oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 6 anos, e vinícius, ainda bebê. seja bem-vindo! Leia mais



6 mar 2017

Especial Mês da Mulher: Garotas Valentes, Histórias Divertidas

Escrito por
Destaques, Divertidos, Listas de Livros, Livros

Tem seleção especial para o mês de março, mês da mulher: seis livros infantis que trazem protagonistas garotas muito valentes em histórias pra lá de divertidas. Bora empoderar a meninada! 🙂

1.NÃO DERRAME O LEITE, de Stephen Davies 

Em um pequeno vilarejo da África mora a menina Penda e sua família. Um dia sua mãe lhe transfere, a pedido da garotinha, uma missão: levar uma tigela de leite para o pai, que cuida de ovelhas em longe pastagens. Ela não pode derramá-lo – e olha que os obstáculos são muitos! Há dunas, há o grande rio Níger, há girafas brancas e montanhas. Mas Penda segue firme, corajosa, determinada a chegar ao seu destino. Sinceramente, não sei o que é mais bacana no livro: as cores incríveis das ilustrações de Christopher Corr, a história cheia de ritmo e repetição, deliciosa de ser lida em voz alta, a linda mensagem de amor ao final dela. Livrinho colorido, divertido, emocionante – publicado pela Pequena Zahar.

2. LETRAS DE CARVÃO, de Irene Vasco 

“Letras de Carvão” é uma história de amor – principalmente, uma história de amor às letras, às palavras. No povoado de Palenque, poucos sabiam ler e escrever. As palavras estavam por todos os lados, em jornais que eram usados para embalar compras e tapar furos nas paredes, mas ninguém sabia o que significavam. Também estavam nas cartas de Miguel, que Gina recebia todos os meses e que admirava por horas, imaginando as promessas de amor que escondiam. Sua irmã mais nova, movida pela curiosidade e ansiedade de ajudar a irmã a decifrá-las, negocia com o senhor Veloso (dono da mercearia local) aulas para aprender a ler. Começa com os nomes que Veloso escrevia na parede, treinando palavras no chão da cozinha – e logo descobre um infinito mundo de possibilidades, palavras e histórias. Leitura linda, inspirada em histórias que a autora, Irene Vasco, trouxe de povoados da Colômbia onde ministrou oficinas de leitura. Da Pulo do Gato.

3. GORILA, de Anthony Browne

Sei não, mas acho que dos livros do Anthony Browne (e olha, são muitos lindos!), Gorila é meu preferido. Tá certo que rola um apego emocional, já que foi a primeira obra que conheci do autor e ilustrador. Lembro que fiquei boba com o realismo das ilustrações, os detalhes surpreendentes aos leitores atentos – ao Francisco, no caso, que na época tinha 3 anos e enlouquecia descobrindo os gorilas escondidos pelas páginas cada vez que líamos o livro. Na história, a garota Hannah vive com seu pai, que muito trabalha e pouco tempo tem. A pequena ama os gorilas, e no seu aniversário pede um de presente. No meio da noite descobre decepcionada que ganhou um de brinquedo…mas ela não esperava por uma transformação cheia de fantasia e sonho que a noite reserva. Publicado originalmente em 1983, Gorila é um dos livros mais premiados de Browne – e também um de seus favoritos! No Brasil, a edição é da Pequena Zahar.

4. ENQUANTO MEU CABELO CRESCIA, de Isabel Minhós Martins

Todas as semanas a menina Vera acompanha a avó ao salão de beleza – é que a Mila, a cabeleireira, é uma profissional especial. Ela jura que compreendendo os cabelos, podemos perceber tudo o que se passa dentro das cabeças. E cada transformação que ela faz! Um dia, como de hábito, Mila foi cortar a franja da pequena Vera. A avó grita lá de longe: “corta certinho, hein?” – mas com todos aqueles secadores ligados, aquela barulheira toda…ela escuta errado. E lá se vão todas madeixas de Vera pelo chão. Não é fácil, claro. Sorte que ela faz dessa pequena tragédia um belo aprendizado…e que surpresa tem no final! História deliciosa de Isabel Minhós Martins sobre os pequenos dramas e decepções da infância – e sobre como enfrentá-los com bom-humor só faz a gente crescer mais forte. Publicado pela Peirópolis.

5. VOCÊ CONHECE PIPPI MEIALONGA?, de Astrid Lindgren

A personagem Pippi Meialonga nasceu em 1945 – foi um presente da autora, a sueca Astrid Lindgren, para sua filha que completava 10 anos. Mas acabou que Pippi virou uma personagem querida por crianças do mundo todo: suas histórias foram traduzidas para mais de 70 línguas! Pippi é essa garota tão diferente, que tem 9 anos de idade e mora sozinha, sem pai nem mãe – bem, não exatamente sozinha, mas com um cavalo e um macaco, o Nilson. É ela quem cuida de tudo: cozinha panquecas no café da manhã, trança o cabelo e abotoa a camiseta ao mesmo tempo e corta sua própria lenha. Sem contar que carrega um cavalo sozinha (sim!), afugenta ladrões e invade um espetáculo de circo para mostrar que também sabe fazer tudo aquilo (é, um tanto chata às vezes, vai!). Um clássico que vale conhecer, com ilustrações no maior estilo vintage (Ingrid Nyman foi a primeira artista a ilustrar Pippi) e muita molecagem! Da Companhia das Letrinhas.

6. ZLOTY, de Tomi Ungerer

Como todas as semanas, Zloty dirigia sua lambreta apressada pela floresta até a casa de sua avó. Mas nesse dia, algo inusitado acontece: ela atropela um grande anão! Ninguém se machuca, ufa – mas a lambreta fica destruída. O grande anão andava com um pequeno gigante, e juntos eles levam Zloty até seu povoado para que tudo seja consertado e ela possa seguir viagem. Entre minas abandonadas e cogumelos aconchegantes vivem esse povo fantástico, que ajuda a menina a recuperar (transformar, na verdade!) sua lambreta e seguir até sua avó na manhã seguinte. Problema é que dessa vez…ela atropela um lobo! Qualquer semelhança com Chapeuzinho Vermelho é mera inspiração, porque a história toma rumos incríveis. Os anões e gigantes voltam, poções mágicas entram em ação, um vulcão em erupção…tá maluco? Tá, porque é Tomi Ungerer, e não há nada mais doido e fascinante do que suas histórias. Enquanto a narrativa cresce, muita coisa acontece – até chegar a um final redondinho, lindo, surpreendente. Nas ilustrações, outros detalhes, brindes aos leitores atentos e apaixonados pela obra do autor. Viva o gênio! A publicação é da Gaudí.

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