brown bear, brown bear, what do you see

Se tem uma coisa que eu adoro nos livros do Eric Carle é a simplicidade deles. Sempre assim: muita cor, colagem, poucas palavras e jeito de brincadeira. Já falei do mais conhecido dele aqui: o The Very Hungry Caterpillar, em português Uma Lagarta Muito Comilona (Ed. Callis), um dos maiores clássicos americanos. Mas Eric Carle tem mais de 70 livros publicados até hoje – esse aqui, Brown Bear, Brown Bear, What Do You See? é outro bastante conhecido dele. Foi lançado pela primeira vez em 1967, em parceria com Bill Martin Jr, que escreveu o texto – juntos, os dois fizeram esse e alguns outros, no mesmo estilo.

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Como eu disse, é um livro muito simples, e essa é a parte mais legal: no início do livro, o narrador pergunta: “brown bear, brown bear, what do you see?” – e o urso marrom responde: “i see a red bird looking at me”. Na próxima página, é o pássaro vermelho quem responde, apontando outro animal colorido. Tem o cavalo azul, o cão branco, o peixe dourado, uma professora e as crianças, que terminam o livro.

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Justamente por não ter historinha em si, mas sim apontar bichos e cores, é um livro bacana para os novinhos, na faixa de 1, 2, até 3 anos. Tem tudo o que prende a atenção dos pequenos: muita cor e ilustrações bonitas, rima e muita repetição. O Francisco já não dá muita bola para ele, mas volta e meia gosta de ler porque é em inglês. Ele gosta de repetir as perguntas e respostas, é bonitinho demais vê-lo falando tudo meio torto. Aliás, tá aí: é um bom livro pra quem dá aula de inglês para os pequenos, ou para aprender em casa mesmo.

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Os autores têm outros livros similares, e dá até pra comprar a coleção com 3 livros juntos. Existe um kit bonitinho para montar a primeira biblioteca, mas só à venda lá fora: vale a pena, sai 13 dólares via Amazon. Nossa cópia também comprei pela internet: custa na faixa de 6 dólares a edição pequena, da Henry Holt and Company.

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Pra quem quiser saber mais sobre Eric Carle, só visitar aqui. Bill Martin Jr. também tem seu site, aqui.

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Semana passada a gente recebeu uma caixa super bacana aqui em casa, acompanhada de uma cartinha linda da editora Ciranda Cultural. Dentro dela, cinco livros lindos, especialmente escolhidos para o Francisco. Foi uma festa só – no mesmo dia tivemos que ler todos, Francisco não sossegou. E de fato era um mais legal que o outro – eu vou mostrando aqui pra vocês.

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De cara, o primeiro que o Francisco mais curtiu foi esse aqui. Chama-se Dinossauros Também, e é um livro pop-up, desses com abas. Deixa eu contar: geralmente a gente não é muito fã de livros pop-up não. Com exceção de alguns específicos (e aí sim maravilhosos), acho os livros pop-up mais perecíveis do que qualquer outra coisa – geralmente não têm muito conteúdo e são delicados demais para as mãos de uma criança de 3 anos e meio como a que eu tenho em casa. Mas esse aqui foi outra história: a primeira coisa que me chamou a atenção foi justamente a qualidade do material – tem abas, é delicado, mas é firme e forte, quase a prova da força-que-não-parece-força do Francisco.

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O livro tem uma historinha simples, e o diferencial mesmo é a brincadeira com os dinossauros – é assim: na voz de uma criança, ela brinca “quando eu crescer quero ser um dinossauro…os dinossauros ficam atentos ao perigo”…aí é puxar a aba da página e surge um: “e eu também”. E assim vai indo: os dinossauros alcançam bem alto, comem vegetais, correm muito rápido…e eu também. Em cada página há informações sobre os dinossauros que estão ali: tem o estegossauro, braquiossauro, o tricerátopo. Não conheço quem não curta essas coisas. Na última página, do tironossauro rex, o livro se desdobra, fica grande – quase quatro vezes seu tamanho normal.

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A gente curtiu demais o livro. Quer saber? Achei uma boa dica de presente para um menino na idade do Francisco – e pra uma menina também, lógico. É bonito, grande, colorido e muito divertido. Custa na faixa de 30 reais nas livrarias por aí – na Fnac online, pra variar, sai mais em conta: 20 reais.

a verdadeira historia dos três porquinhos

Legal mesmo é pegar livros emprestados de vez em quando – seja da biblioteca, do amigo, do professor. É divertido – e convenhamos, econômico. Não há quem consiga completar uma biblioteca particular com tudo de bacana que tem por aí. Esse aqui quem nos emprestou foi a Maria Helena, professora do Francisco esse ano. Ela é outra fã dos livros infantis – esses dias estava me contando que volta e meia vai a livrarias com uma listinha certa de livros na mão e sai de lá com outros completamente diferentes. Não resiste. E é difícil mesmo, com tanta coisa divertida nas prateleiras.

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Então ela nos emprestou esse livro aqui – e a gente leu várias vezes na semana passada e morreu de rir. A história é divertida demais. O livro se chama A Verdadeira História dos Três Porquinhos – e é a versão do clássico contada pelo lobo, pelo lado dele. É na primeira pessoa, e o lobo começa contando que não entende porque surgiu esse papo de mau:

“Talvez seja por causa de nossa alimentação. Olha, não é culpa minha se os lobos comem bichos engraçadinhos como coelhos e porquinhos. É apenas nosso jeito de ser. Se os cheeseburguers fossem uma gracinha, todos iam achar que você é mau.”

 

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Segundo ele, toda a confusão se deve a um espirro e uma xícara de açúcar: ele estava fazendo um bolo para sua avó, e foi buscar na casa de seus vizinhos porcos uma xícara emprestada. Mas estava resfriado – e ora bolas, quem constrói uma casa de palha? (adoro a indignação dele) Não deu outra, a primeira se foi com o primeiro espirro. Além disso, o lobo jura que o porquinho já estava morto quando chegou, e bem, ele só não queria desperdiçar comida. Foi a mesma coisa com o segundo – só o terceiro, esse provocou. Mandou a avó do lobo às favas – e aí, quando a polícia chegou, ninguém quis ouvir a versão do lobo, que espancava a porta do terceiro porquinho. Jura que foi vítima de uma grande armação, o pobre lobo.

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O livro é muito divertido, e rende boas risadas. Fato engraçado: foi lançado em 1989 pela primeira vez, mas antes foi rejeitado por inúmeras editoras. Vai entender! O livro foi escrito por Jon Scieszka (clica no link só pra ver como se pronuncia o nome do escritor – não é fácil não) e ilustrado por Lane Smith – os dois têm parceria em muitos livros. Gosto das ilustrações escuras, quase sombrias, tudo muito marrom. São bonitas! Por aqui a edição saiu pela Companhia das Letrinhas e é fácil achar em qualquer livraria, na faixa de 25 a 35 reais. Dica: na Fnac Online está por 21 reais.