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Na Roma do Imperador Nero, em 58 d. C., morava uma mulher muito fofoqueira: Cornélia. Cornélia era casada Plutarco, um dos senadores do império. Um dia, Plutarco volta pra casa depois de muito tempo enfurnado no prédio do Senado – Cornélia fica curiosa, quer saber o que passa lá dentro.

Na verdade, ela joga baixo: promete ao marido que vai cozinhar seu prato preferido, língua de rouxinol, se ele lhe contar o que é – e claro, promete nunca, jamais contar a ninguém. Ele então conta; e Cornélia, claro, não se aguenta – conta a história do jeito que entendeu para sua escrava. Dali, a história se espalha longe – o que só gera confusão.

Um conto delicioso de se ler em voz alta, bem no estilo “era uma vez” – as ilustrações são lindas, todas brancas em páginas marrom. 🙂

Cornélia, a fofoqueira, e seu marido Plutarco.

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A MULHER QUE NÃO SABIA GUARDAR SEGREDOS

Texto: Ilan Brenman

Ilustração: Renato Moriconi

Editora: Abacatte, 2012