9 jun 2016

O BGA – O Bom Gigante Amigo

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Uma das leituras mais divertidas desse ano, aventura que fez o Francisco se encantar (e eu junto!), foi um livro que conheci através do Desafio A Taba: O BGA – O Bom Gigante Amigo, do britânico Roald Dahl, publicado no Brasil pela Editora 34. Lançado no início dos anos 80 na Inglaterra, conta a história de uma garotinha, a Sofia, que de dentro da janela de seu orfanato vê ao longe um grande gigante – mas não consegue se esconder; uma vez também vista pelo enorme ser, é levada para longe, muito longe…para a Terra dos Gigantes!

O livro, que começa com muito mistério e suspense (é delicioso!), logo se desenrola em muito humor – e também aventura. Porque para sorte de Sofia, O BGA não é como os outros gigantes: não é como o Matamoças, nem como o Mascamenino, muito menos como o Comecarnecrua, outros gigantes que habitam a tal terra. O BGA é o Bom Gigante Amigo, cara divertido, ingênuo que só, comedor de nabobrinhas (assim mesmo, com “N”) e bebedor de fizpunzinhos (uma bebida gasosa que bem, nem queiram saber os hilários efeitos sobre o corpo). Juntos, os dois bolam um fantástico plano para acabar com os outros gigantes comedores de gente – um plano que reúne exércitos, helicópteros e até a Rainha da Inglaterra.

O BGA do Francisco e o BGA de Quentin Blake 😉

O barato da nossa leitura não foi só a história em si, que tivemos a sorte de conhecer  – mas a experiência toda! Quando o livro chegou, logo achei que talvez fosse um livro ainda “grandão” pro Fran, que talvez fosse melhor esperar para curtir com ele – mas foi mergulhar no mistério das primeiras páginas pra notar que não podia, simplesmente, privá-lo de uma história tão bacana. Queria compartilhar a leitura, com pressa.

Então lemos no tempo dele: um, dois, três capítulos por noite, no ritmo do Francisco – que aguardava ansioso que a história continuasse no dia seguinte. Às vezes líamos antes algum livro ilustrado que ele escolhia – e já baixada a energia do rapazinho, iniciávamos a leitura do texto mais longo do BGA. Vozes, barulhos e muita leitura dramática da mamãe aqui (é, a gente paga desses micos pros filhos – e como eles amam!) e terminamos juntos nossa primeira grande aventura literária. Boa literatura não tem faixa etária mesmo: basta escolher o momento, o ritmo, a forma de ler – e mergulhar junto! Não há criança ou adulto que resista. 🙂

Ah, olha que demais: em julho agora sai o filme O BGA, dirigido por ninguém menos que Steven Spielberg. Ai a ansiedade de ver essa história no cinema! Confere o trailer:

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3 Comentários

  1. Tatiane disse:

    Querida Daisy, venho de novo agradecer a super diva. Eu e minha filha de 7 anos fizemos a leitura deste livro nessas férias, por indicação que vi no seu canal do YouTube. Ela amou ler livros grandes. Sei que vc está com um tecem nascido em casa. Quando tiver um tempo, gostaria de indicação de livros do estilo do BGA, grandes, com aventura e diversão. Muito obrigada e muita saúde para as crias. Beijos 🙏

    • Daisy disse:

      oi tati! fico feliz demais em saber disso. pode deixar que logo que a gente retomar as leituras e a vida (rs) eu volto com dicas bacanas – já vou separando alguns bacanas nesse estilo pra dividir com vocês! beijo grande!

  2. […] se conhecer e de curtir com o Francisco esse ano, e foi legal demais! É dele clássicos como O BGA – O Bom Gigante Amigo, Matilda e A Fantástica Fábrica de Chocolates – todos livros que viraram filmes […]