The Lorax

Vamos lá, quem quer falar de livro em inglês? Eu quero. O Francisco também – foi ele quem sugeriu que eu falasse desse aqui primeiro, de todos que eu trouxe de viagem para ele. The Lorax, a história do simpático guardião das florestas.

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Mas deixa antes eu falar outra coisa, sobre ler em inglês com o Francisco. Já contei aqui num post sobre o The Very Hungry Caterpillar que eu gosto bastante de ler em outras línguas com ele – até naquelas que eu me bato, como o francês. A gente lê e estuda junto, muitas vezes até corro em busca de um dicionário – e sempre acabo aprendendo  bastante junto com o rapazinho. No começo, quando ele era menor, ele ria quando me ouvia falando outra língua. Mas acompanhava. Aí eu fazia assim: lia o texto e depois conversava com ele sobre o que a página mostrava. Sabe, não fazia a tradução literal – até porque aí ele não dava bola mesmo. Eu comentava o que acontecia no livro, falava da ilustração – aliás, é muito como ainda faço ainda hoje, mas parece que cada dia flui melhor.

Hoje eu percebo que ele presta mais atenção – especialmente quando leio em inglês. Às vezes até arrisco ler direto, sem pausa, como se estivesse lendo em português. Funciona especialmente quando é um livro que ele conhece e gosta bastante. Outras vezes ele para e me pergunta: “o que é tal coisa, mãe”? E eu vejo que ele entendeu bem quando pega o livro e me conta ele a história, do jeito que se lembra. Aí vem português e inglês junto, aquela festa.

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Pois voltemos ao Lorax, o livro de hoje. Aí que nessa brincadeira de começar a comprar livros para o Francisco em outras línguas, eu comecei também a conhecer a literatura infantil de outros países e procurar por clássicos. Tipo a obra do Dr. Seuss – clássico americano, é ele o autor do conhecido Cat in the Hat, o Gatola na Cartola. Theodor Seuss Geisel  (é esse completo nome dele) faleceu em 1991, e deixou um livro mais legal que o outro: 46, no total. Sua obra é realmente sensacional: ele não só escrevia as obras como também as ilustrava, tudo com capricho (andei fazendo a lição de casa a respeito dele, dizem que era super perfeccionista e demorava a ficar satisfeito com seus próprios livros).

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A forma como ele escrevia também era bem diferente: cheio de rimas, onomatopéias e até palavras inventadas. E cheio, cheio de humor. Esse livro aqui, o Lorax, foi publicado pela primeira vez em 1971, e conta uma história sobre o meio-ambiente (pois é, atualíssimo!). O Lorax é um serzinho laranjado, portador de um grande bigode amarelo, que mora dentro das Truffulas Trees. Essas árvores coloridas e frutíferas alimentam uma porção de bichinhos – até o dia que são descobertas pelo tal Once-ler, que narra a história toda. O Once-ler corta as árvores para transformá-las em uma espécie de roupa (os thneeds) – e ganancioso por mais e mais dinheiro,vai cortando todas, para desespero do Lorax e dos bichinhos todos. Até o dia que…bem, tem que ler o livro. E também ver o filme: em 2012 o livro virou uma animação bem divertida – que aliás, merece um post à parte.

Mas ó, tem que ler o livro mesmo. Especialmente porque a forma como ele é escrito é muito divertida – e é de verdade uma aulona de inglês. Chega até a ser meio difícil, eu me embananei pra ler nas primeiras vezes para o Francisco. Mas agora é só alegria, e até voz especial eu faço pro Lorax e pro Once-ler. Um dos nossos trechinhos preferidos:

“And then I got mad.

I got terribly mad.

I yelled at the Lorax: ‘Now listen here, Dad!

All you do is yap-yap and say, ‘Bad! Bad! Bad! Bad!’

Well, I have my rights, sir, and I’m telling you

I intend to go on doing just what I do!

And, for your information, you Lorax, I’m figgering

on biggering,

and biggering,

and biggering,

and BIGGERING,

turning MORE Truffula Trees into Thneeds,

which everyone, EVERYONE, EVERYONE needs!'”

 

Pra comprar o livro, só lá fora mesmo – ou através de sites como a Book Depository. Custa 23 dólares e o envio é gratuito para qualquer lugar do mundo (aqui ó). Nos Estados Unidos dá pra achar na faixa de 12 dólares em qualquer livraria – até por 2 dólares (!), usado, via Amazon.

 

 

caras animalescas

Afe! E eu achando que ia conseguir atualizar o blog no meio da viagem, que ingenuidade. Fui pra Montreal, pra Nova Iorque, não parei um minuto na frente do computador e acabei abandonando o blog um pouquinho – mas ó, já estou de volta e com a mala cheia de livros infantis bacanas. Prometo mostrar tudo, rá.

Mas pera – antes deixa eu falar desse aqui, que comprei antes da viagem e o Francisco curtiu demais (e tem passeado pela casa nas mãos dele desde que voltamos pra cá). Chama-se Caras Animalescas e é novidade – o terceiro livro da Trilogia do Retrato, projeto bonitão de Renato Moriconi e Ilan Brenman. Já falei dos outros dois aqui: Bocejo e Telefone sem Fio. Todos têm formato grande, e como o título da trilogia sugere, mostram retratos humanos com jeito curioso. Tudo com desenhos absolutamente incríveis.

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Os autores propõem logo no início do livro: “Vocês já repararam que existem pessoas que se parecem com alguns animais?” – e aí começa a brincadeira. A Sra. Maricota que tem cara de gaivota, a Sra. Deodata tem cara de gata, o Sr. Adelardo com cara de…leopardo. O Francisco gosta de terminar dizendo o bicho, se diverte. Nosso preferido:

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Me bati pra escolher duas imagens pra mostrar pra vocês, mas somos muito fãs do Sr. Miliguim – então escolhemos ele também:

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O livro é divertido demais – e dá pra desenrolá-lo facilmente em várias brincadeiras. Aliás, os outros dois também permitem isso. Preço: R$ 37,50 na loja da editora e ó, 22 reais na Fnac online, acabei de ver. Tá aí uma ideia bem legal de presente de Natal (ai, mas já é hora de pensar nisso?) – a trilogia completa, imagina que sonho.

quem soltou o pum

O Francisco tá naquela fase: MORRE de rir de falar de pum, cocô, meleca de nariz e afins. Mas bem, eu também não posso falar muito: ele tem três anos e ri disso tudo – eu tenho 31 e rio junto, às vezes sozinha (confesso). Esse livro aqui é um que faz a gente rir alto; chama-se Quem Soltou o Pum?, e é da Blandina Franco e do José Carlos Lollo, a mesma dupla que escreveu e ilustrou o último livro do qual falei aqui, Grande Pequeno. Assim: o Pum aqui, no caso, é o nome do cachorrinho.

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O livro é na voz do garotinho, tutor do cachorro chamado Pum. E ele conta:

“Meu melhor amigo é o Pum. Nada me deixa mais feliz do que soltar o Pum. Mas às vezes as pessoas olham feio pra mim porque o Pum faz barulho e atrapalha a conversa dos adultos. Meus pais dizem que isso acontece porque tem hora certa pra soltar o Pum. Quando eu solto na hora errada, ele incomoda os outros e eu acabo levando um monte de bronca à toa.”

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Já deu pra sacar né? A historinha é simples – mas é engraçada justamente pelo nome do danado do cachorro. Aí é uma situação mais engraçada que a outra. O Pum quando sai de casa e toma chuva fica molhado e mais fedido ainda, a Tia Clotilde que não adianta, é só chegar em casa que já solta o Pum.

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O trocadilho divertido rende altas risadas, e o livro faz um sucesso danado com a criançada toda – tanto sucesso que foi até lançado em versão digital, para iphone e ipad (aqui). Eu não sabia – fui só descobrir agora e fiquei super curiosa para conhecer. Além disso, também já existe um segundo livro com novas peripércias do cachorrinho Pum, o Soltei o Pum na Escola – esse a gente também tem, adora, e eu vou deixar pra falar dele numa próxima ocasião.

Ah, o preço: paguei cerca de 25 reais nas nossa cópia (que é o preço da editora), mas tem por 16, 17 reais aí pela internet. Aquela coisa, tem que pesquisar. Pesquisar e comprar sem medo, que esse livro é diversão garantida.

***

Deixa eu contar: estou viajando. Sem Francisco. Pois é, nem vou entrar no mérito saudade e tal, que não tá fácil não (é impressão minha ou vai ficando cada vez mais difícil?). Mas ainda assim vou tentar atualizar o blog, prometo. Enquanto isso, vai seguindo a gente no instagram: @oslivrosdefrancisco. Estou louca pra conhecer umas livrarias bacanas e comprar livros legais por aqui (no momento, em Montreal), e vou postando lá o que for encontrando. E depois, vocês já sabem, conto tudo aqui. 😉