oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 6 anos, e vinícius, ainda bebê. seja bem-vindo! Leia mais



5 set 2016

Meu Primeiro Dicionário, de Richard Scarry

Escrito por
Clássicos, Divertidos, Fases e momentos especiais, Leitura com Bebês, Literatura Universal, Para dar risada

Richard Scarry foi um autor norte americano de enorme sucesso – teve mais de 300 livros publicados! Muitos se tornaram grandes clássicos, e seguem encantando gerações. “Meu Primeiro Dicionário” é um deles, publicado pela primeira vez em 1966! Lá fora está esgotado há muito, mas aqui no Brasil tivemos sorte: foi trazido em 2014 pela Editora WMF Martins Fontes nessa edição grandona, bonita e resistente.

meu-primeiro-dicionário

clássico desde 1966!

Esse é daqueles livros para se ter por boa parte da infância (daí a importância do “resistente”), que acompanha a criança em diversas fases. É um dicionário com 2.500 verbetes, cada um trazendo uma micro historinha e ilustrações coloridíssimas, muitas vezes engraçadas. Os personagens são animais variados (apresentados na primeira página do livro), cada um com seu nome, com suas manias.

meu-primeiro-dicionário-02

ilustrações vintage e textos curtinhos 

O barato é com os pequenos (1, 2 anos) curtir as imagens, criar historinhas diferentes e aprender muitas palavras novas (frutas, alimentos, meios de transporte) sempre em contextos divertidos. Com os maiores (na faixa dos 6 anos, como aqui em casa), a leitura rende boas conversas (há lições de boas maneiras em muitos dos quadrinhos, reflexões interessantes) e também boas risadas.

Também é muito legal pra quem está começando a ler sozinho: as historinhas curtas acompanhadas de muitas ilustrações dão autonomia e confiança – e despertam a curiosidade! Um livrão clássico para se ter na biblioteca e reler infinitas vezes: junto, sozinho, separado. 💚

***


30 ago 2016

Bons Livrinhos, Bons Conselhos!

Escrito por
Destaques, Listas de Livros, Livros, Para Refletir

É engraçado, mas a literatura infantil há muito tempo vem acompanhada de uma coisa um tanto chata: da ideia de que precisa sempre ensinar alguma coisa, transmitir alguma lição de moral. Pois não precisa não – nem deve! Melhor coisa é se libertar disso e escolher livros bons pelas histórias, pela diversão que eles trazem. Mas existem livrinhos bacanas que ensinam coisas preciosas às crianças, às vezes até em forma de conselhos divertidos – escolhi três dos que andamos curtindo recentemente para dividir com vocês.

1. O SEGREDO DEBAIXO DAS COISAS, de Janaina Tokitaka

o-segredo-debaixo-das-coisas

“O Segredo Debaixo das Coisas” foi o livrinho da lista que mais curtimos recentemente, e que o Francisco gostou demais! Traz pensamentos e conselhos sob os olhos de um menino. O principal deles: aprender a enxergar o que nem todos vêem, coisa que só se aprende mesmo lendo. Lendo o mundo, lendo livros: “embaixo das coisas existe um segredo; mas só pra quem olha de perto e sem medo.” Uma obra delicada, cheia de poesia e coisa boa, escrita e ilustrada por Janaina Tokitaka e publicado pela Edelbra.

2.DANCE QUANDO CHEGAR AO FIM, de Richard Zimler e Bernardo Carvalho

Já pensou se os bichos resolvessem dar alguns palpites? O tucano, o beija-flor, o babuíno, o tiranossauro, até – o que diria cada um deles? Esse livro reúne conselhos curtinhos, rimados e muito divertidos vindo de amigos bichos. Não ser resmungão e chato, agarrar-se à esperança, ouvir a voz do coração e defender quem precisa de ajuda são alguns deles. As ilustrações de Bernardo Carvalho complementam os divertidos conselhos com muita cor e humor  – e a edição é um capricho só, capa dura, folhas resistentes e foscas. Daqueles livros legais de se presentear, bonitos de ver e de curtir! A publicação é do selo Galerinha, da Record.

3.DEZ BONS CONSELHOS DE MEU PAI, de João Ubaldo Ribeiro

dez-bons-conselhos-de-meu-pai

Outro livro legal demais de se presentear – gente pequena e gente grande também! Nele o escritor João Ubaldo Ribeiro reúne 10 conselhos que seu pai lhe deu durante a vida – todos para pensar, refletir e ter boas conversas. Dos meus preferidos: “Não Seja Ignorante” (“não ser ignorante é um dos mais sagrados direitos que você tem e, se você não usa voluntariamente esse direito, merece tudo de adverso que lhe acontece“); “Não Seja Amargo” (“as coisas acontecem, aconteceram, ficam acontecidas. se você for amargo, essas coisas continuam acontecendo“) e “Não Seja Intolerante” (“alegre-se com a diversidade humana. procure honestamente entender os outros“). As ilustrações são da Bruna Assis Brasil, e o livro é publicado pela Objetiva.

***


19 ago 2016

A Pior Senhora do Mundo, de Francisco Hinojosa e Rafael Barajas

Escrito por
Destaques, Divertidos, Livros, Novidades e Lançamentos, Para dar risada

Se tem uma coisa que me entusiasma nesse mundo é quando o Francisco gosta MUITO de um livro e quer sair por aí mostrando pra avó, professora, para os amigos da escola. Acontece volta e meia, e foi exatamente assim com esse aqui: “A Pior Senhora do Mundo” conquistou o Fran de primeira (pra ser sincera, já com a capa!) e rendeu boas risadas (além de alguns sustos).

a-pior senhora

A história é hilária, divertidíssima, e especialmente diferente por uma razão: é politicamente incorreta, exatamente como a criançada adora. A pior senhora do mundo é uma mulher má que só, terrível – maltrata quem vier pela frente, seja bicho, filho ou vizinho. Tem cinco filhos e bate em todos eles –  quer se comportem bem, quer se comportem mal. Com as crianças vizinhas não é diferente; nem com gatos, gaivotas e baratas – todos correm perigo perto dessa mulher tão malvada.

Um dia, de tanto sofrer, o povo todo resolve ir embora. E ela fica sozinha com um pombo-correio, sua única vítima. Quando percebe que logo vai matar o pombo de tanto judiar dele, resolve escrever um pedido de desculpas para todos. É o pombo quem leva o bilhete, e todos voltam, crentes de que as coisas vão mudar. Mero engano – não só a mulher segue terrível, como dessa vez constrói uma enorme muralha em torno da cidade para que ninguém saia de lá. O jeito, então, é o povo se unir novamente, dessa vez com algumas ideias bastante diferentes – e finalmente acabar com as torturas da vilã.

Escrito pelo mexicano Francisco Hinojosa e ilustrado por Rafael Barajas, conhecido como “El Fisgón”, o livro já tem quase 25 anos – e está sendo reeditado esse ano no Brasil pela Sesi-SP. Pra ver um pouquinho mais da obra, só assistir ao vídeo:

***