especial viagem à disney – dia 1, a chegada

Chegamos. Não é que a viagem foi super tranquila? Olha, eu tenho um histórico de viagens nada tranquilas com o Francisco, por isso meu espanto. Assim: até um ano de idade, é batata viajar com crianças. O problema é do 1 aos 3, na minha opinião – essa fase é dura. Nas nossas últimas eu me desdobrei em noites em claro no avião, e esperava que essa aqui fosse igual. Mas nada – rapaz se comportou lindamente. Não dormiu de cara, mas ‘leu’, viu filme, jantou e acordou feliz da vida com o susto da aterrissagem (nem eu acreditei). Não quero cantar vitória antes do tempo, mas algo me diz que o garoto cresceu e aprendeu a viajar (torcemos pela volta).

Agora uma coisa: a gente veio naquele vôo ‘direto’ Curitiba – Miami, que sinceramente, na minha opinião, é uma bela cilada. O embarque das 21:15 atrasou um bocado, e é difícil ir até Porto Alegre, descer por uma hora e meia, e voltar a embarcar perto da 1 da manhã. Não há quem aguente. Continuo adepta à parada em Guarulhos, menos cansativa, sem brincadeira. Mas tudo bem, valeu a experiência.

no avião, leiturinha :)

no avião, leiturinha 🙂

 

Depois de chegar em Miami, mais uma escala: Orlando. Outro vôo que atrasou um bocado – era pra sair 12:35 e saiu às 13:30 – e detalhe, a gente esperou por todo esse tempo dentro do avião, parado. Um calor, uma chatice, um meu deus nos acuda, mas deu certo. Francisco brincou com seus livros (depois conto quais), jogou no ipad, cochilou, comeu pipoca e ufa, passou rapidinho.

já aceitei que teremos uma semana de junk food. começamos assim hoje, a mãe aqui junto.

já aceitei que teremos uma semana de junk food. começamos assim hoje, a mãe aqui junto.

Aí a chegada aqui em Orlando. Tudo lindo, até eu escrever errado o endereço do hotel no GPS (sim, quando se trata de mim até isso é possível) e a gente ir parar do OUTRO lado da cidade. A chegada no hotel que era prevista para as 15 horas foi às 17. Mas ainda assim, o bom-humor permaneceu firme em todos os envolvidos, mamãe aqui (porém menor), vovô e surpreendentemente até Francisco.

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#chatiado em plena disney

A verdade é que tudo compensou quando entramos no hotel. Não me canso de repetir: que estrutura essa Disney, hein gente? Meio caipira da minha parte, mas é verdade. Impressionante. Escolhemos o Animal Kingdon Resort (depois eu conto porquê), e até agora só coisa boa. A recepção do pessoal, o quarto (estamos dividindo um só, eu, vovô e Francisco), a comida, a estrutura, a diversão – a gente abre a janela do quarto e voi-lá, tem uma girafa passeando na frente do teu nariz. Dali a pouco a gente vai fechar a cortina e tem uma zebra jantando ali do lado. Dez minutos depois, passa uma avestruz correndo. Tudo de verdade, tudo lindo, tudo inacreditável. A Disney faz essas coisas com a gente, é impressionante.

dez minutos depois do drama da foto anterior, olha lá o rapaz. :)

dez minutos depois do drama da foto anterior, olha lá o rapaz. 🙂

Hoje nosso dia foi isso: chegada atrasada porém feliz, mergulho na piscina (não sem drama, vide foto lá em cima), jantarzinho e dormir cedo, que amanhã começa. Magic Kingdom, que tem alguém aqui ansioso pra conhecer a casa do Mickey. Então boa noite e boa sorte pra gente – e amanhã eu conto mais.

especial: viagem à disney

Deixa eu contar: o blog vai mudar o foco por esses dias. Explico: eu, o Francisco e o Vovô vamos à Disney. Uma viagem que já estava planejada há algum tempo, teve que ser mudada, e agora sim, agora a gente embarca. Hoje à noite a gente parte para Orlando e volta no dia 9 de abril. Até lá eu vou fazer daqui um diário da nossa viagem, com dicas pra quem está planejando ir pra lá logo também.

Então peço desculpas pela ausência de livros nesse período – mas ó, garanto a diversão. Amanhã já conto da nossa chegada, sem falta. Até! 🙂

um outro país para azzi

Francisco ganhou seu primeiro livro em quadrinho! E um quadrinho emocionante: Um Outro País para Azzi conta a história de uma menina de 10 anos que foge de um país em guerra com sua família em busca de um recomeço. Em nenhum momento é dito que país é esse – apenas que é um país em guerra, e que a vida de Azzi e da família segue – à medida do possível – ao redor dela. Até um dia em que o pai de Azzi, médico, recebe um telefonema e eles são obrigados a fugir. Eles deixam então a casa, todos seus pertences, a avó (que promete ir depois) e partem em um barco para outro país.

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“Quando Azzi lambia seus lábios secos, sentia gosto de água salgada. Quando Azzi se agarrava a Bobô, o pelo dele estava duro, também por causa da água do mar. Quando tentava dormir, o cobertor de vovó estava úmido e gelado. 

 

Um novo dia estava começando. Ainda se via uma única estrela no céu. A terra, logo à frente, era rosa e cinza. Azzi viu, pela primeira vez, o contorno desse novo país.”

 

É nesse novo país, cujo nome também permanece oculto, que a aventura de uma nova vida, completamente diferente, começa para Azzi. Os costumes diferentes, a língua, as comidas, a casa pequena com apenas um aposento e móveis e panelas doados por outras pessoas. Azzi então começa a frequentar uma escola e lá conhece pessoas que a ajudam de todas as formas – o Sr. Miller, Sabeen. Aí o livro toma um rumo diferente, nada triste, mas cheio de esperança. É bonito de ver – até o Francisco ficou entusiasmado com o final, feliz da vida.

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Consigo claramente me ver lendo esse livro com o Francisco mais velho – agora ele curtiu muito, mas ainda vai curtir mais, quando entender de fato o que é uma guerra e por que elas acontecem. E entender, especialmente, que tudo aquilo que Azzi vive na história, muita criança vive na vida real também.

O fato de ser um quadrinho faz toda diferença – é como um filminho, cheio de ação e pequenos detalhes. O livro foi escrito e ilustrado por Sarah Garland em 2010, depois da observação e do contato com algumas famílias de refugiados – eram as expressões angustiadas das crianças desses grupos que mais chamavam sua atenção. Então ela fez uma longa pesquisa, com as memórias e os desafios daqueles que tiveram que fugir, além de professores e especialistas – e daí o livro.

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No Brasil, a edição é da Pulo do Gato, editora paulista cuja especialidade são livros para crianças e jovens. Aliás, olha, vale entrar no site e dar uma olhada no catálogo – é tanta coisa bonita que não tem como não passar vontade de ter tudo. O livro é fácil de encontrar online, e o melhor preço é o da Siciliano: 36 reais. Mas se liga na dica: na Estante Virtual tem uma cópia usada por 17 reais. Curtiu? 🙂