oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 6 anos, e vinícius, ainda bebê. seja bem-vindo! Leia mais



17 maio 2016

O Cachorro Perdido, de Guido Van Genechten

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Destaques, Divertidos, Interativos e Livros-Brinquedo, Novidades e Lançamentos

Se tem um autor que não tem erro com as crianças pequenas é esse: Guido Van Genechten. O nome é um tanto difícil de pronunciar, tá certo, mas seus livros são super acessíveis, divertidos e fazem um sucesso danado entre os pequeninos. O grande barato deles é que são livros em geral bastante interativos – desses que se comunicam e brincam com a criança durante a leitura, fisgando a atenção delas. Seu último lançamento no Brasil pela editora Brinque-Book, “O Cachorro Perdido” é assim – pura brincadeira e interação.

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Começa com um cachorrinho perdido, confuso no meio de uma multidão. Ele está ansioso e preocupado atrás de seu dono – mas entre tantos pés e pernas, como encontrá-lo? Então ele vai farejando pé por pé e contando como é seu dono: ele cheira bem, não a pés descalços (desde quando pés descalços têm que cheirar mal? mas releva, releva!); ele usa sapatos pretos, grandes, com cadarços; ele estava essa manhã de meias amarelas…e a nossa missão é procurar o dito cujo, página por página. Os desenhos são grandes e não é tanta a multidão (como num “Onde Está Wally?”, por exemplo), então é relativamente fácil – por isso é legal de curtir o livro já com os menorzinhos!

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Outros livros muito bacanas do Guido Van Genechten que valem a pena conhecer: o “O Que Tem Dentro de sua Fralda?“, clássico-mor da fase do desfralde: um livro com abas abas e muita interação relacionada a…cocô, mas que a criançada ama de paixão. A coleção “Qual é Diferente?”, para brincar de buscar os diferentes em cada página, muito colorida e cartonada, bem legal de curtir já com os bebês e também o “Assim Como Você“, delicioso pra ler na hora de dormir!

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13 maio 2016

Aurora Catarina, de Lu Trentin

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Destaques

Sabe aquela história de que nos menores frascos estão os melhores perfumes? Pois então – às vezes é assim com livro. Nos menores, nos mais despretensiosos, muitas vezes estão as melhores histórias! “Aurora Catarina” chegou aqui em casa dia desses, enviado por sua autora, a Lu Trentin, lá de Caxias do Sul. Com dedicatória carinhosa e toda simplicidade.

Sabe, eu tenho recebido muitos livros pra ler com o Francisco, pra falar sobre eles por aqui – alguns de editoras, outros dos próprios autores. É legal, eu fico muito feliz – mas não é sempre que vem coisa bacana. Recebo muito livro feio, sem capricho, história fraca, daquelas que subestimam de cara a inteligência das crianças e que me dão calafrios. Nesses anos de blog já passou cada coisa pelas minhas mãos que olha, às vezes nem acredito (e por isso, não divido mesmo).

A impressão que tenho é que todo mundo acha que pode escrever um livro, especialmente para os pequenos – mas ah, não pode. Quer dizer, poder pode, mas alcançar de fato uma criança, abraçá-la com um livro, exige talento, exige estudo, exige carinho. Por isso, quando descubro coisa bonita, quando vejo o Francisco acompanhar uma história com os ouvidos atentos, olhos brilhando, fico logo ansiosa pra dividir com vocês. Fico mesmo!

Toda essa falação pra contar da Aurora Catarina, que chegou aqui numa semana em que o correio andou agitado, e que aguardou, paciente, uma noite para ser finalmente descoberta. Foi descoberta pelo Francisco, que catou o livro de cima da mesa e decidiu que aquela noite era pra ler “o livro da porta”. A porta da capa o deixou curioso, mas a história o deixou apaixonado – e eu também!

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A história de Aurora Catarina é redondinha, com descrições detalhadas, que fazem a imaginação voar longe – pelas lajotas da escada, pela madeira descascada, pelas janelas enormes da casa de seus avós. Todo final de semana Aurora os visitava, era costume – mas havia algo lá que sempre a intrigava: uma lata colorida que ficava no tipo do armário da cozinha.

Sempre que Aurora se encontrava só na cozinha, tentava escalar o armário para alcançar a tal lata – acreditava que algo mágico ficava ali escondido, naquela lata tão reluzente, tão linda, tão fora do alcance. Em um dos domingos na casa dos avós, tomou coragem novamente. Catou uma velha lata amarela, colocou em cima de uma cadeira, apoiou essa cadeira na estante e deu início à escalada. Até conseguiu agarrar a lata, com força – mas se desequilibrou e caiu, lata em mãos.

Com a queda, a lata se abriu…e dentro dela, farinha, muita farinha, agora espalhada pelo chão. A bagunça foi geral, o barulho estrondoso! Aurora Catarina se sentia frustada, boba, decepcionada:  “que desperdício! uma lata bonita dessas, cheia de farinha!“. A avó veio então ajudar na bagunça…e adivinha? De dentro da lata velha, aquela amarela, usada de apoio, tirou biscoitos achocolatados, que Aurora comeu feliz. No final das contas, era ali que estava algo mágico!

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Dei uma fuçada aqui para saber onde encontrar o livro, que foi publicado em 2014 pelo Quatrilho Editorial. Achei à venda na Livraria Cultura, por R$ 12,90. 😉


10 maio 2016

Contêiner, de Fernando Vilela

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Destaques, Divertidos, Livros, Livros-Imagem, Novidades e Lançamentos

Que o artista Fernando Vilela tem os livros mais bonitos todo mundo sabe – suas ilustrações com gravuras, carimbos e recortes são um deleite para os olhos! Em “Contêiner”, seu mais novo livro, lançamento da Pequena Zahar, a gente viaja junto com um cão e uma gata por navios, contêineres e portos do mundo. É um livro-imagem, sem texto algum – a gente vai acompanhando e seguindo a história toda através de ilustrações e cores fantásticas.

conteiner

A viagem começa na China – os bichinhos se perdem de seu dono e vão parar em um contêiner, e esse contêiner…dentro de um navio! Longa viagem, seguem os dois aprontando confusões até a Inglaterra, onde desembarcam no Porto de Tilbury para uma nova viagem, em outro contêiner, dessa vez até o Brasil. Depois do Brasil, retornam ao lugar de onde primeiro saíram, a China. Longos trajetos, divertidas aventuras: o barato é que a gente vai descobrindo por onde eles andam através das muitas referências de paisagem, através dos conteúdos das grandes caixas.

No final do livro há um mapa onde vemos cada lugar por onde passaram, os principais portos pelos quais a viagem seguiu: Francisco adorou descobrir cada um desses cantos (não resiste a um mapa, para falar bem a verdade). Fernando Vilela ainda conta um pouco da sua fascinação pelos portos e por suas belezas gráficas, guindastes, caixas e cores – toda a inspiração para esse livro tão bonito. 😉

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Ah, a dica dessa vez também é em vídeo – a primeira de muitas que ainda pretendo lançar lá no canal (fase de testes, gente!):

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