oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 7 anos, e vinícius, de 1 ano. seja bem-vindo! Leia mais



10 jun 2013

Telefone sem Fio

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Livros

Telefone sem Fio é o outro livro no estilo daquele do último post, Bocejo. Segue exatamente a mesma linha, é grandão (tem 35cm por 25cm, acabei de medir, estava curiosa), e o destaque do livro são as ilustrações, uma mais incrível que a outra.

São diversos personagens cochichando um no ouvido do outro, como na brincadeira do telefone sem fio. O bobo da corte cochicha para o rei, que cochicha para o cavaleiro de armadura, que cochicha para o escafandrista, e assim vai. Personagens de várias épocas, lugares e histórias se misturam na brincadeira. Até o papagaio entra nela, com um cochicho do pirata (o preferido do Francisco, aliás). A perua, o turista, a chapeuzinho vermelho, todo mundo na base do diz-que-diz-que. Não há texto algum, só as ilustrações. E aí é a parte mais legal: fica pra gente e pra criançada inventar o que cada um tá falando.

O livro é ilustrado por Renato Moriconi e idealizado por Ilan Brenam, assim como o Bocejo. Gosto da historinha que o próprio Ilan conta na última página do livro, quando fala como surgiu sua ideia: em um restaurante, ele propôs o jogo do telefone sem fio, e a criançada curtiu a brincadeira – “fiquei com a cena das crianças falando ao pé do ouvido dos adultos rodando na minha cabeça, as expressões de cada um ao ouvir o cochicho do outro não paravam de invadir meus sonhos”. Foi aí que ele decidiu transformar a brincadeira em livro, chamando seu amigo artista Renato Moriconi para ilustrá-lo lindamente. Deu nesse livro lindão aí, cheio de possibilidades e referências divertidas.

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Livro: Telefone Sem Fio

Ilan Brenman e Renato Moriconi

Editora: Companhia das Letrinhas 


4 jun 2013

Bocejo

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Livros

Adoro esses livros infantis grandões, que a gente mal consegue segurar direito. O Francisco também. Aí ele obceca no livro e quer andar com ele por aí, sai tropeçando, arrastando o pobre coitado e querendo levá-lo pra todo lugar. Ontem quis levar esse pra escola. Levou, mostrou para os amigos, e a professora me contou que o livro acabou até virando atividade.

O livro se chama Bocejo. Não tem texto, apenas um “OOOOOHHHH” que acompanha lindas ilustrações em pintura a óleo, de grandes figuras (ou não) bocejando. Tem estátua, astronauta, vicking, Napoleão Bonaparte, Charles Chaplin e outros, todos de bocão aberto. E tudo naquele livro grande, as ilustrações com bastante destaque, coisa linda:

A última página é espelhada, pra você se ver bocejando. E ó, é batata: você folheia o livro e boceja, não tem como. É ver um bocão aberto que a gente logo vai abrindo o nosso, não tem coisa mais contagiante.

As ilustrações são de Renato Moriconi, e a autoria de Ilan Brenman. A dupla tem outro livro bem bacana, no mesmo estilo, que se chama Telefone Sem Fio. Falo dele na próxima!

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Livro: Bocejo

Texto: Ilan Brenman

Ilustração: Renato Moriconi

Editora: Companhia das Letrinhas

 


29 maio 2013

Cadê o meu penico

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Livros

Continua aqui em casa a saga do desfralde. E eu continuo tentando de todo jeito mostrar pro Francisco o quanto o penico é legal, bacana, sensacional, muito mais interessante que a fralda. Aí nesses últimos dias é tema recorrente por aqui: cocô, xixi, penico – até os livros que a gente tem lido falam disso. Esses dias falei aqui do O que tem dentro da sua fralda?, o primeiro livro que conhecemos que falava do assunto. Esse aqui, Cadê meu penico?, encontrei na livraria essa semana – não resisti e comprei. Falou de penico, entrou pra nossa biblioteca. Estamos assim, agora.

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A história é bem engraçada: um certo dia a Hortênsia sai apurada para usar seu penico e cadê? Sumiu. Não e encontra de jeito nenhum – enquanto isso, do outro lado da fazenda, olha o que acontece:

“Ali pertinho, dona Malhada estava toda animada. Conversava com os amigos:

‘olhem só o que achei jogado aqui no chão…’

‘o que é isso, uma gamela? acho que é um tigelão!’

‘esse pote, na verdade, serve pra fazer cocô’

‘oba, eu tô com vontade’

‘você tá? eu também tô’

‘então façam, por favor, uma fila pro cocô.'”

 

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E lá vão todos os bichinhos fazer cocô no penico, em fila. Enquanto isso a pobre Hortênsia sai perguntando por ele, apertada. Só que ninguém sabe que aquilo se chama penico, oras.  Mas no final eles de entendem: o que os bichos, empolgadíssimos, chamam de ‘pote cocozeiro’ é na verdade o penico da menina. E finalmente Hortênsia faz seu cocô bem feliz:

“E assim termina a história

da nossa pequena Hortênsia,

que precisava fazer uma tal coisa

com muita, mas muita urgência!

‘Que situação! Ela só queria fazer cocô, então?'”

 

É mais um jeito de tratar o assunto: aqui em casa o penico agora é igual ao da Hortênsia, dos bichinhos todos, veja só Francisco, que coisa mais bacana – ele se diverte, mas ainda não se animou a usá-lo para os devidos fins. Pois bem, vamos tentando.

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É mais um livro bonitinho pra nossa coleção desfralde, divertido, com ilustrações bacanas. Gosto do jeito que o texto quase faz parte da ilustração, tem uma diagramação bem diferente. E sabe, também acho que a rima funciona bem no livro – o original é em inglês, chama-se Have you seen my potty?. Não cheguei a vê-lo, mas me parece que funcionou bem a tradução para o português. As rimas são bonitinhas e engraçadas, e é divertido ler. O Francisco aprovou, eu também.

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Livro: Cadê o meu penico?

Texto: Mij Kelly

Ilustração: Mary McQuillan

Editora: Companhia das Letrinhas