oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 6 anos, e vinícius, ainda bebê. seja bem-vindo! Leia mais



19 abr 2013

livro: Coelhinho e a Cenoura Mágica

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Livros

O presente de Páscoa do Francisco esse ano foi um livro. Quer dizer, teve chocolate e pão de mel na cesta também, que ninguém é de ferro, mas o principal presente foi esse: o livro Coelhinho e a Cenoura Mágica. Queria comprar um livro com algum coelho simpático justamente para ficar no clima de Páscoa – e achei esse tão bonitinho!

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A história é assim: Coelhinho e Claudinho (que também é um coelho, no caso) plantam sementes de cenoura para participar de uma competição pela maior hortaliça. Eles plantam com vários outros amigos (todos coelhos): abóboras, rabanetes, alho poró, abobrinhas. Todo mundo plantando, todo mundo muito feliz, muito saudável.

Pra que todas as hortaliças cresçam, eles fazem de tudo: dançam, cantam, cuidam, até adormecem na plantação. No dia da competição, todos os coelhos têm suas hortaliças grandes: para identificar o ganhador eles pensam em pesá-las, mas sem sucesso – todas são pesadas demais, impossível. Tirar medidas também não funciona, pois elas têm formas diferentes. O jeito então, para descobrir a vencedora, é experimentar cada uma e ver qual está mais saborosa.

No final, gostam tanto das tais hortaliças, que resolvem fazer uma torta gigante com todas elas, para comê-la juntos. Pronto, todo mundo feliz.

É um livro bem legal para crianças de 2, 3 anos, bem a idade do Francisco. Tem a linguagem bem simples, com bastante repetição e diálogos dos bichinhos. Também têm figuras divertidas e os nomes de vários legumes, coisa que dá aquela ajudinha na hora de comer: ‘filho, corre aqui, vem comer a abobrinha igual àquela que o coelhinho plantou, olha só’ (quem nunca?). 😉

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Livro: Coelhinho e a Cenoura Mágica

Texto: Gunter Segers e Heidi D’hamers

Ilustração: Heidi D’hamers

Editora: Zastras


17 abr 2013

De Caras

Escrito por
Livros

Um dia, passeando com o Francisco perto da Praça da Espanha, aqui em Curitiba, entramos para conhecer uma livraria infantil que tinha recém-aberto (e que agora já está completando um ano, vejam só!): Navegadores. A coisa foi meio por acaso, e tivemos uma bela surpresa. O espaço é sensacional, perfeito para as crianças, com almofadões, poltronas, mesinhas, e claro, muitos livros, um mais legal que o outro – desses, muitos portugueses.

Acabamos virando cliente fiéis – volta e meia vamos lá em busca de novos títulos. Mas o primeirão que compramos lá, hoje um dos nossos preferidos, foi esse, o De Caras:

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É um livro bem diferente, formado por tiras que formam personagens distintos conforme são viradas. Cada página é dividida em três dessas tiras, com olhos, narizes e bocas completamente diferentes: são 4096 possibilidades de rostos, no total. Há os carecas, cabeludos, crespos, lisos, tristes, alegres, monocelhas, narigudos, com barba, sem barba, de camisa ou regata.

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Cada olho/nariz/boca traz um e uma pequena biografia, todas muito divertidas.

Com muito, mais muito esforço escolhi minhas três preferidas (o Francisco ajudou):

ANATÓLIO

Nasceu com uma estranha alergia. Sempre que come arroz, fica com os olhos rasgados como os dos orientais. Se come massa, começa a falar italiano. Se não come nada, começa a chorar em português.

 

CONSTANTINO

Um dia encontrou num livro uma personagem com um nome igual ao seu e pensou que só podia ser mesmo ele. Assim, transformou-se em personagem, com outros modos e outras falas. E acreditou na mudança.

 

ZEFERINO

Começou como nadador-salvador* numa praia de muito movimento nos meses de Verão. Um dia, em vez de um turista salvou uma alforreca**. Mesmo assim, foi muito aplaudido pela família das alforrecas.

 

(*adoro essas diferenças do português de Portugal e do nosso: nadador-salvador é salva-vidas, lógico – mas sabe o que são alforrecas? Águas-vivas!)

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Acho sensacionais os textinhos, bem em estilo português – e o Francisco, o Francisco se diverte mesmo é montando as caras, escolhendo com quem elas se parecem e repetindo os nomes divertidos.

A Pato Lógico Edições, editora portuguesa, tem outros livros bem legais. Vale olhar no site, dá vontade de ter todos. Consegui, lá mesmo na Navegadores, o Estrambólicos (que é no mesmo estilo desse De Caras) e o Se eu fosse um livro – logo conto deles pra vocês.

Não são baratos: o De Caras custa 50 reais. Acredito que dê pra comprar online também, diretamente de Portugal, via Wook. Mas o livro sai 14,50 euros + frete, ou seja, acaba saindo a mesma coisa.

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Livro: De Caras

Autor: José Jorge Letria

Ilustrador: André Letria

Editora: Pato Lógico


12 abr 2013

Lúcia Já-Vou-Indo

Escrito por
Livros

Tem os livros que são do Francisco, e de vez em quando ele me empresta um ou outro, e tem os livros que são meus, MUITO MEUS, e eu empresto pra ele. Lúcia-Já-Vou-Indo é um deles. Era um dos meus livros preferidos quando criança.

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nossa cópia está velhinha, mas cheia de amor!

Imaginem minha emoção quando, há alguns meses, encontrei esse livrinho escondido em um armário da casa de praia, abandonado. Um tanto quanto mal-tratado, velho e rabiscado, mas tava lá, e eu o resgatei e logo fui mostrar pro Francisco. Lembro que eu tinha uns 6, 7 anos quando amava esse livro – ele tem os textos um pouquinho mais longos, mas dá sim para ler para uma criança de 3 anos. As ilustrações são coloridonas, lindas, cheias de detalhes, e rendem conversa.

Sabem o mais engraçado? É a gente reparar o quanto essas histórias da nossa infância ficam mesmo na memória. Fui lendo o Lúcia Já-Vou-Indo para o Francisco e lembrando de tudo, absolutamente tudo, mesmo sem ter tocado no livro há mais de vinte anos. Até as ilustrações estavam frescas na memória, e foi uma delícia ver tudo aquilo de volta.

A história é muito bonitinha. No livro, Lúcia é uma lesminha muito da devagar:

“Lúcia Já-Vou-Indo não sabia andar depressa. De maneira nenhuma. Andava devagar, falava devagar, chorava e ria devagarinho e pensava mais devagar ainda. Muito natural, pois ela era uma lesma.”

o francisco diz que a lesma se parece comigo quando está de peruca. rs.

o francisco diz que a lesma se parece comigo quando está de peruca. rs.

 

Sempre convidada para festas, ela nunca chegava a tempo, vivia atrasada. Recebe um convite para a festa da libélula Chispa-Foguinho (adoro os nomes dos personagens) e, ainda faltando uma semana para o evento, ela se desdobra para dessa vez chegar a tempo.

“- Depressa, Lúcia, assim você não chega! – diziam de passagem.

E ela respondia mastigando devagarinho um brotinho de alface:

– Já vou indo, já vou indo… – e se esforçava, pensando que estava andando um bocadinho mais depressa.

Que engano! Quase não saía do lugar.”

Não adianta. Alguns imprevistos no caminho e mais uma vez ela chega tarde à festa.

A própria libélula Chispa-Foguinho, triste pela amiga, propõe organizar o próximo festerê na casa de Lúcia: assim ela não teria como se atrasar. Mas adivinha? Festa arrumada, comes e bebes, bandeirinhas, convidados chegando e nada de Lúcia Já-Vou-Indo. As libélulas então se organizam mais uma vez e trazem Lúcia voando, literalmente, em cima de uma folha de capim. E assim a história termina feliz:

“Foi assim que oh, maravilha! pela primeira vez na vida, Lúcia-Já-Vou-Indo assistiu a uma festa inteirinha, do começo ao fim.”

Apesar de já ter sido reeditado desde a minha época, é difícil de encontrar por aí. É um livro pra garimpar em sebos – na Estante Virtual tem até por 8 reais, vale dar uma olhada.

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Livro: Lúcia Já-Vou-Indo

Autora e Ilustradora: Maria Luísa Penteado

Editora: Ática