show: Concerto Para Crianças – Orquestra Sinfônica do Paraná

Já que semana passada contei da nossa programação do final de semana, o show do Palavra Cantada, essa vou contar do nosso passeio de ontem: Concerto para Crianças da Orquestra Sinfônica do Paraná. Ontem fomos ao primeiro concerto do ano, que caiu bem no dia das mães. Coisa mais linda.

Francisco tem verdadeira loucura por instrumentos – as cordas, as madeiras, os metais. Ele aponta um por um e diz qual é, é a coisa mais bonitinha de ver. E isso começou assim, indo aos espetáculos da orquestra, desde que ele era pequenininho. Levei ele ao primeiro quando tinha 2 anos, em 2012. No ano passado foram 4 os concertos da orquestra para o público infantil no Guairão – levei o pequeno em todos.

dia das mães com orquestra sinfônica <3

selfie mãe-e-filho à espera do espetáculo 🙂

Os concertos infantis são assim: têm programação diferenciada e são muito mais descontraídos. Geralmente têm duração de no máximo uma hora, pra criançada aguentar firme – mas nem sempre aguenta, e isso não é problema. Justamente por ser para os pequenos, é tudo mais flexível. Dá pra levantar sem medo e algumas crianças até passeiam pelo teatro. Lógico que algum respeito aos músicos é sempre bem-vindo, e às vezes acho que alguns pais abusam – choro e barulho atrapalham mesmo, e não custa sair com a criança do teatro.

Mas geralmente a criançada fica atenta – o concerto é dividido em peças curtas (chamam peças, será? eu não sei!) que são apresentadas separadamente por um palhaço e pelo próprio maestro. No ano passado o palhaço era o Sarrafo, personalidade curitibana. O cara é engraçado demais, a criançada ama. No espetáculo de ontem foi outro palhaço, também muito engraçado: Alípio. Ele apresentou as peças, os músicos, o maestro, fez diversas brincadeiras e entreteve o público todo enquanto o concerto não começava (e às vezes atrasa mesmo). 

o instrumento preferido do francisco é a harpa -  é sempre uma felicidade enorme quando conseguimos sentar perto dela.

o instrumento preferido do francisco é a harpa – é sempre uma felicidade enorme quando conseguimos sentar perto dela.

O próprio maestro também conversa com o público, explicando as obras e fazendo brincadeiras.  Acho isso bacana demais – desmistifica um pouco aquela figura tão nobre e torna o concerto mais acessível. Tanto para as crianças como para os adultos também, lógico – cada concerto é uma verdadeira aula. Os nossos preferidos do ano passado foram com o maestro Osvaldo Ferreira – ele é português, diretor musical e regente titular da Orquestra Sinfônica do Paraná. É um cara divertido. Todos os concertos infantis regidos por ele que levei o Francisco foram animados e bem didáticos – até pedir para mostrar os instrumentos ele já pediu aos músicos. Ontem foi o maestro Tiago Flores quem regeu a orquestra – e também foi muito divertido. A certa hora ele saiu do palco e voltou vestido de Harry Potter para reger o tema do filme, que foi lindamente tocado. A criançada enlouqueceu.

francisco e seu ukulele - ah sim, as crianças podem levar um instrumento e tocar junto no final.

francisco e seu ukulele, em um concerto do ano passado, junto com o amigo joão luca.

Mas a parte mais bonitinha de ontem foi quando um menino e uma menina da plateia foram escolhidos para subir no palco e brincar de reger a orquestra – o menino, Rafael, de 3 anos, fez um show. Foi a coisa mais bonitinha. Na plateia, todas as crianças acompanhavam com instrumentos trazidos de casa – aliás, pode e deve levar um. No final, o maestro orienta que todos toquem junto, é divertido.

Em todos os concertos são distribuídos o programa e também um mapa dos instrumentos, bem didático. É legal demais. Eles acontecem cerca de uma vez por trimestre, e custam 20 reais para os adultos e 10 para as crianças. Ainda não há na programação do Guaíra o próximo quando será, mas vale ficar de olho no site. Eu aviso no facebook do blog também, pode deixar. 🙂

 

secret pizza party

Eu e o Francisco compartilhamos uma paixão: pizza. Não tem comida que a gente goste mais, é uma loucura. Acho que por isso nos identificamos tanto com o guaxinim desse livro – ele é outro obcecado por pizza. Mas a questão é: não é fácil para um guaxinim poder degustar uma pizza em paz, com tantos humanos descontentes com o pobre animal. E é essa a história de um dos livros mais engraçados que eu já comprei para o Francisco: o sonho de um guaxinim de ter uma festa secreta da pizza.

IMG_8918

Comprei o livro em uma livraria que parecia um sonho, especializada em livros infantis, em Nova Iorque (ai que chique). Aliás, desde que eu comecei a curtir literatura infantil essa é uma coisa que eu sempre faço quando viajo: conhecer as livrarias especializadas da cidade onde estou, caso exista. Lógico que não é em todo lugar, mas já conheci alguns lugares fantásticos nessa brincadeira. Em Nova Iorque, por exemplo, tem a Books of Wonder. Vale uma visita em um passeio por lá – só a seção de livros infantis antigos e raros já vale a pena.

IMG_8925

Encontrei esse livro lá, exposto, e logo me liguei que seria especial para mim e para o Francisco – pizza, não tinha como. A historinha do guaxinim e da sua festa secreta da pizza é mesmo divertido demais. Logo no início, ele já começa:

“ah, pizza…so beautiful, you could hang it on the wall of a museum.

so convenient, you could eat in the bathtub.”

 

Numa tradução livre: “ah, pizza…tão bonita, que você poderia pendurá-la na parede de um museu. Tão conveniente, que você poderia comê-la na banheira.”. Francisco morre de rir com a ideia da pizza no museu ou da pizza na banheira, e ainda mais com o guaxinim tentando se disfarçar de gente para ir até a pizzaria conseguir uma fatia. E ó, não é fácil pro tal guaxinim não. Desviar de robôs atiradores de vassouras, da reunião dos entusiastas de vassouras, de uma fábrica de vassouras e outros absurdos são os desafios.

 

IMG_8935

O livro é da dupla autor/ilustrador Adam Rubin e Daniel Salmieri, que têm outro livro parecido, Dragons Love Tacos, bestseller de 2012 pelo New York Times. Fiquei curiosa pra conhecer. O Secret Pizza Party é o novo deles, lançado ano passado nos Estados Unidos. Dá pra comprar pela internet, fácil – sai cerca de 10 dólares cada um via Amazon ou 20 dólares pela The Book Depository (que entrega sem frete para todo o mundo).

show: palavra cantada “aventuras musicais”

Ontem teve show do Palavra Cantada aqui em Curitiba, e eu fui com o Francisco. Lindo domingão de sol, saímos de um churrasco com a turma da escola, super divertido, para ir ao espetáculo. Confesso uma preguiça danada na hora de partir para o teatro, mas valeu a pena. Não tinha como faltar mesmo –  primeiro, pelo preço do ingresso, que eu já tinha comprado. Caro, caro demais: 96 reais o adulto, 48 o infantil. O espetáculo foi no Teatro Positivo, e a verdade é que lá nenhum concerto é em conta. Uma pena. No final das contas, a plateia estava quase pela metade – talvez um pouco mais que isso, mas longe de estar completa. O preço, lógico. Quem pode pagar tudo isso por um espetáculo infantil, gente? Nem me entra na cabeça.

9109

Já que estou no modo reclamação aqui, mais uma: o atraso. Lá estava, 16 horas. Nós chegamos 15 minutos antes, e 16 horas estávamos sentadinhos bonitinhos. Eu sou meio caxias quando se trata de espetáculos e afins: compro os ingressos com antecedência e sempre chego no horário. É sinal de respeito com os artistas e toda a produção e poxa, não custa. Mas adivinha? Nada de começar no horário. Quem tem criança pequena sabe como é difícil ir a um evento desses: exige planejamento, paciência e disposição. É duro manter uma criança quieta dentro de um teatro com as cortinas fechadas, à espera que um espetáculo que não começa.

Não quero ser chata não, longe disso – mas acho que espetáculos infantis deveriam mais que quaisquer outros começar na hora. Só quem é mãe ou pai sabe como é difícil a espera, e olha, já perdi a conta das vezes em que fui a espetáculos para crianças que demoraram até 40 minutos para começar. Mas o povo também não ajuda: tinha gente entrando até perto do show terminar. Pessoal é cara de pau mesmo – 16:15, 16:20 e mais gente de pé do que sentada. É, o problema é esse, acredito eu, um círculo vicioso: o público atrasa, então os artistas atrasam também. Uma grande falta de respeito de ambos os lados – dos artistas e do público.

Mas ufa, reclamação feita, agora vamos à parte boa: o show. Começou atrasado, fato, mas foi sensacional – como a criançada ama Palavra Cantada, é uma loucura. E os adultos também, não é por nada não – que show divertido! O show é colorido, animado, tem dança, festa, a música é boa e conhecida – a maior parte dos clássicos da dupla foram tocados. Por exemplo, O Rato, Bolacha de Água e Sal e a preferida das crianças (deu pra ver pela bagunça na platéia na hora da música), A Sopa. Além disso, a dupla também cantou músicas diferentes, adaptadas com um jeitinho de criança, como Leãozinho, do Caetano Veloso, e O Vira, dos Secos e Molhados. Não teve pai, mãe ou criança na platéia que não tenha cantado junto. O show durou cerca de uma hora – teve muita música boa e até uma paradinha especial da banda toda virada para cada canto da plateia pra “tirar uma foto e colocar no instagram ou no face”. E dá-lhe celular, câmera, flash pra registrar a pose.

RTEmagicC_palavra_cantada_tca_txdam150693_d7c6ba.jpg

essa foto não é minha não, viu? roubei da internet.

O show Aventuras Musicais é do último dvd da dupla Paulo Tatit e Sandra Peres, Pauleco e Sandreca. Pra quem não conhece (coisa que duvido), Palavra Cantada é um dos grupos brasileiros mais bacanas de música infantil, de longe. Existe desde 1994 (20 anos já, gente!) e tem mais de 20 discos e dvds lançados. Dá uma olhadinha no canal do youtube deles pra ver quanta coisa divertida tem. De música de ninar à música pra balançar mesmo, como as do show, que foi demais. Aliás, as palavras do Francisco na hora de ir embora: “show legal, né mãe?”. 🙂