oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 6 anos, e vinícius, ainda bebê. seja bem-vindo! Leia mais



14 maio 2013

aplicativo: Dragoberto

Escrito por
Apps e livros digitais

Olha, deixa eu confessar: não sou muito fã de tablets e coisas do tipo não. Eu até queria gostar, mas não tenho paciência, e não sei, acho que as coisas não funcionam direito na minha mão (existe isso, será?). Mas né, esse mundo tecnológico aí, essa criançada antenada, é bom que eu aprenda a mexer nessas coisas todas e o Francisco também, como não? 🙂

Esses dias vi a indicação de um livro digital chamado Dragoberto, na Revista Crescer, e fiquei curiosa. Baixei para o Francisco e pronto, foi amor à primeira vista!

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A história é bonitinha demais: a maior diversão dos dragões é destruir aldeias e comer churrasco, mas não pra esse cara aqui. Dragoberto gosta mesmo é de imaginar aventuras e comer melancia. Problema é a hora de cuspir as sementes – imagine só um dragão cuspidor de fogo tentanto cuspí-las. Um dia ele descobre que existe uma terra, muito longe, onde as melancias não têm sementes – o livro é a história dele em busca dessa terra, suas aventuras.

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O aplicativo tem três possibilidades de locução e de texto: em português, espanhol e inglês. Dá também pra deixar off, mas acho legal justamente ouvir outra pessoa contando a historinha pra gente, tão gostoso. Algumas das páginas são interativas, dá pra brincar com elas. Fazer Dragoberto voar, pintar uma fotografia (minha parte preferida), apagar o fogo com a água (a parte preferida do Francisco).

É divertido, quase uma brincadeira. Aqui em casa funciona bem, menos pra hora de dormir. É difícil convencer o Francisco a desligar o tablet depois de ler a historinha, então prefiro deixar par as outras horas. Por enquanto, na hora da cama, só livrinho tradicional mesmo, de papel. Nas outras horas, vale tudo!

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O livro é disponível só para ipad e custa U$3,99 o download.

Mais informações aqui e na página da editora E-Stilingue.


11 maio 2013

livro: O que tem dentro da sua fralda?

Escrito por
Livros

Tô com dificuldade em acreditar que há vida após o desfralde. Explico: Francisco está perto de completar 3 anos de idade e ainda usa fralda, minha gente. Não tem jeito. Estamos no processo de mais uma tentativa de migração para o penico – mas tá tudo bem, calma, o pediatra do rapaz me garantiu que está tudo normal e quanto mais ficar ansiosa com isso, mas vou atrasar tudo. Então vamos com calma, tudo bem.

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Vamos conversando sobre isso, sugerindo uma visita ao banheiro vez ou outra, procurando incentivo de todos os lados – até dos livros. Esse aqui foi um dos mais bacanas que vi,  indicado pela Michelle, e vem sendo nosso companheiro. Ele conta a historinha de um ratinho muito curioso que anda por aí querendo ver o que tem dentro das fraldas dos seus amigos.

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Ele então vê a fralda do porquinho, do cavalinho, do cachorrinho, todas cheias de cocozinhos (me desculpem os diminutivos, mas foi o jeito), até que todos pedem pra ver a fralda dele (nada mais justo). Surpresa: ela está limpinha, limpinha. O ratinho então explica que faz cocô no penico, simples assim.

Termina com todos os bichinhos sentados cada um em seu penico – olha que coisa estranhamente fofa!

A história é bem simples, mas as ilustrações são bem bonitinhas e o livro é com abas: a criança abre de fato a fraldinha de cada bicho, é divertido. É engraçadinho e trata do desfralde com bastante naturalidade, o que facilita as coisas. A partir de um ano, por aí, já acho legal ler com a criança – já é um jeito de prepará-lo para o eventual desfralde.

O livro é escrito e ilustrado por Guido Van Genechten, belga, autor e ilustrador de diversos livros infantis.

O nosso foi a vovó do Francisco quem comprou, na feirinha literária da escola. O preço varia de 23 a 39 reais na internet, vale pesquisar.

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Livro: O que tem dentro da sua fralda?

Texto e ilustração: Guido Van Genechten

Editora: Brinque-Book


7 maio 2013

El Pájaro del Alma

Escrito por
Livros

Nem só dos livros do Francisco vive o blog – esse aqui, por exemplo, nos foi emprestado. O livro é da Caro, que trabalha como coordenadora na escola do pequeno. Nascida na Argentina, a Caro veio morar aqui há alguns anos – esse livro foi um presente dos amigos dela antes da partida. Está repleto de dedicatórias, coisa mais linda. É em espanhol, e se chama El Pájaro del Alma. Um dos livros infantis mais apaixonantes que já me passaram pelas mãos.

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Eu não sei falar espanhol, não ainda (rá!). Deixa eu explicar: depois de uma viagem para a Bolívia no início desse ano, na qual eu paguei um grande mico arriscando um portunhol muito do feio, comecei a estudar a língua. Com professor e tudo, resolvi aprender mesmo – e na nossa última aula, lemos o livro juntos. Aí deu pra entender direitinho, aprender algum vocabulário e arriscar ler para o Francisco depois, sem medo de ser feliz.

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A história do livro é a seguinte: diz ali que carregamos todos, homens e mulheres, um pássaro na alma. Ele vive só, sobre uma pata, e sente tudo o que sentimos. Sente-se feliz quando estamos felizes, triste quando estamos tristes. Quando somos abraçados, ele cresce, cresce a tal ponto que pode sentir o abraço.

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Dentro da alma, esse pássaro guarda diversas gavetas, as quais só ele pode abrir – justamente com a patinha que ele guarda escondida enquanto descansa. Quando ele abre qualquer uma dessas gavetas, tudo que há nela se espalha pelo corpo. Como cada coisa que sentimos tem sua própria gavota, o pássaro da alma vive ali administrando todas elas. Há a gaveta da alegria, da tristeza, da inveja, da esperança, da decepção, de preguiça, enfim – todos nossos sentimentos estão ali, engavetados.

Às vezes é o humano quem decide a gaveta que vai abrir – outras vezes, é o próprio pássaro. Por isso é importante escutar o próprio pássaro da alma, ouvir o que ele tem a dizer. O livro termina assim:

Por eso es convieniente

ya tarde, en la noche,

cuando todo está en silencio,

escuchar al Pájaro del Alma

que habita en nuestro interior,

hondo, muy hondo, dentro del corpo.

 

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Não sei se em espanhol tudo não fica  mais bonito (e não fica?), mas achei o livro lindo demais. É escrito por Michal Snunit, original de Israel, e é essa é uma tradução. O original, editado em 1984, já rendeu mais de 25 traduções no mundo todo, inclusive para o português, em Portugal (O Pássaro da Alma).

Nessa edição aqui, que a Caro nos emprestou, as ilustrações também são lindas demais. São do ilustrador Francisco Nava Bouchaín.

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Olha que interessante: pesquisando sobre o livro, encontrei algumas sugestões de atividades para se fazer em casa e na escola, a partir do livro. Uma delas sugere que as crianças façam gavetas e criem seiu próprio pássaro da alma, colocando dentro delas seus sentimentos, escritos em um papel. Dá uma olhadinha aqui.

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Livro: El Pájaro del Alma

Texto: Mijal Snunit

Ilustração: Francisco Nava Bouchaín

Editora: Fondo de Cultura Económica México