oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 6 anos, e vinícius, ainda bebê. seja bem-vindo! Leia mais



12 jul 2017

livro: Tanto, Tanto!

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Divertidos, Fases e momentos especiais, Leitura com Bebês, Livros

Já faz um tempo que comprei esse livro pra curtir com o Vini. Tava na minha lista de desejos livrísticos há um tempão, e fiquei feliz da vida quando chegou. Mas falemos a verdade: até hoje não consegui terminar NENHUMA vez a leitura junto com ele. É que o livro é uma delícia, divertidíssimo, tá certo – mas é longo, e na sexta página o Vinícius já escalou o sofá, desviou de obstáculos e foi engatinhar lá longe. Então dia a dia lemos um pouquinho, outro pouquinho. O que basta, porque cada leitura, apesar de curta, é uma festa só!

O mais legal dessa história, publicada pela primeira vez nos anos 90, é que ela gira toda em torno de um bebê…que todos querem esmagar, beijar, apertar tanto, tanto! Conforme os integrantes da família vão chegando na casa dele, cada um faz uma nova bagunça, no seu estilo – e o bebê lá, todo felizão. O texto, cumulativo, é cheio de ritmo: há repetição, pausa, uma delícia de ler em voz alta, quase cantando (e parando pra dar uns esmagos no bebê ouvinte, claro)!

E as ilustrações então…uma família em festa, um bebê fofucho, muito movimento e cor. A verdade é que Tanto, Tanto! é uma linda história de convívio, de uma família feliz, festiva e completamente apaixonada pelo bebê da casa. Livrão (grandioso mesmo, inclusive no tamanho) incrível, divertido e emocionante! 💛

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25 abr 2015

5 livros da minha infância + vídeo no youtube!

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Livros

Já foram algumas as vezes em contei aqui o quanto adoro ler com o Francisco os livros que eu lia quando era pequenina. É uma experiência divertida, traz um monte de coisa boa, lembranças passadas, desperta a curiosidade dele e olha, é até emocionante. Eu sei que isso soa um tanto quanto piegas dito assim, mas é verdade: com livro a gente se apega, se emociona. E eu lembro bem das emoções que sentia quando era criança e pensava na lesminha Lúcia, que não chegava a festa alguma, coitada, ou quando imaginava a barulheira que o gato Deodato fazia no sapato da sua dona – reencontrar essas memórias junto do meu filho é bom demais!

A lista de hoje é essa: cinco livros que eu curtia quando criança e que hoje é o Francisco quem curte lendo comigo. Esses foram meus, que minha mãe teve o cuidado de guardar pra mim – mas quem não teve essa sorte encontra fácil esses livros em sebos como a Estante Virtual – esses e muitos outros lá do nosso tempo, vale procurar. Ah, a novidade é que agora eu tô ali no youtube também (é um trabalho da minha pós-graduação, gente, depois eu conto!) – então dá pra ver as dicas no vídeo, ler aqui no post ou então fazer os dois, rá! Bora?

1. LÚCIA-JÁ-VOU-INDO

Um dos primeiros posts aqui do blog foi sobre o Lúcia Já-Vou-Indo – e também um dos posts mais acessados desde então. É que esse foi o livro da infância de muita gente, lido demais nos anos 80. É um dos livros pelo qual eu mais tenho carinho – tá destruído, o pobre coitado, tantas as vezes que foi lido, relido, abraçado, amassado. A história da lesminha que sempre se atrasa e nunca chega a festa alguma é divertida e tem um final bem feliz e cheio de amigos. As ilustrações são demais também – repletas de detalhes, recados, cores psicodélicas (tava reparando nisso agora!) e muito engraçadas. Tanto o texto quanto os desenhos são de Maria Heloísa Penteado – ela faleceu no ano passado, aos 95 anos, e deixou mais de 40 livros infantis publicados. O livro tem reedições, mais recentes, mas ainda com a mesma carinha – problema é que não são muito fáceis de achar. O bom é que esse muita gente ainda tem na estante! Da editora Ática.

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2. O SAPATO QUE MIAVA

Outro livro do qual já falei por aqui uma vez. Esse é um dos que mais me traz memórias divertidas e que o Francisco mais gosta de ler comigo. Acho que muita gente deve lembrar desse ou de outros livros da Sylvia Orthof – outro grande nome da literatura infantil brasileira, Sylvia faleceu em 1997 e deixou nada mais que 140 livros publicados. Muitos são clássicos da criançada dos anos 80 – esse aqui é meu clássico particular, e arrisco dizer que a primeira história de amor da qual me lembro! Conta a história de uma senhora que vai à feira com o gato preso no sapato – aí o cachorro de um velhinho simpático corre atrás do gato no sapato, e pronto, dali surge um bonitinho romance. Essa edição é de 1988 – a nova tem outras ilustrações, bem diferentes. Mas nem preciso dizer que me recordo e gosto mesmo é dessa aqui: dessa senhora negra, gorducha, de cabelos brancos, óculos fundo de garrafa e meias furadas. Pura simpatia! Da editora FTD.

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3. BICHOS, BICHO!

Ciça é o apelido da escritora Cecilia Whitaker Vicente de Azevedo Alves Pinto – e é como ela assina seus livros. É outra autora que escreveu vários livros na nossa época, muitos deles em poesia – esse aqui, Bichos, Bicho! é assim, poesias curtas sobre os mais diversos (e diferentes) animais. Os versinhos são engraçados, cheios de trocadilho e rimas. As ilustrações são de ninguém menos que Ziraldo – e são muito divertidas. Bom, o camelo de calça lee na capa já diz tudo. Eu adoro a ovelha que comprou seu casaco em Baaaaaaaris e o Francisco curte o urubu que está só urubuservando – pra ler com aquela leitura dramática básica e dar risada. Esse é um livro mais fácil achar – tem usado a partir de 10 reais na Estante Virtual! Da editora FTD.

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4. AS PINTAS DO PREÁ

Esse é um livro mais simples, com pouco texto e uma historinha menos emocionante, vamos dizer – mas era outro que eu curtia demais quando era criança! O texto é bem curto, fácil e tem bastante repetição, as ilustrações são limpas e coloridas. Faz parte de uma coleção que se chama Gato e Rato e que tem 20 livros no total – esse aqui, As Pintas do Preá, escolhi porque é um dos que mais me lembro: os preás com as pintinhas coloridas, a pedra escondida sendo confundida com um preá. Mas tem outros que muita gente há de recordar: Dia e Noite, A Bota do Bode, O Vento. São todos escritos pela mesma dupla: Mary França e Eliardo França. É uma coleção que vale procurar em sebos – dá pra achar fácil e bem em conta. Da editora Ática.

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5. BRUXA ONILDA VAI À FESTA

E por último, claro, o meu preferido. Tá, meio arriscado e injusto com tantos outros livros eu dizer isso, mas verdade é que eu sempre curti demais bruxinhas e afins. Na minha vida teve a bruxinha atrapalhada da Eva Furnari e teve também a Onilda – que é tão ou mais atrapalhada quanto, aliás. No original em espanhol a personagem é La Bruja Aburrida, algo como a bruxa aborrecida – no Brasil que virou Onilda, vai saber o porquê. A questão é que deu muito certo, e a bruxa Onilda foi a leitura de uma meninada da minha época, ali no início dos anos 90 – eu tinha 8 anos na época e amava todos os livros. Hoje dou risada com o Francisco lendo as (des)aventuras dela: Onilda indo à praia, a Paris, a Veneza, Onilda se casando como Bruxo Pedrusco Padursco, Onilda indo fazer festa. São vários os livros da coleção, e dá para achar fácil! Da Editora Scipione.

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E você, tem algum livro da sua infância que você curte reler com seus filhos? Conta mais! 🙂

 


12 dez 2013

As Mentiras de Paulinho

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Livros

Deixa eu contar uma coisa engraçada: eu fui uma criança muito, muito mentirosa. Até aí tudo bem, toda criança mente, cria, e a gente sabe que isso faz até bem – até um certo ponto, lógico. Mas as mentiras que eu contava eram tão absurdas que juro, nem graça mais tinham. Acho eu, pelo menos – eu lembro de ser motivo de chacota da turma por contar umas mentiras do tipo que tinha um túnel da minha casa que ia até um shopping na cidade ou que eu era prima da Claudia Ohana (era época da novela Vamp, lembram?) e que um dia ainda ia aparecer com ela na escola. O povo me escutava e ria.

Eu era tão mentirosa que ganhei esse livro quando tinha uns 8, 9 anos. Foi uma brincadeira simpática: ganhei de uma tia querida (alô Tia Edite!) e logo virou meu livro de cabeceira, lógico. Esses dias resgatei ele para ler com o Francisco – e não é que o rapazinho curtiu pra caramba?

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O livro conta a história de Paulinho, um garoto mentiroso como eu era (porém mais criativo, diga-se de passagem). Paulinho vivia inventando histórias no condomínio onde morava – e o povo ria, se divertia com ele. Só quem não curtia era Seu Benedito, que sofria do fígado (juro) e era muito irritado. Mas o Paulinho nem dava bola – continuava contando as histórias:

“Em casa, Paulinho dizia para a mãe:

– Hoje, na escola, só houve aula de matemática. Tiveram de chamar a ambulância, porque um menino saiu vomitando números.”

 

Pra cada um ele contava uma mentira. Pra irmãzinha, pro pai, para o jardineiro da pracinha ele contava a minha mentira preferida:

” – Já vi uma rosa gigante, com gente morando dentro. De manhã saíam para trabalhar, como todo mundo, mas de noite voltavam para a rosa. Viviam mais de quinhentos anos e ninguém sabia por quê.”

 

No final, o Seu Benedito vai até o pai de Paulinho reclamar das mentiras. E o pai sugere que Seu Benedito experimente criar um pouco de histórias pra relaxar – e quem sabe até curar do fígado. Dito e feito: Seu Benedito termina o livro feliz, inventador de histórias e muito mais bem-humorado.

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O livro é da psicóloga Fernanda Lopes de Almeida, que tem diversos livros publicados no Brasil – incluindo todos da Coleção Passa Anel, da Editora Ática (da qual As Mentiras de Paulinho faz parte). Se quiser saber mais da obra dela, dá uma clicada aqui no site da editora. As ilustrações são bem divertidas e cheias de detalhes (que juro, eu lembrava todos!), e são do italiano Michele Iacocca.

A nossa edição é antiga, de 1987. Mas há novas edições, e olha, boa notícia: por ser um livro antigo, dá pra achar fácil em sebos por aí. Na Estante Virtual tem a partir de 9 reais!