Monsieur et Madame Anatomie

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Olhando assim nem parece livro, vai, mas é livro sim senhor! E bacana demais, ainda por cima. Monsieur et Madame Anatomie é um livrinho em francês sobre anatomia, diferente e divertido. Já falei dele por aqui há algum tempo – mas segue sendo um dos preferidos, volta e meia Francisco o resgata da prateleira.

São várias páginas cartonadas, mostrando o interior de cada um por sistemas: o reprodutor, respiratório, o digestivo. O esqueleto, a pele, os músculos, tá tudo aqui, cheio de curiosidades e detalhes – só que olha, é em francês! Já me rendeu algumas consultas ao Google Translator – mas vai, essa é a parte mais divertida. Um livrinho já bastante antigo e um pouco difícil de encontrar – na Amazon Francesa e no Book Depository, por exemplo, estão esgotados. Uma opção é comprar em espanhol – na Amazon espanhola está disponível. 🙂

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MONSIEUR ET MADAME ANATOMIE

Texto: Françoise de Guibert

Ilustração: Godeleine de Rosamel

Editora: Albin Jeunesse Guibert, 2009

 

Especial Natal: Histórias Natalinas para Curtir com os Pequenos

Sabe, eu sempre acho que não sou muito de Natal – fico me enrolando pra arrumar a casa, a árvore fica guardada até o último minuto, a guirlanda é pendurada na porta quase lá. Mas falou em historinhas de Natal, passou carro do Papai Noel da Coca-Cola, pronto, começa meu chororô. É, me emociono mesmo – ou seja, não sou muito de Natal uma ova, vamos combinar! Desde o início do mês já circula aqui pela casa livros natalinos – uns nossos, outros emprestados da Biblioteca Pública do Paraná. Por isso, era hora de fazer nossa seleção dos preferidos. E né, cês me conhecem – não esperem nada muito óbvio, nem muito clichê, e muito menos nada chato. Cinco histórias de Natal que valem mesmo conhecer!

1.A CHRISTMAS CAROL, de Charles Dickens

Não vale olhar feio porque começo logo com uma história em inglês, mas é que esse é sem dúvida o maior dos clássicos de Natal, contado e recontado por todos há algumas décadas – foi escrito em 1943. Dizem que foi escrito em menos de um mês – Charles Dickens precisava pagar dívidas, e rápido. Mal imaginava ele que viraria a história de Natal mais recontada da história. No livro, conhecemos o Sr. Scrooge, homem avarento, que detesta a época de Natal – não se conforma, por exemplo, quando seu funcionário Bob tem que sair mais cedo às vésperas do dia 25 para a festa. Um dia volta para casa e leva um susto: é visitado pelo fantasma de seu antigo sócio, que lhe avisa: três outros fantasmas o visitarão aquela noite, e é bom escutar o que eles têm a dizer. Aparece então o fantasma dos Natais Passados, o do Natal Presente e o dos Natais futuros, cada um lhe levando a um momento da vida. Quando Scrooge vê o futuro (nada feliz) que lhe aguarda com todo esse rancor no coração, percebe que o melhor é ser feliz e generoso. Nossa edição é ilustrada (e autografada, olha que chique) pelo Brett Helquist – mas no Brasil há várias edições diferentes: a L&PM tem versão quadrinho e versão texto, ambos com o nome Um Conto de Natal; na Companhia das Letras há uma versão ilustrada, cujo nome é Canção de Natal.

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2.COMO O GRINCH ROUBOU O NATAL, de Dr. Seuss

Tá aí outro clássico, um pouco mais novo – esse é dos anos 50! Do gênio Dr. Seuss, que possui mais de 60 livros infantis publicados, o livro é uma história de Natal cheia de humor. Divertido e engraçado pacas, conta a história do (também) rabugento Grinch, que não gosta nada do Natal. Um dia decide que o melhor é acabar com a festa: rouba todos os presentes, árvores e comidas natalinas das casas, certo de que vai cancelar tudo…mas supresa: o pessoal comemora mesmo assim! “Talvez o Natal”, pensa ele, “não se compre no supermercado. Talvez o Natal, quem sabe, seja algo com mais significado!”. Nessa edição, há a versão em inglês, original, no final – publicado pela Companhia das Letras.

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3. THE NIGHTMARE BEFORE CHRISTMAS, de Tim Burton

Ok, mais um em inglês – mas é que deixar esse fora da lista seria muita injustiça! É uma história completamente fantástica de Natal, escrita e ilustrada por ninguém menos que Tim Burton. Conta a história do esqueleto Jack, muito conhecido na cidade do Halloween – problema é que ele quer mais, muito mais. E decide que será também muito conhecido na cidade do Natal – então ele rouba o lugar do bom velhinho e afe, vocês não imaginam o quanro . Infelizmente, ainda não há edição no Brasil, só em Portugal. português. A nossa é britânica, comprei há muito tempo através do The Book Depository – há uma nova edição, com capa branca, que parece ainda mais bonita! A melhor notícia é que dá pra curtir o filme, que é demais – super musical, divertido; e tem no Netflix!

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4. O NATAL DA TURMA DO SNOOPY, de Schulz

Esse é um livro que vale ter em casa, apesar do nosso termos emprestado da Biblioteca Pública – afinal, não há boa alma que não goste de Snoopy, seja grande ou pequeno. Essa edição reúne todas as charges do Snoopy e turma (Charlie Brown, Patty Pimentinha, Woodstock e mais) que eram lançadas na época de Natal, dos anos 50 até os anos 90. Impossível não se divertir com a rebeldia e os questionamentos da turma – nem a época de Natal passa imune, é divertido demais. Publicado pela Cosac-Naify.

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5. SÁBADO NA LIVRARIA, de Sylvie Neeman, ilustrações de Olivier Tallec

Ai esse livro! Tão lindo, tão lindo – não parece de Natal nem nada, mas se passa na época. E sabe por que está na lista? Porque traz toda a esperança e amor que o Natal deve ter, ou que desejamos que tenha. Na história, conhecemos uma garotinha que vai à livraria todos os sábados – ela senta e lê seus quadrinhos, é hábito. Ela observa um senhor, que também vai todos os sábados, pega um enorme livro de guerra e lê, em silêncio. Quando vai embora, sempre entrega à vendedora e diz: “espero que a senhora não o venda logo…”. Até um dia, que, véspera de Natal, ele não encontra mais o livro. A garota ajuda a procurar, mas nada – alguém deve ter comprado para dar de presente, claro. Livro lindo, tocante, com ilustrações magníficas (são pinturas a óleo). Também da Cosac-Naify.

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O Coelhinho Que Dormiu de Tédio

Dia desses recebi em casa um livro que tem dado o que falar lá fora – o tal “O Coelhinho Que Queria Dormir”, escrito pelo terapeuta sueco Carl-Joahn Forssén Ehrlin. O motivo de tanto entusiasmo em torno dele é simples: o livro promete fazer toda e qualquer criança adormecer.

A princípio, torci o nariz: livros com finalidade me causam estranheza, e sinceramente, não acredito em fórmulas mágicas. Um livro que promete adormecer qualquer criança insone me soa tão falso quanto um chá emagrecedor ou ganhar dinheiro dormindo.

Mas eu quis, sim, dar uma chance. Afinal, o livro foi lançado de forma independente lá fora, logo virou febre na Inglaterra e nos Estados Unidos, e não demorou para que grandes editoras vissem aí uma fonte de lucrar muito. No Brasil, o livro foi recentemente lançado pela Companhia das Letras.

Vamos aos fatos: há algumas noites, me sentei para ler ao lado do Francisco, evitando que ele olhasse as ilustrações, exatamente como sugere o autor. Ele também orienta que as palavras em negrito sejam lidas com ênfase e as itálico de forma mais lenta. Também é importante citar o nome da criança insone onde é indicado e, pasmem, fingir bocejos em pontos específicos. Então lá fui eu.

Foi começar a leitura e sentir vergonha – por estar lendo aquela bobagem e por estar fazendo meu filho, que ouvia perplexo, acompanhar uma história que juro, não leva a lugar nenhum. O livro não tem nenhum valor literário, é muito mal escrito e tem uma história entediante e cansativa. Talvez por isso, de fato, funcione – é melhor dormir, e rápido, do que chegar ao final de um livro tão chato.

Basicamente, conta a história desse coelhinho, o Roger, que quer dormir mas não consegue. Então a mamãe leva ele ao Senhor dos Bocejos, que dá um pozinho mágico (e o autor orienta: “enquante lê, faça como se estivesse salpicando o pó sobre a criança”) que faz Roger dormir lindamente junto com todos seus irmãozinhos coelhos.

O Francisco, que gosta de curtir histórias longas (justamente para dormir mais tarde, ele acha que me engana!), ficou claramente inquieto com essa que não é nada além de repetição e tédio. Ou seja, o livro funcionou, mas ao contrário.

Para não ser de todo chata, as ilustrações da Silvana Rando são muito bonitinhas. Mas sério: melhor curtir ilustrações dela em livros com histórias muito mais bacanas, como Peppa, Gildo e o divertidíssimo Meu Vizinho é Chato Pra Cahorro, também publicado pela Companhia das Letras.

Vale investir os 20 reais (e os 20 minutos de leitura) que custa o livro em outro mais bacana – e tem tantos por aí! Para a hora de dormir, melhor apostar em livrinhos divertidos, que façam a imaginação voar longe – fazer valer esse momento tão importante. Curtir uma história que faça sonhar, algumas canções de ninar, carinho e aconchego. Essa deveria ser a fórmula. O coelhinho que me perdoe, mas aqui em casa ele não volta não.

ah, parece que com gatos funciona ;)

Ah, parece que com gatos funciona!

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Para conhecer alguns livros para a hora de dormir que eu e o Francisco curtimos muito, clique aqui. 😉