Como ser babá do vovô

Esse mês está rolando uma atividade na escola do Francisco sobre os avós. As crianças levaram fotos, histórias e brincadeiras do tempos deles – e também levaram os próprios. Coisa mais bonitinha: o combinado é que o vovô ou a vovó mostre um talento. Vale desenhar, tocar, ler uma história ou fazer uma salada de frutas pra criançada – o importante era estar lá.

O vovô do Francisco, meu pai, foi na semana passada e modéstia à parte, diz que foi um show. Ele primeiro tocou violão: sapo cururu e marcha soldado, e a criançada cantou e dançou junto. Depois fez alguns desenhos – aliás, estão lá pendurados na parede da sala de aula um elefante, uma cobra, uma ovelha, tudo desenho do (muito talentoso) vovô Napoleão. Nem preciso contar o orgulho do Francisco nessa brincadeira toda. 

IMG_7293MODIF

Outra atividade que fizeram na escola foi ler um livro sobre os avós – essa foi a introdução do projeto, na verdade. A Amanda, professora da turma, me pediu indicação de algum livro que tratasse do assunto. Na mesma hora me lembrei desse aqui, Como ser babá do vovô – tinha comprado por indicação do site Kids Indoors. Foi escolhido logo de cara, tão bonitinho que é, e emprestamos o livro pra ser trabalhado na escola. A criançada curtiu.

A ideia do livro é bem bacana: o vovô vai cuidar do netinho enquanto os pais saem para trabalhar – só que a história é contada pelo garoto, que jura que na verdade é ele quem está cuidando do vovô. Então ele fica de babá e ainda passa as dicas: lanches que o vovô gosta, brincadeiras, ideias de desenhos. Tudo na voz da criança:

“Depois do lanche, é hora de levar o vovô pra passear.

Se estiver frio, agasalhe bem o vovô.

Se estiver fazendo calor, não se esqueça de passar protetor solar nele, principalmente na careca.

Lembre-se de dar a mão para ele quando for atravessar a rua, ensine a ele a sempre olhar para os dois lados.”

IMG_7304MODIF

Um livro fofo, fofo mesmo! Ele é da americana Jean Reagan, e nos Estados Unidos fez bastante sucesso – tanto que em março de 2014 a autora lança o How to babysit a grandma, a versão de como cuidar da vovó. No Brasil a edição é da Cia. das Letrinhas – e se liga na dica: está em promoção na fnac, de 29 por 20 reais.

***

Livro: Como ser babá do vovô

Texto: Jean Reagan

Ilustração: Lee Wildish

Editora: Companhia das Letrinhas

Sneaky Sam

Olha, admito que ainda não me acostumei mesmo com essa coisa de tablet. Acho sensacional, mas sei não, ainda me bato pra umas besteiras. Mas tenho achado muito aplicativo legal, especialmente coisas para crianças – e apesar de meio devagar, cada vez vou me habituando mais ao mundo dos tablets. O Francisco adora (com moderação, claro, minha gente) – desde os quebra-cabeças até claro, os livros digitais. E olha, tem um mais bacana que o outro. Esse aqui eu vi indicação na página do facebook da E-Stilingue (que faz o Dragoberto, livro digital do qual já falei por aqui):

IMG_7116

Sneaky Sam conta a história de um garotinho que gosta de aprontar. A tradução de sneaky é ‘sorrateiro’ – sabe, aquele garoto malandro? Então, o Sam é assim. Ele se esconde no armário, troca seu desenho na escola com o amigo Cooper, coloca uma aranha de brinquedo na lancheira na amiga Harriet (sacanagem), entre outras travessuras.

É em inglês – e aliás, um inglês lindo, britânico (adoro o sotaque!). As ilustrações são muito bonitas, da australiana Binny – com três cores principais: amarelo, vermelho e azul. E cheia de detalhes – essa é a parte mais legal, enquanto a gente vai lendo, dá para tocar em objetos na tela e ter algumas surpresas. A porta do armário que abre, a luz acende e apaga, as flores se mexem.

IMG_7127

E não é só isso: o aplicativo também traz três joguinhos, todos com as ilustrações do livro. Um de adesivos, que dá pra colar na tela e salvar, um de memória e o preferido do Francisco, que é o de procurar o Sam nos lugares mais escondidos. É divertido. No site do aplicativo dá pra baixar os adesivos e outras coisinhas divertidas, vale dar uma olhada. Ah, está disponível para iPad e iPhone, e custa U$ 2,99.

IMG_7132

 

Forever Young

Ainda no clima musical da semana passada (ao invés de livro, eu indiquei um disco do Francisco, vocês viram?), hoje vou falar de um livro inspirado em uma música: Forever Young. O clássico dos anos 70 do ídolo Bod Dylan (quem não ama?), virou esse lindo livro aí, obra do artista Paul Rogers.

IMG_70221

O livro nada mais é que a letra da música inteirinha, toda ilustrada, estrofe por estrofe. Nessa nossa edição, brasileira, da Martins Fontes, a letra vem nas duas línguas, inglês e português.

IMG_70311

Todas as ilustrações são lindas e coloridas, nesse estilo anos 60, e detalhe: cheias de referências de todas as obras do compositor. Por exemplo, na ilustração aí em cima, repara comigo: na porta do quarto, o cartaz do disco Bob Dylan Greatest Hits (1967), a parede com fotos de músicos, o disco do Beatles ao lado da vitrola. E cada uma das ilustrações, em cada página, vem cheia de novas surpresas.

O próprio ilustrador, no final do livro, mostra página a página algumas coisas que possivelmente passariam imperceptível para o leitor, e avisa: algumas são um mistério, e cabe a gente descobri-las. E sugere: “pegue alguns álbuns de Dylan, sente-se, ouça a canção, folheie o livro e veja o que consegue encontrar”.

IMG_70381

É facinho de ler, um minutinho e pronto – por isso gosto de brincar de achar coisas com o Francisco em cada uma das páginas. Faço assim: nessa ilustração aqui em cima, um violão, onde tem? Um cachorrinho? Um menino se escondendo? Ele adora, faz o mesmo comigo. Justamente pelo livro não ter uma historinha em si, a gente inventou esse jeito de ler e de fazer do livro uma brincadeira. É divertido. Ainda não ouvi a música lendo com o Francisco, que eu acho que pode ser bem legal também – vou fazer isso logo. Vamos ver se ele curte.

Aliás, segue aqui a música, com uma animação do próprio livro:

***