!).

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Numa noite muito chuvosa a mãe observa a janela. A filha caçula aparece dizendo que está com medo daquela chuva toda – e ali começa uma conversa sobre ela, a chuva. Mãe e filha observam pela porta – e a mãe narra a chuva como se ela fosse um balé, guiado por uma orquestra de ventos e trovões:

“Abraço-a enquanto olhamos os pingos barulhando na calçada. 

Um clarão piscante de luz aparece no céu por instantes, feito lâmpada fluorescente gigante. Aconchego-a junto a mim:

Agora vem o trovão, o instrumento musical mais vigoroso.”

 

No final, a garotinha perdeu o medo, e mãe e filha dançam nos degraus da entrada da casa, acompanhando o ritmo da chuva. É daqueles livros pra ler aconchegado com o filhote (ou filhota), melhor ainda se ouvindo a chuva lá fora, por que não? As ilustrações são de Alessandra Tozi, também curitibana.

O livro está à venda por aqui na Poetria e na Navegadores – fora do estado, vale encomendar pela editora Insight.

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Livro: O Balé da Chuva

Texto: Marilza Conceição

Ilustração: Alessandra Tozi

Editora: Insight


18 jul 2013

Morango Sardento e o valentão da escola

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Livros

Se tem um trauma que carrego nessa vida, é o trauma das aulas de educação física. Eu tinha pavor, pavor. Mas todo esse meu medo existia por um motivo específico, na verdade, uma brincadeira específica: a queimada, ou, como chamavam na minha escola, na época, caçador. Tem quem adore. É aquela brincadeira em que dois times ficam frente a frente, cada um tentando acertar com a bola alguém do outro time. Eu era sempre a última a ser escolhida na hora de montar os times – e SEMPRE a primeira a levar uma bolada. Tinha medo, tenho até hoje, me encolhia toda, não conseguia nem pensar em correr e POW, lá vinha a bola.

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Acho que por isso eu desenvolvi um carinho especial e instantâneo por esse livro, Morango Sardento e o valentão da escola. Ele faz parte de uma pequena coleção que conta as aventuras de Morango Sardento, uma engraçadinha garota ruiva. É na verdade uma autobiografia da autora, a atriz Julianne Mooore. A atriz de Magnólia e Ensaio sobre a cegueira (entre muitos outros filmes) escreveu esses livros contando sobre sua infância – e de um jeito bem divertido consegue falar sobre um assunto delicado: bullying. Nesse volume (que é o segundo – eu e o Francisco ainda não temos o primeiro), Morango Sardento vai ao passatempo, local da escola onde as crianças brincam antes do horário de aula. Lá ela teme só uma brincadeira: a queimada. A razão principal do temor é Pedro Bomba, um garotinho que não hesita em jogar a bola com toda força nas crianças menores – e me contem, qual queimada ou escola não tinha/tem um desses?

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Um dia então Morango Sardento se imagina um grande monstro, pra criar coragem e entrar no jogo sem medo. E é a garotinha que acaba assustando Pedro Bomba. A parte mais bacana é que dali, do ‘estranhamento’ entre os dois, surge uma amizade. Os dois terminam a história brincando juntos e felizes da vida.

O livro é bonitinho demais, tem uma cara toda de quadrinho, com ilustrações de LeUyen Phan. A tradução é de outra atriz: Denise Fraga. No Brasil, saiu pela Cosac-Naify – conheci o livro sem querer, em uma daquelas liquidações relâmpago do site da editora. Estava com 40% de desconto (já faz algum tempo, no entanto), e eu resolvi arriscar. Foi uma boa surpresa, o Francisco adorou o livro. Ainda pretendo comprar o primeiro (que se chama apenas Morango Sardento) e o segundo, que ainda não saiu no Brasil (chama-se Freckleface Strawberry – Best Friends Forever).

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O livro fez um sucesso danado lá fora: se tornou até espetáculo musical da Broadway. Também tem um aplicativo para o celular, o Freckleface Straberry Monster Maker Game – é em inglês e gratuito, dá pra baixar aqui.

Bem, eu continuo com meu medo de queimada (com 31 anos na cara, sim senhor), mas o Francisco que já vá aprendendo com a Morango Sardento a se proteger e arrasar no jogo. Tenho fé.

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Livro: Morango Sardento e o valentão da escola

Texto: Julianne Moore

Ilustração: LeUyen Phan

Editora: Cosac-Naify


12 jul 2013

Animal 1 2 3

Escrito por
Livros

Primeiro, desculpa pela ausência. Continuamos em viagem, eu e o Francisco, e uma viagem dentro da viagem me fez ficar fora do blog por mais do que uma semana – e deixa eu explicar, meu plano é atualizar pelo menos uma vez por semana com algum livro bacana, ou até duas. Prometo tentar.

Pois bem, logo estamos voltando pra casa e ainda estou falando dos livros que trouxemos na viagem (e já deixa eu contar, achei tanto livro legal aqui nos EUA, aguardem!). Recapitulando os que o Francisco escolheu para trazer, mais uma vez: Bruxa, bruxa venha à minha festa (te contar, sempre me surpreendo com o quanto o Francisco AMA esse livro), Os Saltimbancos, o Todos Fazemos Tudo e esse daqui, mais um em inglês: Animal 1,2,3.

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O Francisco está naquela fase de loucura por números e letras. Faz algum tempo já. É só ver um número ou uma letra que ele já sai falando ela bem alto, pra todo mundo ouvir. Desafio é passear com ele por aí – ele para na frente de cada letreiro e começa a soletrar, do jeito dele, o que pode. É a mesma coisa com números. Aí eu resolvi investir em livros que tenham esses atrativos – letras coloridas, grandes, números do mesmo jeito – e deu certo, ele adora.

Esse aqui é legal por esse e por muitos outros motivos. Primeiro, ele é incrivelmente lindo, muito colorido. É daqueles com dobras, que abrem e fecham – mas é um grande pedaço da página que abre, cada um deles com um formato diferente: no caso, números. Assim: três girafas altas viram…quatro girafas altas. Quatro hipopótamos nadadores viram….cinco hipopótamos nadadores, e assim por diante. O legal é que a qualidade do papel é excelente, e mesmo sendo um livro cheio de detalhes e de dobras, ele não estraga facilmente não. Dá para ler com os pequenos e deixar na mão deles sem medo.

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O livro é criação da alemã Britta Teckentrup. Ela ilustra (e cria) diversos livros infantis (são mais de 60!), e faz vários outros trabalhos. Vale dar uma olhada no site dela – é tudo muito bonito. Fiquei muito curiosa para conhecer esses seus dois outros livros: Big Smelly Bear e How Big is the World.

Nossa cópia comprei via Amazon – sai na faixa de 11 dólares, que é um preço bem legal para a qualidade excepcional do livro. Não é vendido no Brasil.

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Livro: Animal 1 2 3

Texto e ilustração: Britta Teckentrup

Editora: Chronicle Books LLC (Estados Unidos)