oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 6 anos, e vinícius, ainda bebê. seja bem-vindo! Leia mais



18 fev 2016

Tudo Muda, de Anthony Browne

Escrito por
A Chegada de Um Irmão, Destaques, Fases e momentos especiais, Novidades e Lançamentos

Anthony Browne desperta muita curiosidade – em mim, pelo menos, é curiosidade pura. Vencedor do Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante prêmio literário infantil, Browne tem uma obra impecável. A gente nunca imagina o que pode encontrar dentro de seus livros – a não ser surrealismo, fantasia e histórias absolutamente fantásticas, isso é certo.

"Tudo Muda" - atenção aos detalhes: o "D" espelhado do título, a chaleira que começa a se transformar...

“Tudo Muda” – atenção aos detalhes: o “D” espelhado do título, a chaleira que começa a se transformar…

Essa semana chegou por aqui o “Tudo Muda”, lançamento da Pequena Zahar. Eu tenho o hábito de ler os livros sempre antes de fazer a leitura em voz alta com o Francisco – é pra garantir que o livro não vá trazer nada muito assustador (já aconteceu muito!), um discurso preconceituoso ou algo que às vezes ainda não é hora, simplesmente. Mas dessa vez não deu tempo – era hora da leitura antes de dormir, aquele livro fresquinho em casa, Anthony Browne…ah, vamos descobrir juntos!

É o menino Gregório quem acompanhamos – numa manhã, ele nota algo muito estranho na chaleira da cozinha. A casa estava quieta, tudo como ele havia deixado…mas alguma coisa estranha acontecia – ele só não sabia dizer o que era. Naquela mesma manhã, seu pai havia saído cedo buscar sua mãe, e tinha mesmo dito que as coisas iam mudar – mas o que seria? Como todos os livros de Browne, estão nas ilustrações as muitas referências e convites à descoberta – a pia do banheiro começa a tomar uma forma diferente quase humana; o sofá se transforma em crocodilo; a poltrona, adivinha? Num grande gorila (ah, os gorilas do autor!).

As muitas referências de Browne deixam a leitura muito mais rica.

As muitas referências de Browne – e transformações, muitas transformações!

A passagem do tempo é deliciosa de se acompanhar – Gregório espreita por cima do mudo, sobe em sua bicicleta, chuta uma bola que vai se transformando aos poucos em num gigantesco ovo que em pleno ar liberta uma grande ave (olha aí as pistas!). Mas Gregório não sabe do que se trata a mudança – nem eu leitora, nem Francisco leitor. O que seria?

Então ele volta para seu quarto, fecha sua porta – e seus pais chegam em casa. “Oi, meu amor!“, diz a mãe – e em seu colo…um bebê! A transformação é essa: uma irmãzinha que chega – na última página está a família reunida no sofá, xícaras de café no chão, sorrisos, o bebê no colo de Gregório. A mudança simplesmente não poderia ter sido mais divertida para nós – que também aguardamos a nossa, um irmãozinho para o Francisco, que no comecinho de agosto chega por aqui.  🙂

Acabou que o Anthony Browne nos despertou ainda mais amor – e lógico, curiosidade. Que livro mais lindo! <3

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TUDO MUDA

Texto e Ilustração: Anthony Browne

Edição: Pequena Zahar, 2016

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16 fev 2016

Especial Bebês: Dicas e Livros para Curtir com os Pequenininhos

Escrito por
Destaques, Fases e momentos especiais, Leitura com Bebês, Listas de Livros

Eu volta e meia recebo emails e mensagens lá no facebook com pedidos especiais – indicações de livros para ajudar em momentos específicos, indicações de tudo que é tipo. Mas sabe qual o campeão dos pedidos? Livros para ler com bebês!

O que acontece é que o mercado está repleto de livros indicado para os mais pequenos – cartonados, de pano, de banho. Livros que podem ser mordidos, jogados, babados, amassados – as livrarias estão cheias desses, e são geralmente os que primeiro vêm à mente quando pensamos em livros para bebês. Mas esses livros geralmente parecem mais brinquedos do que livros em si – o conteúdo é fraco, o preço é alto. Vale ter dois ou três, a criançada gosta, não adianta – mas não é preciso se restringir a esses não.

Importante mesmo é escolher livros que durem boa parte da infância – que ainda sejam muito lidos e relidos, que saiam e voltem às prateleiras, que encantem e divirtam! Livros que tenham boas edições (resistentes, ainda que de papel), ilustrações bonitas, histórias com conteúdo e gostosas de serem lidas em voz alta.

Quando penso em leitura para bebês, gosto de pensar em três coisas:

Hábito – Leitura é hábito, costume. É difícil fazer uma criança amar a leitura se ela só começar a ler na escola, como obrigação. Meu conselho é começar já na gravidez – juro! Parece loucura, mas estudos mostram que a partir de algumas semanas de gestação o bebê já ouve sons e reconhece a voz da mãe. Depois, nos primeiros meses, é só manter o hábito – ler antes das sonecas, depois de mamar, antes da hora de dormir. Você não precisa de resposta imediata, saber se ele está mesmo acompanhando – acredite, ele está! E já está fazendo da leitura um hábito!

Vínculo – Acho incrível a aproximação que a leitura permite – ler junto, apontar e descobrir as ilustrações, as cores, letras, palavras. Eu posso dizer que olha, foi na leitura onde mais me encontrei com o Francisco e onde mais sigo me encontrando – escolher um livro, se aninhar um ao outro e ler é dos momentos mais especiais que temos juntos, desde que ele era muito pequenino. E é legal aproveitar justamente esse momento pra já ir ensinando à criança os cuidados com os livros – afinal, você vai estar junto, o livro não vai ficar ali solto na mão do pequeno. E se ele quiser pegar, deixa sim – é importante! Depois é guardar e oferecer novamente – é esse o momento de já ensinar os cuidados com os livros.

Repetição – Repita, sem medo de ser feliz. Se a criança não se interessar hoje, tente outro dia. E depois, e depois. Leia um pouco hoje, um pouco amanhã. E se ela curtir, leia a mesma história todos os dias – a repetição é importante para as crianças, e especialmente quando bem pequenas, elas gostam e precisam disso. Por isso, na hora de escolher, vale ir atrás de livros com rima, ritmo, repetição na história – essas que são gostosas de serem lidas muitas e muitas vezes em voz alta!

Dadas as dicas, vamos aos livros!

1.  A ÚLTIMA ÁRVORE DO MUNDO

Primeirão da lista por uma razão específica: esse era o livro preferido do Francisco quando ele era bem pequenininho. Para vocês verem como a coisa toda é muito subjetiva e não há fórmula – esse livro não tem rimas, nem repetições, muito menos ilustrações mega coloridas, mas era o livro que o Fran queria ler toda santa noite, por um bom tempo. Não à toa, a primeira palavra que o Francisco disse foi “árvore”, do jeito dele – não foi mamãe, nem água, nem nada parecido. Ár-vo-re! Na historinha acompanhamos a última árvore que restou no mundo – um vaga-lume pisca nela durante a noite, um macaco peludo rouba suas frutas, um esquilo brinca na chuva. O livro é da dupla Lalau e Laurabeatriz, que têm juntos mais de 20 livros editados. Esse é publicado pela Scipione.

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“A Última Árvore do Mundo”

2. O BALÃO DE ZEBELIM

Olha, pra fazer esse especial para bebês eu fiz uma reviravolta na nossa biblioteca – e nela, resgatei muitos dos que o Francisco curtia quando bebê. Esse era outro que ele amava – e inclusive foi sobre ele o primeiro post do blog, há 3 anos. Na historinha, acompanhamos um bichinho, o Zebelim, que perde seu balão vermelho, e sai em busca dele junto com amigos que vai fazendo no caminho. Algumas confusões e muito chororô depois, nada do balão – mas Zebelim faz a conta e percebe que acaba saindo no lucro: fez muitos amigos durante a procura. O livro é rimado e tem uma repetição divertida, mas também adoro o capricho editorial desse livro: folhas grossas e resistentes, impressões bonitas (as ilustrações são em xilogravura, lindas!). Publicado pela Scipione.

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“O Balão de Zebelim”

3. MACACO DANADO

Tá aí uma dupla que sabe divertir os pequenos nos seus livros: Julia Donaldson e Axel Scheffler. Ela escreve, ele ilustra – o querido Grúfalo, O Filho do Grúfalo e Carona na Vassoura são os mais conhecidos deles, mas Macado Danado é uma delícia, especialmente para os menorzinhos. Conta a história de um macaco criança que se perde de sua mãe. Uma borboleta então resolve ajudar – e começam a busca através da descrição que ele faz: é maior do que ele, mas pera, não é um elefante. Costuma enrolar a cauda, mas calma, não é a cobra. Vive no topo das árvores, mas não é uma arara. O bacana é que durante a busca, vamos descobrindo as características de certos animais em ilustrações cheias de cor e textos rimados, divertidos – e no final, dá tudo certo, o macaco danado encontra sua mãe. E a borboleta explica: “aaah, ela era parecida com você? Você devia ter me dito isso antes! É que veja meus filhotes, como são diferentes de mim…como eu ia saber?” Da Brinque-Book.

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“Macaco Danado”

4. O ELEFANTE DIFERENTE QUE ESPANTAVA TODA A GENTE

Bom, todo mundo sabe que a gente tem muitas vezes que ler e reler a mesmíssima história para os pequenos – tem fases que ó, socorro! Pois essa repetição toda é importante demais para as crianças, e quando a história tem ritmo e é gostosa de ser lida em voz alta, é melhor ainda de ser ouvida! Nesse livrinho a gente acompanha um elefante e sua tromba gigante, nada obediente:

“se ele chegava em casa e ainda pegava as chaves para abrir o portão,

a tromba, muito espertinha,

já estava na cozinha cheirando as panelas do fogão.”

De tanto saracotear por aí, a tromba acaba se perdendo – para ainda voltar disfarçada no final! História redondinha e cheia de rimas divertidas, bem no estilo “era uma vez”. Ah, ainda é ilustrada pela Madalena Matoso, lá do Planeta Tangerina! Publicado pela LeYa.

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“O Elefante Diferente (Que Espantava Toda A Gente)”

5. UMA LAGARTA MUITO COMILONA

Eric Carle é um autor e ilustrador que olha, cá entre nós, não pode faltar na biblioteca das crianças – seus textos divertidos e ilustrações coloridas, cheias de recortes, são legais demais de curtir com os pequeninos. Esse aqui é seu maior clássico: “Uma Lagarta Muito Comilona” conta a história de uma lagarta que nasce e quer crescer – e come, come, come! A cada página, vamos acompanhando sua comilança, repetindo os nomes dos dias da semana, das frutas e de outras guloseimas mais (que assim como nós, a lagarta não é de ferro). Nossa versão é em inglês, “The Very Hungry Catterpillar”, pequenininha e cartonada, dá pra deixar na mãos (e boca) dos bebês sem medo – no Brasil existe a mesma, publicada pela Callis. Mas vale ficar atento na hora de comprar online, pois há edições bem diferentes: cartonada, brochura e até pop-up!

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“The Very Hungry Catterpillar”, em português “Uma Lagarta Muito Comilona”

6. DA CABEÇA AOS PÉS

Olha, Eric Carle é tão divertido de curtir com bebês que eu me permito repetí-lo aqui na lista! Se você não conhece, pode ir atrás sem medo – não tem como errar com os livros dele! Esse é pr ler fazendo altas bagunças (portanto, não recomendado para a hora do sono!): é que é um livro, mas também uma grande brincadeira! A cada página, a gente é convidado a imitar um bicho: você consegue dobrar a cabeça como uma girafa? Balançar os braços como um macaco? Curvar as costas como um gato? O livro é grandão, mas é cartonado, super resistente – e as ilustrações grandiosas e coloridonas são irresistíveis! Também editado pela Callis.

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“Da Cabeça Aos Pés”

7. TER UM PATINHO É ÚTIL

Acho esse livrinho legal demais – e vou contar pra vocês, é um livro que adoro dar de presente para bebês! Porque não tem erro: é pequenininho, daqueles que cabem nas mãos dos pequenos, cartonado e resistente, mas traz uma historinha criativa em um formato muito do diferente. De um lado, uma visão – um menino nos conta como ter um patinho é útil, tudo que pode fazer com seu mais novo brinquedo. Só que quando termina, é só virar e tcha-rãn! Vira outro livro, agora na visão do próprio patinho – e para ele, ter um menino também é muito útil! As ilustrações são simples, mas divertidas: o barato fica para o jogo de cores e o formato – o livro é lido como uma sanfoninha. Da premiada artista argentina Isol, o livro era publicado pela Cosac-Naify, que recentemente anunciou seu fechamento. A boa notícia é que ainda dá pra achar fácil – e por um preço bem em conta!

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“Ter Um Patinho É Útil”

8. TÁ TUDO BEM, NENÉM

O último da lista foi descoberta recente – é da mesma artista que criou outro livro que o Francisco adora, chamado “Monstros Medrosos”, que mostrei recentemente aqui (mas esse para os maiorzinhos!). A suíça Emanuelle Houdart é um escândalo (desculpa a pieguice, mas é!): suas ilustrações são lindíssimas e esquisitas ao mesmo tempo, seres fantásticos, meio humanos, cores e estampas impecáveis por toda parte. Nesse livrinho pequenino, absolutamente delicioso de ler e brincar com os bebês, já dá para ter uma bela ideia do que é seu trabalho. A brincadeira é ir descobrindo quem anda mexendo nos objetos do neném – uma sereia de mãos ligeiras esconde a mamadeira, um gorducho diabinho senta no troninho, um monstro marinho, cheio de simpatia, na banheira se enfia. Publicado pelas Edições SM.

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Mais uma dica!

Ok, dadas as dicas de como escolher os livrinhos dos pequenos e começar a biblioteca, vamos combinar que não é fácil pra todo mundo ir atrás de todos esses livros. Às vezes falta tempo, disposição, ou até segurança na hora de escolher entre os muitos e muitos livros que existem (e que seguem surgindo) no mercado. Uma boa ideia é fazer uma assinatura! Já recomendei o Clube de Leitores A Taba por aqui e é o que sigo recomendando: gosto especialmente da seleção caprichada na escolha dos livros, nada de livrinho da moda, ou livro de uma só editora – a seleção é feita por especialistas, com carinho e cuidado. Você escolhe o tipo de leitor baseado na faixa etária, e mensalmente a criança recebe um livro diferente, acompanhado de um mapa de exploração – e o mais bacana é que agora também há a opção bebês. Uma ideia legal demais pra começar a biblioteca dos que estão chegando ou já chegaram! Para saber mais, só clicar aqui. 😉

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11 fev 2016

Monstros Doentes, de Emanuelle Houdart

Escrito por
Destaques, Divertidos, Para dar risada

Desde muito pequena eu curtia ler – mas os meus livros preferidos mesmo tinham uma fórmula: terror e humor. Bruxas, vampiros e monstros podiam até ser aterrorizantes, mas quando se envolviam em desastrosas aventuras e algumas confusões, pronto, ficavam muito mais próximos e divertidos. Nesse livrão (daqueles em formato grandão que a gente tanto ama!) a gente conhece monstros assustadores e de cara feia, no entanto…doentes, coitados. O ogro sofre com uma forte indigestão, o bicho-papão de enxaqueca, o gigante tem depressão e o vampiro, adivinha? Dor de dente!

"Monstros Doentes", de Emanuelle Houdart

“Monstros Doentes”, de Emanuelle Houdart

As ilustrações de Emanuelle Houdart são impressionantes: os monstros podem sim ser assustadores, mas são impecáveis, com cores incríveis, repletos de detalhes e referências cuidadosamente colocadas em cada desenho. Merecem mesmo páginas grandiosas como dessa edição, para que nada passe despercebido. Cada monstro doente vem acompanhado de um texto delicioso, cheio de ironia e bom-humor: a descrição da doença em si, seus sintomas, tratamentos possíveis e uma pequena observação ao leitor.

O pobre ogro e sua indigestão.

O ogro, por exemplo, depois de exorbitar um bocado à mesa, sofre com uma forte indigestão:

“de início, feliz por ter feito um bom banquete, o futuro doente, pousando os olhos sobre a barriga, descobre espantado que ela dobrou de volume.”

Aí é ânsia, e bem, o resto a gente já sabe…mas há divergências quanto ao tratamento:

“uns defendem o método radical de apresentar ao doente quitutes bem cheirosos, como ovos de codorna podres ou camarões em via de decomposição, acelerando assim o processo de limpeza. Outros, mais caridosos, o o farão ingerir grandes quantidades de chá de sementes de papoula e alcaçuz, o que acalmará seu estômago.”

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O gigante sofre de uma tristeza sem fim: é depressão.

Já o gigante, que sofre de depressão, tem sintomas tão humanos que dá vontade de abraçar:

“Para o doente acometido por depressão, tudo fica de pernas pro ar: o sábado se veste de domingo; a calça, encharcada de lágrimas, fica do avesso; o sapato direito aparece no pé esquerdo, e no pé direito, uma meia-furada.”

Mas ainda bem que há o tratamento, acessível e seguro:

“É preciso cobrir o doente de doces carícias e beijos, na mesma proporção das lágrimas que lhe escorrem dos olhos.” 

Publicado pelas Edições SM, um livro divertido para se dar de presente, levar alguns sustos, dar boas risadas e se divertir um bocado!

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