oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 7 anos, e vinícius, de 1 ano. seja bem-vindo! Leia mais



12 nov 2013

quem soltou o pum

Escrito por
Livros

O Francisco tá naquela fase: MORRE de rir de falar de pum, cocô, meleca de nariz e afins. Mas bem, eu também não posso falar muito: ele tem três anos e ri disso tudo – eu tenho 31 e rio junto, às vezes sozinha (confesso). Esse livro aqui é um que faz a gente rir alto; chama-se Quem Soltou o Pum?, e é da Blandina Franco e do José Carlos Lollo, a mesma dupla que escreveu e ilustrou o último livro do qual falei aqui, Grande Pequeno. Assim: o Pum aqui, no caso, é o nome do cachorrinho.

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O livro é na voz do garotinho, tutor do cachorro chamado Pum. E ele conta:

“Meu melhor amigo é o Pum. Nada me deixa mais feliz do que soltar o Pum. Mas às vezes as pessoas olham feio pra mim porque o Pum faz barulho e atrapalha a conversa dos adultos. Meus pais dizem que isso acontece porque tem hora certa pra soltar o Pum. Quando eu solto na hora errada, ele incomoda os outros e eu acabo levando um monte de bronca à toa.”

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Já deu pra sacar né? A historinha é simples – mas é engraçada justamente pelo nome do danado do cachorro. Aí é uma situação mais engraçada que a outra. O Pum quando sai de casa e toma chuva fica molhado e mais fedido ainda, a Tia Clotilde que não adianta, é só chegar em casa que já solta o Pum.

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O trocadilho divertido rende altas risadas, e o livro faz um sucesso danado com a criançada toda – tanto sucesso que foi até lançado em versão digital, para iphone e ipad (aqui). Eu não sabia – fui só descobrir agora e fiquei super curiosa para conhecer. Além disso, também já existe um segundo livro com novas peripércias do cachorrinho Pum, o Soltei o Pum na Escola – esse a gente também tem, adora, e eu vou deixar pra falar dele numa próxima ocasião.

Ah, o preço: paguei cerca de 25 reais nas nossa cópia (que é o preço da editora), mas tem por 16, 17 reais aí pela internet. Aquela coisa, tem que pesquisar. Pesquisar e comprar sem medo, que esse livro é diversão garantida.

***

Deixa eu contar: estou viajando. Sem Francisco. Pois é, nem vou entrar no mérito saudade e tal, que não tá fácil não (é impressão minha ou vai ficando cada vez mais difícil?). Mas ainda assim vou tentar atualizar o blog, prometo. Enquanto isso, vai seguindo a gente no instagram: @oslivrosdefrancisco. Estou louca pra conhecer umas livrarias bacanas e comprar livros legais por aqui (no momento, em Montreal), e vou postando lá o que for encontrando. E depois, vocês já sabem, conto tudo aqui. 😉


1 nov 2013

grande pequeno

Escrito por
Livros

Essa semana fui conhecer uma nova livraria aqui em Curitiba, a Livraria da Vila – é dentro do tal Pátio Batel, shopping muito fino que abriu por aqui. Fui de cara conhecer a livraria, várias pessoas tinham me recomendado.  Ô lugar bonito! Valeu a visita.

A seção de literatura infantil é separada, espaçosa (tem até um cantinho para atividades, tomara que rolem coisas legais por lá) e cheia de livros bacanas. Também tem brinquedinhos, canetinhas e coisinhas à venda no mesmo espaço – coisa que eu acho muito chata, mas é comum. Tive alguma dificuldade em distrair o Francisco dos importados coloridos e caros pendurados na parede, mas conseguimos sair de lá com livros bem legais.

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Esse aqui foi o preferido, de longe. Chama-se ‘Grande Pequeno’. Fico feliz da vida quando vejo um livro que faz o Francisco rir alto – esse aqui fez, e faz toda vez que relemos. E olha que não relemos poucas vezes não – essa semana já devo ter lido algumas dezenas de vezes para o garoto, sem brincadeira. Mas problema nenhum, o livro é bem curtinho, fácil e delicioso de ler. Acabo rindo junto com o Francisco. Todo em rima, ele conta historinhas engraçadas de diversos personagens – tudo pra mostrar que não adianta, mas todo mundo que é grande foi pequeno um dia e, aposto, já aprontou por aí.

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O médico, o músico, a juíza, a modelo:

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O Francisco ri alto da juíza que hoje usa toga e que soltou pum na aula de ioga, do campeão de natação que pulou na piscina e perdeu o calção – e de todos os outros. São muito bonitinhos – e as ilustrações muito fofas. O livro é da dupla Blandina Franco, autora, e José Carlos Lollo, ilustrador – só depois fui ver que são eles os autores de outro livro que o Francisco ama, o “Quem Soltou o Pum?” (preciso falar desse pra vocês, urgente!). E nem os dois não escaparam da brincadeira grande-pequeno, ó só:

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Eu paguei 25 reais na Livraria da Vila, mesmo preço da editora. Se quiser comprar pela internet, dá para achar até por 17 reais – ou 20 na Fnac. Altamente recomendado!


7 out 2013

Saudade – um conto para sete dias

Escrito por
Livros

Há alguns livros infantis que, admito, compro mais pra mim do que para o Francisco. É que desde que entrei nesse mundo (o da literatura infantil) venho descobrindo cada coisa bacana, que não adianta: me apaixono, não resisto e compro. Alguns livros são pra crianças mais velhas, outros que eu sei que só vão funcionar em outra época da vida do Francisco – ou seja, ainda serão dele, já estão na sua pequena biblioteca, mas por enquanto são meus e pronto.

Esse aqui é um deles: chama-se ‘Saudade – um conto para sete dias’, e é um dos que eu mais gosto. Volta e meia estou namorando o livro ou monstrando-o para alguém (faço muito disso). Vi em algum lugar que a Companhia das Letras estava lançando essa semana a edição brasileira e lembrei de falar dele pra vocês. A minha cópia é portuguesa, da Editora Bags of Books, de 2011 – comprei na Navegadores há alguns meses.

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O livro é originalmente em espanhol, e chama-se Saudade: Un Cuento para Siete Dias. Na história, um rei muito sábio, habitante de um país muito distante, lança um desafio todas as segundas-feiras: pode qualquer um perguntar qualquer coisa a ele – ele garante que saberá a resposta. Isso até uma segunda-feira em que um tal Fernando (‘com o seu fatinho, a sua gravatinha, os seus bigodinhos e os seus óculos pequeninos’ – o próprio Pessoa) chega com uma pergunta para a qual, surpreendentemente, o rei não encontra resposta imediata: Fernando queria saber o que é ‘saudade’.

O rei, desesperado, pede seis dias a Fernando. Precisa pesquisar o que é saudade. Procura a palavra em dicionários, consulta assessores, passa o dia fora – até que pega um resfriado e volta confundindo saudade com febre. Certo da resposta, corre por todo o reino atrás de Fernando:

“A saudade é a febre! determinou o rei com segurança.

Não, disse Fernando em bom português. Às vezes quando se tem saudade, podemos ter febre, mas a saudade não é a febre.”

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A verdade é que Fernando sabe bem a resposta, mas quer que o rei descubra por si só. Então o rei pede ajuda à sua esposa – que mais uma vez vai atrás do poeta em busca da resposta, é a única saída:

“A Rainha saiu do Palácio à procura do tal homenzinho. Se ele sabia a resposta para a pergunta que ele mesmo fizera, tinha de ajudá-la.

Foi encontrá-lo num café, escrevendo enquanto falava sozinho: ‘todas as cartas de amor são ridículas’. A Rainha observava-o de longe e surpreendeu-se quando Fernando se levantou e respondeu a si mesmo, sentado noutra cadeira: ‘tenho em mim todos os sonhos do mundo!’.

 

Ah, sem spoilers dessa vez. Não vou contar o final exatamente – mas saibam que Fernando dá o caminho para que o Rei descubra o que é a saudade, e o nobre finalmente conhece a resposta.

O mais legal é que a história toda é contada em sete partes, cada uma para um dia da semana. Dá pra ler assim, separadinho – ou de uma vez só mesmo (que eu duvide que alguém aguente esperar). O próprio autor, Claudio Hochman, conta no verso do livro que quando seu filho foi acampar pela primeira vez, ele escreveu esse conto e colocou dentro da mochila do garoto. Mas colocou cada capítulo em um envelope, para que seu filho lesse um a cada dia da semana. A brincadeira deu nesse livro lindo. Lindo mesmo, não só na história como em todo o resto: as ilustrações de João Vaz de Carvalho também são demais (vale ver o site dele, aliás).

Tá aí – é um livro bacana demais para crianças (a indicação etária da editora é de 6 a 9 anos) e também para adultos, oras. Já pensei em dar de presente pra algumas pessoas, e agora que tem a edição brasileira ficou mais fácil. Ah, o lançamento sai por 33 reais no site da editora (e 23 reais no site da Fnac – não adianta, sempre vale pesquisar). Imperdível.