livro: o leão e o camundongo

Sabe o que são fábulas de Esopo? Espera, primeiro: o que são fábulas. Fábulas são histórias em que os personagens são animais que exibem características humanas, e que geralmente terminam com uma lição de moral. As de Esopo são chamadas assim porque são creditadas a Esopo, um escravo e contador de histórias que viveu no século V a.c. As fábulas que mais conhecemos são as atribuídas a ele: A Cigarra e a Formiga, A Raposa e as Uvas, A Tartaruga e a Lebre, entre outras.

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Esse livro, O Leão e o Camundongo, conta uma dessas fábulas – mas de um jeito especial: sem palavra alguma, só ilustração. E ilustrações absolutamente lindas. A história é a seguinte: um camundongo vai parar garras de um leão, que por alguma razão o deixa fugir livre. Um dia então, no meio da selva, o leão cai em uma armadilha humana – e é o pequeno camundongo que o vem resgatar, roendo a corda para que o felino fuja livre. Moral da história: nenhum ato de solidariedade é desperdiçado.

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É uma releitura da fábula, ilustrada por Jerry Pinkney, um dos maiores ilustradores norte-americanos de literatura infantil. As ilustrações são mesmo de tirar o fôlego – tudo enorme, completando as páginas inteiras, cheias de detalhes. Um desses detalhes, aliás, é o cenário no qual escolheu que a história se passasse: o Parque Nacional Serengeti, da Tanzânia e do Quênia. Ele fala sobre isso no final do livro: “pareceu-me apropriado situar a fábula no Parque Serengeti, com seu horizonte amplo e sua vida selvagem abundante, tão impressionante embora tão frágil tal como os dois lados de cada um dos heróis protagonistas desta fábula grandiosa e eterna”. 

Pinkney carrega diversos prêmios de ilustração, inclusive uma medalha Caldecott, que ganhou em 2010 por esse livro. E olha que história bacana: quando era pequeno, Pinkney foi diagnosticado com dislexia, e sofreu um bocado por isso. Foi o desenho que o fez superar seus problemas e recuperar a auto-estima. Começou a desenhar pequenino – hoje, aos 75 anos, tem um bocado de livros publicados, um mais bonito que o outro. Vale dar uma olhada aqui para ver todos. O Leão e o Camundongo é publicado no Brasil pela WMF Martins Fontes.

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música e dvd – MPBaby

Ufa, final de semana não foi fácil por aqui não, minha gente. Mãe e filho com virose, pode isso? Pode, nada mais normal, na verdade – virose passa mesmo, todo mundo sabe. Agora passar um final de semana de janeiro, com o maior sol lá fora, intercalando visitas ao banheiro (ai, desculpa gente, mas é verdade) é dureza, viu? Mas passou, passou. Francisco e mãe passam bem, obrigada.

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Mas aí vem a parte boa: na sexta-feira a gente recebeu uma caixinha da gravadora MCD. Coisa mais fofa, com lacinho e tudo, “para Francisco”. Dentro, dois discos e um dvd da coleção MPBaby. O motivo: a coleção completa 10 anos esse ano e teve toda sua identidade visual repaginada. Tem personagens novos (nos dvds) e cara nova, tudo muito bonitinho. Pronto, melhor coisa pra quem teve que passar o final de semana em casa: pudemos curtir mesmo o presente, ouvir música e assistir aos clipes musicais, bem tranquilões jogados no sofá.

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A verdade é que a coleção MPBaby faz parte da vida do Francisco desde que ele era bebê. Eu lembro bem quando ele era bem pequenino, tinha semanas, meses de vida – a gente ouvia um disquinho da MPBaby de chorinho (esse aqui ó), bem baixinho no quarto, na hora de dormir. Na hora de TENTAR dormir, no caso, que o garoto aqui nunca foi fácil – a hora de cair no sono sempre exigiu uma atenção especial, e por isso muitas vezes tinha até trilha sonora. As músicas são bem gostosas, em sua maioria instrumental (com exceção dos discos de cantigas e rimas, que são dois, e têm voz) – e aí são várias as opções, pra todos os gostos mesmo: de Chico Buarque a U2, de forró a Pink Floyd, tudo com jeitinho de canção de ninar, bem para os pequenos. Escuta essa, Singin in the rain, que vale:

Hoje, o Francisco está um pouco grandinho pra coleção, especialmente os dvds. Sabe, tá naquela fase de super-heróis, emoção, agito – se é que me entendem. Meio bebê, meio piá, mas mais piá do que bebê. Ele curte, acha bonitinho, fica feliz da vida quando é música que conhece e gosta (põe 1,2,3 indiozinhos pra ver só), mas logo perde o interesse. A coleção é mesmo para o público para a qual foi feito: até 3 anos, em média. Talvez se fosse mais novinho se interessasse um pouco mais. Mas a música a gente escuta e vai continuar escutando – no carro, na casa, se pá até na hora de dormir de novo. Tão gostoso!

Ah, pra quem quiser conhecer a nova cara da MPBaby e ver o material todo, só entrar aqui. E pra conhecer tudo o que a MCD produz (é muita coisa, tem de Palavra Canta, que a gente ama, a outros grupos que fiquei curiosa para conhecer), corre aqui.

revista – YOYO

Eu vi sobre a revista YoYo pela primeira vez no site ItMãe, mês passado, e fiquei curiosa. Uma revista com atividades, historinhas, quadrinhos, música e mais para a criançada – a ideia não é sensacional? Lembro que quando eu era criança curtia demais aqueles almanaques – os meus eram mais simples, da Turma da Mônica mesmo. Edições especiais das férias, eles vinham grandões, com várias atividades. Eu esperava ansiosa pelo dia em que chegavam às bancas. 

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Por isso não resisti à ideia da revista infantil e logo encomendei no site. E olha, de fato é bem bacana. Tem muita coisa legal. A indicação é de 4 a 7 anos – mas lógico, pode ser pra crianças menores e pra crianças maiores também. A indicação é só uma sugestão, como fazem as editoras – cabe aos pais decidir se seus filhos vão ou não curtir, entender, aproveitar. Da nossa experiência: pro Francisco ainda não deu. Quer dizer, ele folheou, curtiu e aproveitou especialmente as atividades. Fui eu que aproveitei o resto.

As atividades são divertidas – e dá pra evitar cortar e rabiscar a revista baixando no site algumas delas. Eu e o Francisco fomos na raça mesmo, cortamos e pintamos a revista – afinal, a ideia era brincar como num almanaque. Essa aqui foi nossa preferida, recortar pedacinhos de obras de arte e colar na cabeça da Marilyn. A obra do Francisco ficou assim (à esquerda):

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Fora as atividades, tem fotos (para a criança dizer o que vê e dar nome), dicas de música, poesia e até receita de pizza (tô prometendo pro Francisco que vou fazer com ele esse final de semana).  Um monte de coisa divertida, especialmente para as crianças um pouco mais velhas.

Só uma coisa: é bem carinha, viu? Quer dizer, dá pra ver claramente que o material é de qualidade e que é feita com muito carinho. E bem, a gente sabe o quanto não é barato editar uma coisa dessas no Brasil. Mas custa R$ 39,90 uma só edição (mas com frete incluso, para todo o Brasil). É o preço de um bom livro. Vale pensar o que a criançada vai curtir e aproveitar mais.

Para comprar: está à venda na Japonique (foi por lá que eu encomendei, chegou super rápido), ou dá para assinar entrando em contato pelo email queroyoyo@yoyozine.com.br.  E a gente aguarda a segunda edição!