acessório: Smart PJ’s

Americando inventa cada coisa, né? Uma coisas que a gente não precisa nem um pouco, mas que vai, no fundo acaba sendo bem divertido. Esse aqui foi um presente para o Francisco – minha cunhada trouxe dos Estados Unidos para ele porque – assim como eu – ficou curiosa para ver do que se tratava. E sabe do que se trata? De um pijama interativo. Isso mesmo. Achou que nunca ia ver isso na vida né? Pois eu também não.

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Funciona assim: cada pijama é cheio de bolinhas desenhadas, que na verdade são aqueles códigos (cujo nome eu não sei, obrigada) para celular. A criança veste, aí é só pegar o telefone (ou tablet, no caso), fotografar as bolinhas e pronto, dali sai uma história. É como se cada grupo de bolinhas fosse uma historinha, algumas mais curtas, outras mais compridas, todas em inglês. Aí é só sair fotografando as bolinhas uma atrás da outra que as histórias vão sendo contadas. Tem um vídeo aqui de demonstração, pra quem ficou curioso:

A ideia é divertida, mas aqui em casa não funcionou muito bem. Primeiro porque o pijama era pequeno e ficou apertado demais no Francisco (os tamanhos são de 1 a 3 anos, de 3 a 6, meio malucos), segundo porque a ideia, na verdade, parece melhor na teoria. Na prática até funciona, mas não tão bem. Talvez uma ou duas vezes, vai, mas quem aguenta ficar fotografando o pijama do filho na hora de dormir? “Vira aqui que o celular não reconheceu as bolinhas, isso, estica, agora levanta, Francisco!” – juro que aqui foi assim.

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francisco veste smart pj’s e lê livro de papel, que é mais fácil mesmo

A gente prefere mesmo livro-livro e pijama-pijama, que funciona melhor. Mas a ideia é divertida, não? O site dos Smart PJ’s é esse aqui, dá pra comprar por lá – tem para menino e para menina (só muda a cor da gola) e custa 30 dólares a unidade.

apenas um é diferente!

A gente por aqui curte esses livros que são meio interativos, que fazem perguntas ao leitor: o Francisco a-do-ra (e eu também). Semana passada falei daquele português, O que há, que é cheio de perguntas e tem até brincadeira de detetive – esse aqui também tem uma brincadeira em cada página, mas é outra: aqui a missão é apontar qual dos animais é o único diferente.

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Entre os pandas que brincam com bambus, a missão é encontrar aquele que está de mão vazia. Entre dezenas de borboletas  coloridas, a brincadeira é procurar aquela que ainda é lagarta. Entre vários pássaros coloridos é prestar atenção para achar aquele que carrega uma minhoca no bico:

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Cada brincadeira é sugerida por um textinho rimado e divertido. Mas são as ilustrações coloridas que chamam mesmo a atenção: tudo obra da alemã Britta Teckentrup. Já falei dela aqui uma vez, há muito tempo, quando mostrei outro livro do Francisco, cheio de letras e animais, pelo qual ele tinha loucura: Animal  1 2 3 (resgatando da prateleira para reler em 3,2,1…). Aqui no Brasil ela tem dois livros editados, ambos pela Brinque-Book. Um é o Brincando na Fazenda, livro ilustrado por Britta, e outro é esse aqui, ilustrado e também escrito por ela, novidade da editora.

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E olha, coisa bonita de ver esse livro, viu? Edição em capa dura, com textura diferente e uma página mais bonita que a outra! Bacana pra ler e brincar a qualquer hora do dia e até carregar na mochila (belo substituto do Ipad em um restaurante lotado, posso comprovar – dá-lhe todo mundo na mesa procurando o animal diferente). Já virou nosso xodó aqui!

o que há

Mais um livro português trazido de viagem, que eu não me aguento: O que há, de Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso, outro da editora Planeta Tangerina. Esse aqui foi indicação da Raquel, a proprietária da Cabeçudos – e olha, é de longe o livro que o Francisco tem curtido mais até agora. É um livro brincadeira, que parte de um só princípio: a observação. Observar e analisar todos os objetos ao nosso redor – dentro da mala da mãe, dentro da gaveta da mesa de entrada, na bancada da cozinha, no saco de praia da avó.

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Em uma página, a pergunta. Na outra, os objetos organizados, à mostra. E como bem acontece muitas vezes com nossas bolsas e bancadas, há de tudo por ali: na mala da mãe, um ramo com quatro flores secas, um molho com seis chaves médias e uma minúscula, um batom com a ponta esborrachada, uma lista de compras, o vazio de um telemóvel (ou celular) que deveria estar ali – porque na verdade esse ficou em cima da bancada da cozinha…

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…aí você corre virar as páginas, ver a bancada, e ele está mesmo lá, um celular tristonho. Na bancada da cozinha, além do celular perdido, há também diversas outras coisas: uma cestinha com sete dentes de alho, dois tomates verdes e dois quase maduros, um pacote de manteiga que deveria estar no frigorífico (e lá no frigorífico está o pontilhado dele, vazio), quatro chávenas (nossas xícaras), uma com a asa partida – aí é só seguir com atenção que é capaz de você logo encontrar a tal asa perdida da xícara em outro lugar bem pouco provável. E assim segue.

É um livro cheio de interação com o leitor – além dessas brincadeiras, há também sempre uma pergunta ao final de cada página. Pode ser uma pergunta sobre quantos animais há ali, quais coisas vieram do jardim, o que seria estranho levar a uma praia em um dia de sol. Na última página, mais perguntas – e essas mais intrigantes, pra brincar de detetive mesmo: quem é que nessa família gosta tanto de cenouras? O que aconteceu ao chapéu perdido?

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Cada leitura vai longe, dura um tempão, porque se desenrola em dezenas de perguntas e brincadeiras. O Francisco se diverte! E as ilustrações são demais, as cores lindas (como aliás, tudo da Planeta Tangerina): tudo com muito verde e vermelho, branco e rosa. Tudo cheio de detalhes. O livro faz parte de uma coleção da editora chamada Cantos Redondos – os livros têm mesmo canto redondos e propõem a participação ativa do leitor: seja brincando, respondendo perguntas, construindo.

Agora onde comprar aqui no Brasil? Não consegui achar nenhum lugar que o venda (se você conhecer, pode me avisar!), mas a boa notícia é que dá pra comprar pela internet. Custa cerca de 13 euros no loja da editora –  tem que só ver quanto fica o frete (a coisa boa é que livro não é tributado, dá pra comprar sem medo de levar um susto).  😉