oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 7 anos, e vinícius, de 1 ano. seja bem-vindo! Leia mais



9 jan 2016

cinema: O Bom Dinossauro

Escrito por
E mais!, filmes e cinema

Ontem foi dia de ir ao cinema – essa é a parte boa de passar as férias na cidade, usar e abusar do que ela tem a oferecer. É o segundo filme das nossas férias – o primeiro foi Star Wars, no domingo, filme “de criança grande” que o Francisco estava ansioso para assistir. Rolou uma certa inquietação no final, mas as cenas de naves, lutas com sabres e aventuras mantiveram o garoto grudado na cadeira. O de ontem foi filme de criança pequena mesmo – mas cá entre nós, fez a adulta a aqui chorar (pois é).

“O Bom Dinossauro”  parte de uma ideia divertida: e se aquele tal meteoro que acabou com a vida dos dinossauros na terra tivesse passado reto? Os seres humanos surgiriam, a vida seguiria – mas entre homens, dinossauros e outros seres. Na história, conhecemos Arlo, um dinossauro adolescente, um tanto quando desengonçado, que um dia se perde de sua família. Arlo conhece Spot, um menino que mais parece um cãozinho – os dois, depois de alguns encontros, viram bons companheiros.

A aventura se passa enquanto os dois tentam buscar a família de Arlo – e nesse caminho, muita, muita coisa acontece. Tem momentos de muito humor, outros de emoção – o filme aborda o medo e a morte de uma forma delicada, especial. É bonito demais! Difícil não se divertir e se emocionar! 🙂

Assista ao trailer:

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3 jun 2015

10 livros-imagem essenciais – Parte 1

Escrito por
Livros

Tá aí uma lista que eu tava querendo fazer faz tempo: sobre livros-imagem. Os livros-imagem não têm texto algum – apenas imagens, e são através delas que a narrativa se encaminha. Pessoal às vezes pensa que por não terem palavras, os livros-imagem são destinados apenas às crianças bem pequenas – e de olha, de fato são ótimos pra fisgar a atenção dos pequeninos. Mas tem livros-imagem para todas as idades mesmo – até gente grande! Eu mesma gosto demais desses livros – gosto especialmente das inúmeras possibilidades que eles permitem durante a leitura. Às vezes a leitura é minha, às vezes do Francisco – às vezes de nós dois juntos, e aí é deixar a imaginação fluir, observar e apontar cada detalhe que o artista criou. Ler um livro imagem junto é criar vínculo, é estimular a criatividade e pode virar uma grande brincadeira.

Ah, dessa vez tem vídeo também – aproveita pra seguir o canal do youtube e acompanhar tudo de lá! 🙂

1. TELEFONE SEM FIO

Um dos preferidos do Francisco, de longe – já até falei dele aqui em 2013. O livro já foi pra escola, já foi pra casa dos amigos, pra casa da avó, mas sempre volta pra gente (ufa!). Aqui, os personagens mais inusitados cochicham no ouvido um do outro – o bobo da corte cochicha para o rei, que cochicha para o cavaleiro de armadura, que cochicha para o escafandrista, e assim vai. Personagens de várias épocas, lugares e histórias se misturam na brincadeira de telefone sem fio, e o que eles estão dizendo a gente só imagina. É um livro grandão, divertido e bonito demais: as ilustrações são pinturas a óleo, verdadeiras obras de arte. De Ilan Brenman e Renato Moriconi, da Companhia das Letrinhas.

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2. O LEÃO E O CAMUNDONGO

Outro livro que já passou aqui pelo blog há algum tempo, outro livro com ilustrações lindas de morrer. Aqui a fábula do leão e do camundongo é contada através de desenhos realistas e grandiosos, que ocupam as páginas inteiras. A história é a assim: um camundongo vai parar nas garras de um leão, que por alguma razão o deixa fugir livre. Um dia então, no meio da selva, o leão cai em uma armadilha humana – e é o pequeno camundongo que vem resgatar o rei da floresta, roendo a corda para que o felino fuja livre. Moral da história (toda fábula tem uma!): nenhum ato de solidariedade é desperdiçado. Do americano Jerry Pinkney, editado por aqui pela WMF Martins Fontes.

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3. TOM E O PÁSSARO

O Francisco gosta demais desse livro! Primeiro, porque tem passarinho. Segundo, porque tem jeitão de quadrinho, com as ilustrações separadas em quadrados – aí ele vai parando e observando o que cada cantinho reserva, os acontecimentos de cada página. Nas primeiras, ele curte observar tudo o que acontece na feira onde Tom vai passear – e onde compra um passarinho em uma gaiola. Tom leva o pequeno pássaro roxo para seu quarto, tenta brincar com ele – e aí, segundo o Francisco, é quando ele o escuta. O passarinho conta de onde veio, de como foi capturado. Tom se entristece, e resolve libertá-lo. Acho que essa é uma terceira razão pela qual o Francisco gosta desse livro – porque é sobre liberdade, sonho, viagem. Na última ilustração, que ocupa uma página dupla, a gente vê Tom voando sobre o pássaro, agora gigantesco, imponente, completamente livre. De Patrick Lenz, publicado pela Editora Biruta.

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4. A CASA NA ÁRVORE

Esse é um livro delicado e surpreendente – um urso polar chega à uma casa na árvore, no meio do oceano. Logo depois, chega outro urso, um marrom. Ali, os dois amigos vivem – passam as estações, passam outros bichos, e as surpresas surgem a cada página: cores, muitas cores. A cada folheada a árvore aguarda repleta de diversidade e movimento, repleta de cor. O cor-de-rosa de flamingos que passam por ali, o amarelo de um dia ensolarado no qual a visita a vem de barco-balão, o branco de um dia de neve, o azul de uma bela noite de luar. Livro vencedor de diversos prêmios, foi criado por pai e filha: Ronald Tolman e Marije Tolman. Edição da Brinque-Book.

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5. JOURNEY

Tá aí um livro de tirar o fôlego, tão bonito é – Journey conta a incrível história de uma viagem, como diz o próprio título. Uma viagem criada a partir de um giz de cera vermelho, obra de uma garotinha entediada. Uma porta desenhada na parede leva a menina a uma floresta exuberante – de uma paisagem sépia, triste, ela entra em um verde brilhante, repleto de luminárias orientais. E a viagem continua: quando encontra um rio, a garota desenha um barco – e chega num reino gigante, com castelos, labirintos e janelas. É um livro com muita emoção e aventura: a menina tenta resgatar um pássaro aprisionado, fugindo de arcos, flechas e vilões – e no final, encontra um amigo para continuar a jornada. Não tem edição no Brasil – essa é da Candlewick Press, americana, e é absolutamente impecável e linda. A dica é que dá pra encontrar fácil (porém um bocado caro, com esse dólar alto assim) no site Book Depository. Ilustrações de Aaron Becker.

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…continua na parte 2, aguardem! 🙂


25 ago 2014

O Urso Rabugento

Escrito por
Livros

Rabugento fica qualquer um com sono, não fica? Eu, o Francisco, você aí lendo esse texto. Por isso, não é por nada não, mas eu muito me identifiquei e tive compaixão com o pobre urso dessa história. Livro mais recente do autor e ilustrador australiano Nick Bland, a história é simples mas divertida: em uma floresta, em um dia de muito frio e chuva, quatro amigos bichos se refugiam em uma caverna. Um quarteto bem inusitado: um alce, um leão, uma zebra e uma ovelha.

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Os quatro jogam cartas tranquilamente até ouvir um GRAAAAUR – é o urso, rugindo, afugentando os bichanos para fora da caverna. A ideia então é agradar o enorme bicho para que ele tope dividir o abrigo. A zebra lhe oferece listras como as suas; o leão, uma rama dourada que imita sua juba; o alce, galhos que parecem seus chifres – só a ovelha que não sabe o que oferecer.

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Mas é ela que no final tem a melhor das ideias: ainda mais incomodado com o monte de enfeite que lhe foi dado, a ovelha então oferece apenas sua lã no formato de um travesseiro. Era só isso, o urso queria descansar. E assim termina, bicharada toda feliz e protegida dentro da caverna. As ilustrações são bonitinhas e o texto é rimado, fácil de ler – os bem pequenos vão curtir mesmo.

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O livro faz parte da iniciativa Ler e Ouvir, novidade da editora Brinque-Book: é só escanear o código QR, que aparece na contracapa, que dá para ouvir a narração do livro todo em qualquer smartphone. Dá pra ouvir aqui para conhecer – é divertido e tal, mas modéstia à parte, eu leio com muito mais emoção e barulho para o Francisco. Ninguém bate meus GRRRRAURS, não adianta. E o Francisco se diverte. 😉