música: b-fachada “é pra meninos”

Já falei diversas vezes por aqui o quanto eu amo – e o Francisco também – literatura infantil portuguesa. Agora o que eu não conhecia era música infantil portuguesa – e adivinha? Conheci esse disco, mostrei para o Francisco e pronto, estamos os dois ouvindo sem parar. É a nova trilha sonora dos trajetos de carro (tem que ter música no trajeto casa-escola-vida-afora, que ninguém aguenta), aquele que a gente não tira por nada.

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Na verdade, não é bem um disco infantil – é, quer dizer, porque é um disco com temática infantil, com jeitinho de criança. O disco chama-se “É Pra Meninos”, e é para crianças e também adultos. B-Fachada é o nome do cantor – na verdade, Bernado Fachada. Cara sensacional, já vos digo. Conheci esse e outro disco dele, que se chama apenas B Fachada, e logo me encantei. Agora o que me encantou mesmo foi esse aqui. Escolhi com muito custo duas músicas do disco pra dividir com vocês.

A primeira é também a primeira do disco, uma das nossas preferidas. Chama-se Tó-Zé, e é basicamente uma ode à desobediência. Se liga:

Tó-Zé tu tem cuidado
Não sejas pau mandado
Antes louco e mal criado
Que pensar só de emprestado
Toda a vida te vão dar
O mundo já bem mastigado
Tu começa a praticar 
Pra não ficares moralizado

 

Pois é, já cheguei causando com essa. Pra quem está habituado às músicas politicamente corretas do mundo infantil não é fácil gostar de B-Fachada. Mas é só ouvir com outros ouvidos para entender o quão divertidas são as letras desaforentas dele. Nossa próxima chama-se Conselhos de Avô – e entre os conselhos estão ‘largar a sopa e ir brincar no jardim’:

Larga a sopa, meu amor, vai p’ro o jardim,
Brincar na relva antes que a relva chegue ao fim
Quando voltares, vais ver, salvei a sopa de cozer,
Mas dou-te meia saladinha, não te quero ver sofrer

Vais crescer,
E é sopa que vais querer a toda a hora.
É uma vida a triturar, vê lá, não queiras começar já já

 

Todas as músicas são assim – incentivos à brincadeira, indagações sobre a moral, o papai noel, o futuro, como se uma criança as cantasse. E o sotaque português? Outra delícia à parte.

Não tenho o disco físico nem os mp3 – até tentei achar online, parece que o próprio B Fachada disponibilizou o download gratuito. Mas não achei, todos os links estavam quebrados. Então escutamos o nosso através do Rdio (que custa bem-investidos 15 dólares mensais, recomendo muito), onde dá pra ouvir offline também – aliás, tem todos do B Fachada lá, felicidade geral. Também dá pra ouvir o disco todo do youtube, pra quem preferir, aqui. Vai, corre lá ouvir Questões de Moral e Dia de Natal – duas outras que eu queria ter compartilhado aqui. Coisa linda!

Eu

Janaina Tokitaka é artista plástica, mas desde 2005 ilustra e também escreve livros infantis. Já foi colaboradora da Folhinha, suplemento infantil da Folha de São Paulo, já ilustrou livros de terceiros e já criou seus próprios: “Eu”, esse que divido hoje com vocês, é o quarto publicado pela editora Brinque-Book.

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Livrinho muito bacana esse: com ilustrações com carinha de aquarela, ele fala sobre o mundo de faz-de-conta de uma criança. Através de objetos simples – com os óculos do vovô, uma chuteira ou até mesmo um cobertor – o narrador se vê como os mais diversos personagens. Tudo com rima e uma linguagem simples, deliciosa:

“Coloco os óculos do vovô e vejo o mundo inteirinho: a montanha mais imensa e o menor dos passarinhos.”

 

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“Leio os livros do papai e aprendo um pouco de tudo: sobre tratores, leões e planetas, magos barbudos e barrigudos”

 

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Na hora de dormir o pequeno termina:

“Visto meu pijama quando chega o fim do dia. É muito bom ser tudo isso, mas ser eu mesmo é uma alegria!”

 

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O livro faz parte do selo Brinque Book na Mochila: seu tamanho é um pouco reduzido e ele é mais resistente, cartonado. Pra levar junto mesmo e dividir a história com os colegas. Francisco vai fazer isso hoje, nossa cópia já está na mochila da escola. Pra saber mais sobre o livro e a autora, só clicar aqui.

***

Esse Papo Pá-Pum de 2012 do Garatujas Fantásticas com Janaína também é divertido demais! São suas ilustrações e versos sobre artista, por ela mesma. Corre ver que vale a pena! 🙂

 

especial viagem à disney – dia 7 (e último!), universal studios

O nosso último dia de viagem amanheceu chuvoso. A chuva que tinha começado na noite anterior, no meio dos fogos de artifício do Magic Kingdom, não parou mais. O plano era ficar no hotel, descansar – mas a verdade é que havia ainda dois parques fora do complexo Disney que eu ainda gostaria de levar o Francisco: o Universal Studios ou o Legoland, parque novo. A ideia era deixar ambos pra uma próxima vez, mas com aquele dia livre e a culpa de estar em plena Florida sem estar visitando parque algum, decidimos visitar um deles.

francisco e vovô na chuva, no universal studios

francisco e vovô na chuva, no universal studios

A dúvida era qual parque, afinal? E foi o Francisco quem escolheu – eu perguntei para ele “filho, me diz uma coisa: você gosta mais de super heróis ou de lego?”. Ele escolheu super heróis, para minha felicidade (que também prefiro, com licença) e partimos para o Universal.

Chegamos tarde, tarde mesmo – já passava das 14 horas quando finalmente entramos no parque. Uma tristeza, porque já digo uma coisa: apesar da chuva e do frio, foi o parque que o Francisco mais curtiu, sem dúvida alguma. E fechou às 20 horas – foi um susto quando continuamos tentando entrar nos brinquedos e estava tudo fechando – mais uma vez, minha falta de organização. Da próxima vez vale ver isso com antecedência – horário em que abrem e fecham os parques, quando abrem a fecham. E nos parques que fecham cedo, ir cedo – chegar às 14 e sair às 20 foi difícil, ficou metade do parque sem ser visto.

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francisco pronto pra virar um minion 🙂

Assim: na verdade são dois os parques, o Universal mesmo e o Islands of Adventure, que é junto. São juntos, mas são separados: os tickets são separados, são duas entradas distintas. Mas dá para comprar o ‘kit’ com os dois parques, e vale a pena. Os dois têm coisas muito divertidas e muito diferentes.

Começamos pela Universal: logo na entrada já estão dois brinquedos que os pequenos piram. O Despicable Me Minion Mayhem, um 3D cheio de ação e aventura (pelo Francisco ser pequenininho, tivemos que ficar numa parte especial, na qual o carrinho não mexia – mas ainda assim deu frio na barriga e tudo, é muito bem feito) e o Shrek 4D, mais um em 3D também repleto de bagunça. Nesse a cadeira mexe, pula, salta, vem água, vento, tudo que se tem direito. Divertido demais. Saímos de lá e ainda fomos num clássico: o E.T. Adventure, brinquedo no qual pedalamos em uma bicicleta através da aventura do E.T. – outro lá da minha época. Achei que o Francisco não ia dar muita bola, mas nada: amou! Ficamos nas primeiras bicicletas, então a impressão que se tinha é que pedalávamos mesmo o grupo todo – rapazinho ficou entusiasmado!

george, o curioso, está lá na universal também

george, o curioso, está lá na universal também

Ah, vale saber: na Universal não tem FastPass, mas por um preço x (que varia, parece que o nosso foi 79 dólares) por pessoa – caro pra caramba – você compra o Express Pass, e pode furar fila de absolutamente qualquer brinquedo, a qualquer hora. Pros dias de calor em que está tudo cheio e as filas passam de 1 hora, vale o investimento sim. Dá pra aproveitar bastante. A gente comprou meio de bobo: nos primeiros brinquedos havia fila, então nos apavoramos e compramos. Mas foi só passar o Shrek e o Minion e pronto, estava tudo vazio. Ou seja, foi dinheiro jogado fora. Vale ficar atento e não se apavorar logo no começo: veja se as filas estão grandes mesmo em ambos os parques antes de partir por Express.

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Kang & Kodos’ Twirl ‘n’ Hurl – a gente passeia por uma pequena nave, é divertido para os pequenos!

Pois bem, depois do E.T. fomos à outra parte bacana do Universal, especialmente para as crianças bem pequenas: o Woody Woodpecker Ride, a montanha russa do Pica-Pau, e a parte do Curious George. Essa parte é pros pequenos mesmo, mas o Francisco amou. Ele curte o George Curioso, e ficou feliz em entrar no mundo dele. Tem uma parte meio playground com muitas bolinhas, aspiradores e atiradores de bolinhas que parece bem sem graça à primeira vista – mas que nada, Francisco ficou um bom tempo brincando ali.

em todos os brinquedos era assim: pobre mamãe ficava abandonada em um carrinho, francisco e vovô faziam a maior bagunça em outro.

em todos os brinquedos era assim: pobre mamãe ficava abandonada em um carrinho, francisco e vovô faziam a maior bagunça em outro.

Nossa última parada na Universal foi a parte dos Simpsons, quase uma Springfield de verdade. Francisco não teve altura para ir no brinquedo principal, o The Simpsons Ride, mas se divertiu demais  no Kang & Kodos’ Twirl ‘n’ Hurl, brinquedo daqueles alienígenas dos Simpsons. Eu não imaginei que ele fosse ficar tão entusiasmado em plena Springfield, mas ficou – e eu nem preciso dizer que eu também, né? Uma emoção só comer um Krusty Burguer de verdade ou tomar uma Duff na taberna no Moe – virei criança mesmo.

krusty burguer!

krusty burguer!

Terminamos assim nosso passeio Univrsal – e corremos para o Islands of Adventure. Já entrei com mapa na mão e brinquedo decidido – o Flight of The Hippogriff, atração do mundo do Harry Potter que o Francisco poderia entrar pela altura. Mas no caminho encontramos um sonho: o mundo do Dr. Seuss. Dezenas de brinquedos inspirados nos livros do Dr. Seuss, de encher os olhos de lágrimas, juro. O Francisco amou passear nos peixes voadores do Ine Fish, Two Fish, Blue Fish, Red Fish, fez a maior bagunça no carrossel do Lorax e curtiu demais entrar no mundo do The Cat in the Hat, nosso Gatola da Cartola. Mas foi aí, no meio da nossa bagunça nessa parte do parque, que ele fechou – e a gente teve que sair sem nem conhecer o resto. Nem Harry Potter, nem Homem Aranha, nem Incrível Hulk.

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‘quem disse que eu não tenho altura para os brinquedos, mãe? olha só!’

Mas no final das contas foi engraçado, foi como se a Disney se despedisse da gente. Como saímos com o parque fechando, todos os funcionários estavam em fila dando tchau para as crianças, dezenas de pessoas. O Francisco passou todo orgulhoso por eles, dando tchau também e dizendo “bye, bye, thank you”. Estava de despedindo mesmo. Fiquei arrependida por ter ido tão tarde em um parque tão legal – não imaginei que a Universal fosse tão divertida para uma criança de 3 anos, mas é, é imperdível. Mas fiquei feliz por ter ido, mesmo com chuva. Pretendo voltar, com certeza – e logo. E dessa vez, com tudo mais planejado, organizado, estruturado. Não tem outro jeito, pra aproveitar de tudo mesmo, só assim.

junk food é apelido :(

junk food é apelido 🙁

No nosso último dia voltamos cedo e deitamos logo – no dia seguinte embarcaríamos às 6 e meia da manhã. Às 4 tínhamos que estar acordados – e deu tudo certo. A volta foi tranquila, naquela vôo direto Curitiba – Miami, que nesse caso, na volta, foi excelente. Nada como chegar direto em casa mesmo, sem parar antes em Guarulhos. Chegamos às 9 da noite aqui, felizes da vida com a viagem.

Meu pai sempre diz que quer que o Francisco lembre dele como um amigão, seu parceiro – não tem como isso não acontecer, depois do carinho que eu vi que esses dois têm um pelo outro. A Disney foi a viagem do vovô e do neto, a viagem desses dois amigos. Inesquecível.