29 ago 2014

Bienal do Livro 2014 – minha breve visita

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E mais!

Foi em cima da hora, mas eu decidi voar até São Paulo e ir até a Bienal do Livro. A data escolhi baseada na programação da feira: 28 de agosto, ontem, uma quinta-feira, dia no qual ninguém menos que Eva Furnari, Pedro Bandeira e Ziraldo estariam lá no bate-papo “Primeiras Leituras Para Todas as Idades”. Cheguei cedo, porque como eu imaginava (e tinha lido por aí), a fila era grande. Aliás, essa foi uma coisa boa: até tinha pensado em viajar com o Francisco e ir com ele à feira. Ele anda todo metido me cobrando se eu viajo sem ele: “vai pra São Paulo? mas eu não ia junto?” – e eu tinha mesmo pensado nisso, porque a programação infantil era tão vasta que achei que ele podia mesmo se divertir.

Mas aí vi tanta gente comentando por aí sobre o caos da feira, “não leve crianças!”, que eu deixei ele com os avós. E foi a escolha certa – a programação pode estar sendo de fato muito bacana, e está. Mas é gente demais, é fila demais e sim, é uma bagunça enorme. A criançada que estava em grupos escolares (e eram dezenas!) parecia bem feliz, mas eu levando o Francisco sei bem que só passaria raiva. Até porque a intenção era visitar as editoras, fazer contatos, ver novidades e assistir aos bate-papos – passei um dia inteiro lá, coisa que seria impossível com ele.

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#partiubienal

E quanta gente! É até engraçado: você vai andando pela feira e sendo abordado por aquele “moça, você é professora ou visitante?”, “moça, você tem um minutinho?” – não tinha, porque eu sei bem que a intenção ali é vender assinatura de revista e outras coisas, uma chatice danada. Também tentei passar longe das editoras gigantescas – não por nada, porque não dava, simplesmente. Algumas estavam até fechadas, controlando já a entrada de gente: então era fila para entrar, muvuca para ver os livros, mais uma fila gigantesca para pagar. Uma pena, porque eram todos os livros com descontos bons demais.

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criançada se divertindo com os livros

 

Mas deu sim para passear bastante e conhecer muita coisa nova que me fez sair de lá entusiasmada – entre elas muitas editoras que eu ainda não conhecia (são tantas legais!) e projeto bacanas e diferentes como o Elefante Letrado, uma biblioteca online interativa de livros, que fiquei curiosa demais para conhecer. E sim, teve o bate-papo com os grandes: como disse o próprio moderador, João Luís Ceccantini, fomos todos sorteados na mega-sena da bienal: ele como moderador, nós como espectadores. Era 160 senhas disponíveis e uma fila que passava disso, de longe. Ficou muita gente de fora, colada à janela. Mas valeu a espera na fila, porque a conversa foi divertida demais.

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os grandes: pedro bandeira, eva furnari e ziraldo

Ri do início ao fim com o Ziraldo: “que bom que vocês vieram, eu sempre acho que não vai ter ninguém nesse bate-papo, fico preocupadíssimo”. Eva Furnari e Pedro Bandeira completaram o papo que foi muito além das primeiras leituras: era processo criativo, a importância do escritor na educação, a imagem e o texto,  histórias divertidas de livros que fizeram parte da minha infância e já começam a fazer parte da do Francisco. Saí da Bienal feliz da vida; valeu demais a visita rápida a São Paulo.


Um comentário

  1. Território das G. disse:

    Olá,
    Tudo bem?
    Adorei seu post, mas não queria deixar de comentar que também li muitas reclamações sobre a organização do evento.. Mas deve ter sido super legal!
    Beijos*-*
    Território das Garotas