oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 6 anos, e vinícius, ainda bebê. seja bem-vindo! Leia mais



26 set 2014

Biblioteca Pública do Paraná para os pequenos

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E mais!

Ai a vergonha, mas eu nunca, nunca tinha levado o Francisco à biblioteca pública. Já tinha ensaiado algumas vezes – mas eu tava devendo essa visita a ele e a mim, que para ser sincera, eram mais de dez anos que eu não colocava os pés lá. Minha carteirinha já há muito havia desaparecido e parece que meu cadastro também. Aproveitei e já fiz um novo, bonitinho – é só levar documento de identidade e comprovante de residência, mais 2 reais e cinquenta centavos e pronto. Em uma semana a carteirinha nova está pronta. A do Francisco que vai ter que ficar pro ano que vem – para os pequenos é só a partir dos 5 anos de idade.

(a seção infantil da biblioteca, está pronta pra primavera)

(a seção infantil da biblioteca, está pronta pra primavera)

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(espaço cheio de cor para ler e brincar)

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(mas não adianta, bom mesmo é deitar e ler no chão – né não, francisco?)

Nossa visita à biblioteca foi em um dia da semana mesmo, na semana passada – um dia frio e chuvoso, daqueles que combinam com horas de leitura. Foi bem tranquilo – éramos os únicos na seção infantil, além dos funcionários. Deu pra deitar e rolar no chão, folhear e conhecer diversos livros e de quebra ainda aprender xadrez. Pode? É que a gente chegou lá e deu de cara com uma sala linda, cheia de mesinhas e tabuleiros de xadrez. O Francisco ficou todo curioso pra saber como era, como jogava, quais os nomes das peças – mas quem disse que a mamãe aqui sabia? Pois é. Aí fui solicitar ajuda a um dos funcionários e foi o Jonathan, garoto muito prestativo e cheio de paciência, quem ensinou mãe e filho a jogar xadrez. Foi divertido!

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(dia cinza combina com leitura e xadrez)

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(francisco aprendendo com o jonathan a jogar xadrez – e eu aprendendo junto, de carona)

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(rá! quem vê pensa!)

Pretendo voltar, e logo – pra emprestar livros, pra conhecer coisa nova, pra arriscar mais um xadrez com o Francisco e também para as contações, que acontecem todos os dias, em dois horários diferentes: às 11 e às 15 horas. Nos sábados elas acontecem às 11 da manhã – mas a programação varia, é sempre bom consultar o site antes de ir ou dar uma ligada lá (tel: 3221-4917). Volta e meia acontecem atividades especiais para as crianças – uma boa opção para as férias, que oi, socorro, mas já estão aí. Pra finalizar a visita à biblioteca, eu sugiro fortemente que façam como a gente: atravessar a rua e pedir um pastel na Pastelaria Brasileira, que essa foi a cereja do bolo da nossa visita. Eu curto muito o mix de carne, que é gigantão e delicioso, vale por duas refeições. Já o Francisco, que é um cara mais moderado, curte o pastel de queijo. Pode ir com fé que é o melhor da cidade! 🙂


24 set 2014

and then it’s spring

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Livros

Um dia frio, cheio de chuva como esse aqui em Curitiba e nem dá pra acreditar que já é primavera, humpf. Mas é, começou ontem com um dia que amanheceu estranho e terminou cheio de sol. E hoje, apesar dessa feiura toda lá fora, já é sim primavera e há no ar essa esperança, a sutil impressão de que tudo há de se iluminar (socorro, acordei poeta hoje).

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Mas pois é. Esse livro, And Then It’s Spring (“Então é Primavera” – ainda sem tradução do Brasil) é sobre justamente essa esperança – um livro delicado, repleto de coisa boa! Preciso admitir: tenho verdadeira adoração pelas ilustrações da Erin E. Stead – em xilografia, cheias de delicadeza, são dela as ilustrações de um dos livros do Francisco que mais me emocionam, e do qual já falei aqui: A Sick Day for Amos McGee, criação dela e de seu marido, Philip C. Stead. Aqui, no And Then It’s Spring, ela ilustra lindamente o texto de Julie Fogliano.

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O livro é sobre um simpático garotinho de óculos de grau redondos e seus bichos de estimação que aguardam pacientemente pela primavera. No início, é tudo marrom – por onde se olha, só há marrom. O menino planta algumas sementes e espera – às vezes ele sente que o verde vem surgindo, mas é só uma esperança dele – o frio e o marrom continua, e ele segue a espera. As sementes tomam tempo para desabrochar, ele imagina as razão por trás da demora (seriam ursos? no chão uma plaquinha lê-se “please dont stomp here, there are seeds trying”, ou “por favor não pisoteie, há sementes tentando”), mas espera. O texto é delicado demais, mas são nas ilustrações que estão os detalhes e até humor – é o cachorro preguiçoso, um urso desastrado de vaso na cabeça. Francisco repara em cada um deles. E é justamente através dos desenhos de Erin E. Stead que se sente a expectativa e paciência do garotinho, a possibilidade.

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Ainda não tem edição por aqui, em português, mas logo há de ter. Da mesma dupla, Erin e Julie, já saiu no Brasil o livro Se Você Quiser Ver Uma Baleia, que já tem alguns prêmios e é um dos destaques da Revista Emilia 2014. Esse aqui é o primeiro delas – a edição em inglês, como a nossa, de capa dura, sai na faixa de 12 dólares via Amazon. Vale ter a cópia em inglês: o texto é simples e fácil de ler e de quebra ainda dá pra engatilhar e aprender as estações do ano. E a edição é linda! 🙂

 


18 set 2014

O Urso Pulguento + O Livro Errado

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Livros

Rá, falei mês passado do Nick Bland aqui. A gente tinha recebido da Brinque-Book o livro O Urso Rabugento – aí essa semana chegaram livros novos e o Francisco abriu o pacote todo empolgado. Deu de cara com o mesmo urso em outra história: O Urso Pulguento. Achei engraçado que na mesma hora ele reconheceu: “olha, o urso rabugento!” – era ele mesmo, mas dessa vez numa enrascada diferente: tentando se livrar de uma danada de uma pulga.

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O livro é divertido porque é diferente: no decorrer dele todo, é um pula pra cá e pula pra lá de um urso desesperado (pobre coitado) tentando se livrar de uma pulga que na verdade, só queria mesmo era dar um oi (é o que ela diz). Não há historinha nem nada (como o livro anterior do urso), mas o jeito de narrar a história, acompanhando a correria ali ilustrada, é que faz a diferença. A verdade é que aqui em casa esse não fez tanto sucesso como o outro livro do Nick Bland que veio junto: O Livro Errado.

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Eeeeesse sim! Só o nome já deixou o Francisco curioso: “o livro errado? mas o que tem no livro errado?” – e puxa, que livro divertido! Começa assim: o menino Nicolas Icle tenta contar uma história que não sai de jeito nenhum – é que a cada tentativa dele, algum personagem que não foi convidado para estar no livro aparece. Então é elefante, monstro, pirata, uma invasão de figuras clássicas de histórias infantis que não dão chance nenhuma ao pequeno Nicolas.

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O livro fez tanto sucesso aqui em casa que o Francisco carregou para cima e para baixo – ele costuma fazer isso quando gosta demais de um livro ou brinquedo. Até na escola teve leitura dele, ele fez questão de pedir à professora. Agora preciso me redimir de uma coisa: ele também riu demais dessa com o Ler e Ouvir – lembra que contei pra vocês do projeto? É escanear o código QR que aparece na abertura do livro que pronto, surge uma narração. Aí eu disse que lia com mais entusiasmo que a narradora (e olha, ainda acho que leio, táhn?) – mas parece que o Francisco não acha isso. Me pediu diversas vezes para colocar o som para acompanhar a história sozinho (ou melhor, com a narradora, não a mamãe aqui). Vira a página a cada “plim”, todo dono de si, e se diverte com a barulhada que faz cada personagem. Vale mostrar pra criançada!