oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 7 anos, e vinícius, de 1 ano. seja bem-vindo! Leia mais



15 dez 2016

10 dos Melhores Livros Infantis de 2016

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Destaques, Listas de Livros, Livros, Novidades e Lançamentos

Rá, chegou a hora da lista mais legal do ano: um seleção cheia de carinho dos livros infantis mais bacanas publicados em 2016! 🙂

1.UM DIA, UM RIO, de Leo Cunha e André Neves

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Um ano depois do maior desastre ecológico do Brasil, eis que surge um lindo livro infantil para resgatar a triste história e homenagear o Rio Doce. Em forma de poesia, traz o lamento de um rio que narra a vida que tinha e o deserto que se tornou. O poema, delicado, é do escritor Leo Cunha; as ilustrações são de André Neves. Daqueles livros que emocionam, arrepiam mesmo – e ainda despertam reflexão e curiosidade. Publicado pela Pulo do Gato.

2.A VIAGEM, de Francesca Sanna

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Sob o olhar de uma criança, “A Viagem” traz a história de uma família de refugiados. Após a morte do pai, levado pela guerra, a mãe toma uma difícil decisão: fugir para outro país, um lugar seguro onde possam recomeçar a vida sem medo. A fuga é encarada pela crianças como uma aventura: pegar as malas, despedir-se de todos e partir, mesmo na incerteza. Fronteiras, guardas e botes cheios de gente são alguns dos desafios enormes que enfrentam a mãe e os dois filhos, certos de que do outro lado há uma nova chance. Forma delicada de abordar com as crianças um assunto tão presente nos noticiários, tão triste e urgente. Publicado pela V&R Editoras.

3. DRUFS, de Eva Furnari

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Maravilhosa é a Eva Furnari, que depois de 35 anos escrevendo e ilustrando para crianças, ainda cria um livro tão diferente e incrível como esse. Os Drufs são seres parecidos como nós, só que menores. Um dia, a professora Rubi dá um desafio aos seus alunos: levar fotos e curiosidades sobre suas próprias famílias. Tem família de ninjas, tem família que curte festa, tem família que perdeu o pai, família de duas mães, família de dois pais – sempre apresentadas na voz das crianças, com muito humor e delicadeza. O barato é que todos os personagens são montados nos próprios dedos da autora, e todos completamente diferentes: com canetinha, tecidos, bexiga, tampas e uma criatividade sem fim! Drufs é todo demais, livro imperdível – pra rir, se surpreender (muito!) e amar a diversidade. Publicado pela Editora Moderna.

4. TROMBA TROMBA, de David McKee

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David McKee é um nome que olha, não devia ficar fora da biblioteca de ninguém. Tromba-Tromba é um de seus grandes clássicos, escrito em 1978, mas publicado pela primeira vez esse no Brasil, pela Pequena Zahar. Já falei dele aqui antes: um livro simples, leve (muito por conta das cores vibrantes e traços quase cômicos de McKee) – mas que serve de impulso para as mais diversas e importantes discussões sobre preconceito, intolerância e violência. Atual e urgente!

5. ESTE É O LOBO, de Alexandre Rampazo

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Em uma página, eis o lobo. Na próxima, a chapeuzinho. Na seguinte, volta o lobo – e opa, a chapeuzinho não está mais ali. O mesmo acontece com os três porquinhos, com o caçador, com o príncipe. Nesse folhear das páginas desse livro surpreendente o lobo se aproxima, se afasta, como em um filme. Mas onde foram parar todos, afinal? Livro bonito em absolutamente tudo, edição, ilustração, reflexão e surpresas. Escrito e ilustrado por Alexandre Rampazo, a publicação é da Editora DCL.

6. ABRAPRACABRASIL!, de Fernando Vilela

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“AbrapracabraBrasil” é uma espécie de continuação do Abrabracabra, de Fernando Vilela, onde uma cabra viaja por diversos lugares do mundo. Nesse segundo livro, a viagem é dentro da imensidão do nosso Brasil, e é legal demais! Tem São Paulo, tem Recife, tem floresta, tem os pampas, tem muito mais – cada parada, muitas aventuras. Para mergulhar e descobrir um pouco sobre a diversidade do nosso país, com muita rima, cor e alegria. Da Brinque-Book.

7. AS CORES DOS PÁSSAROS, de Lúcia Hiratsuka

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Gosto muitos dos livros da Lúcia Hiratsuka e do quanto eles trazem um pouquinho do Japão para perto de nós. Em “As Cores dos Pássaros” ela reconta uma fábula japonesa onde os pássaros nascem todos brancos. É uma simpática coruja quem os colore, um a um, ao gosto do cliente. Ao final de uma longa tarde de trabalho colorindo diversos pássaros, surge o corvo, muito arrogante, pedindo para também ser colorido. Já cansada, a coruja despeja todas as cores dentro de um pote, esperando que ele mergulhe e saia dali multicolorido, como pediu. Mas o resultado acaba sendo outro… Livro supreendente, publicado pela Editora Rovelle.

8. MOSCAS E OUTRAS MEMÓRIAS, de Eve Ferretti e Fabíola Werlang

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“Moscas e Outras Memórias” reúne as memórias de uma infância, personagens e seus costumes. Mas as memórias nem sempre são fiéis aos fatos – às vezes são até contraditórias. É esse o jogo do livro: a lembrança é uma, mas o desenho mostra algo distinto. É preciso ficar atento, ler com calma, observar detalhes no texto, nas fontes, nas ilustrações. Livro lindo de Eve Ferretti e Fabíola Werlang, para se redescobrir muitas vezes e guardar como um precioso álbum de memórias! Publicado pela Aletria Editora.

9. DAQUI NINGUÉM PASSA, de Isabem Minhós Martins e Bernardo Carvalho

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“Daqui Ninguém Passa” é um livro que brinca, com muita originalidade, com o próprio objeto livro. Começa com um guarda que vigia, atento, a separação da página esquerda com a direita, e ordena: dali ninguém passa. Os personagens vão surgindo aos poucos, e logo começam a se aglomerar apenas do lado esquerdo – e também a questionar: como assim não podem passar? Não podem, são ordens do general: ele quer que ela fique em branco para poder entrar na história quando bem lhe apetecer. Mas é um grupo de crianças quem muda o rumo dessa história repleta de humor e rebeldia, surpreendente! Dos portugueses Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho, o livro foi publicado em 2014 pela Planeta Tangerina – e acaba de sair no Brasil pela Sesi-SP Editora.

10. RUÍDO, de Pablo Albo e Guridi

“Ruído” é um livrinho pequenino, mas muito do barulhento. Traz uma história daquelas deliciosas de serem contadas em voz alta, em que uma coisa desencadeia outra – e que prendem a atenção até a última linha! Tudo começa numa manhã em que Patrícia liga o rádio para ouvir seu chá-chá-chá, mas não escuta direito. O jeito é aumentar o volume ao máximo, o que acorda o vizinho Osório, que assusta Jaime, que acaba fazendo com que um circo se apresse e começar seu desfile de animais antes da hora, o que…bem, gera uma confusão sem fim. Nem marcianos visitando a terra passam ilesos da bagunça que se instaura nessa cidade antes tão pacata! Para ler alto, fazer muito barulho e dar altas risadas. Publicado pela Gato Leitor.

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4 jul 2016

Nossos 10 livros preferidos entre os 30 melhores da Revista Crescer 2016!

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Destaques, Interativos e Livros-Brinquedo, Listas de Livros, Novidades e Lançamentos, Para dar risada, Para Refletir

Todo ano a Revista Crescer faz uma seleção muito legal com os melhores livros infantis do ano, para facilitar a vida dos pais na hora de escolher boa literatura para os pequenos. Eu adoro acompanhar, fico sempre de olho – e como sou muito da metida (e também a pedidos da minha amiga Michelle, lá do Vida Materna), fiz esse ano uma super seleção dentro da seleção. Pois é, me empolguei e escolhi dez dos nossos preferidos  (meus e do Francisco também!) da lista, para vocês conhecerem um pouco mais sobre cada um deles. E ah, não deixem de ver o vídeo, viu?

1. O REI, de Luiz Tatit e Renato Moricone

É um livro, mas é também uma música – na verdade, O Rei é uma música do Luiz Tatit, que ilustrada por Renato Moriconi, virou esse lindíssimo livro infantil. Lindo mesmo: na edição (adoro esses livros com formatos diferentes, fora do comum!), nos desenhos, na história do rei que sofre por nunca ser levado a sério até o dia que todos precisam dele. Quando as forças do mal invadem o país, é atrás dele que o povo corre. E ele surge, pacífico, de trás de sua montanha, e vem instaurar a paz. Uma história emocionante, deliciosa de se ler em voz alta, cheia de ritmo e música (literalmente, né?). Da Jujuba Editora.

“O REI”

2. UNIFORME, de Tino Freitas e Renato Moricone

Eu já falei desse livro em outra lista, quando escolhi, no final dos ano passado, os 10 melhores livros infantis publicados em 2015. A gente gosta demais, demais desse livro – primeiro porque ele é uma experiência super interativa, divertidíssima; segundo, porque tem uma mensagem poderosa! Nessa história curtinha, mas cheia de surpresas, conhecemos Clóvis, um rapaz meio camaleão, que gosta mesmo é de dançar conforme a música. Enquanto lemos a história, somos convidados a procurá-lo pelas páginas do livro, nas ilustrações do Renato Moricone. E Clóvis segue camaleônico, seguindo a maré, até um dia que de tanto seguir os outros, ele percebe melhor mesmo é…seguir seu coração. O livro, que é todo em preto e branco, esconde uma feliz surpresa no final – o Francisco sempre abre a última página com um “uaaau!” e eu simplesmente AMO isso! Publicado pela Edições de Janeiro.

“UNIFORME”

3. DOIS PASSARINHOS, de Dipacho

Outro livro divertido que trata de um assunto importante e bastante atual – e que olha, rende um bom papo! Nesse livro-imagem a gente acompanha dois pássaros que vivem muito bem cada um em seu galho, cada um de um lado de uma árvore. Até o dia que um sai e volta com alguma coisa…um abajur, no caso. O outro também sai e volta com uma TV. Aí aquele primeiro traz mais uma coisinha: um livro. O outro, imagine só se não, sai de novo e volta com uma privada! É tanto cacareco que logo os dois viraram verdadeiros acumuladores, numa hilária competição. No final, seus galhos pesam tanto, mas tanto, que desabam no chão. E terminam os dois, adivinha? Sem nem ter onde morar! Livrinho precioso do artista colombiano Dipacho, publicado no Brasil pela Pulo do Gato.

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“DOIS PASSARINHOS”

4. ANTES DEPOIS, de Anne-Margot Ramstein e Matthias Aregui

Outro livro-imagem surpreendente é esse aqui. Livro grosso, grandão, repleto de ilustrações, brinca com uma ideia muito básica: do lado esquerdo, o antes; do direito, o depois. Não há palavra alguma, mas a narrativa está ali, muito clara, muito elaborada – e isso é lindo demais! Alguns “antes e depois” são previsíveis, como um botão e em seguida uma flor, ou uma lagarta e uma borboleta. Mas outros são tão engenhosos que levam a imaginação longe, muito longe: um estilingue e uma janela com o vidro quebrado; um cavalinho de madeira na luz do dia, em seguida uma cadeira de balanço no anoitecer. As histórias em torno deles ficam por nossa conta! Nossa edição é da Candlewick Press, mas no Brasil o livro saiu pelo selo Livros da Raposa Vermelha, da WMF Martins Fontes.

“ANTES DEPOIS”

5. A RAINHA DAS RÃS NÃO PODE MOLHAR OS PÉS, de Davide Cali e Marco Somà

Essa é uma daquelas histórias que tanto gosto: redondinha, com início genial e um final bastante surpreendente. Conta a história de uma rã que um dia, em um mergulho no lago, encontra uma coroa. Curiosa, coloca a coroa na cabeça, e naquele mesmo momento, vira a grande Rainha das Rãs. Nesse instante, tudo muda – a rainha consegue conselheiros, que claro, têm também seus privilégios e de repente todas as rãs, que viviam muito bem e tranquilas, têm que viver em função da nova rainha (que nem sabe qual sua função, já que o lago nunca teve uma). Uma hora esse poder começa a ser questionado, e num mergulho coletivo, na vez da Rainha, ela volta…sem coroa. E aí, ah, aí as coisas mudam. História fascinante, ilustrações sensacionais (de Marco Somá) e uma importantíssima reflexão sobre autoridade e poder. Da Pulo do Gato.

“A RAINHA DAS RÃS NÃO PODE MOLHAR OS PÉS”

6. LÁ E AQUI, de Carolina Moreyra e Odilon Moraes

Falei desse livro dia desses lá no instagram, quando me pediram dicas de literatura infantil que abordasse o tema “separação” – foi o primeiro que lembrei, porque é um dos livros mais delicados e bonitos que conheço sobre o tema. Nele, um garoto conta como era sua vida – a casa, o jardim, tudo antes da separação dos pais. Até o dia que tudo muda. Com um texto poético, através das metáforas mais bonitas, ele fala da dor e da sensação de desamparo diante da nova situação. É triste, fato, mas tocante, importante demais – e o final é puro aconchego, segurança. O lar agora são dois, mas o garoto sabe que está sempre em casa, onde quer que esteja. As aquarelas de Odilon Moraes são lindas demais – um livro pequenininho, delicado em tudo. Publicado pela Pequena Zahar.

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“Lá e Aqui”

7. ESSE LIVRO COMEU O MEU CÃO!, de Richard Byrne

Esse é um livro para rir, rir muito – e bem legal de curtir com as crianças pequeninhas, a partir de 1, 2 anos! Tudo começa com um passeio: Bella e seu cão caminham pela página quando de repente…ele desaparece, na dobra entre as páginas. Ela não entende nada do que acontece, claro, e pede ajuda – mas aí, todo mundo acaba sumindo nessa dobra misteriosa. É aí que o leitor recebe um recado: que ele vire o livro na vertical e chacoalhe, chacoalhe, chacoalhe…até que todos os personagens caiam dali. Sabe livro pra brincar, mas brincar mesmo? Ler no chão, fazendo teatro, bagunça e barulho – para ouvir muitas risadas e pedidos do tipo “lê de novo?”. Da Panda Books.

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“Este Livro Comeu O Meu Cão!”

8. A REVOLTA DOS GIZES DE CERA, de Drew Daywalt e Oliver Jeffers

Outro livro pra rir muito, daqueles tão criativos que você fica se perguntando da onde o autor tirou uma ideia tão legal! Um dia, Diego vai pegar sua caixinha de gizes de cera e encontra um bolo de cartas. São os próprios, os gizes de cera, se queixando da dura vida que levam: o giz vermelho não aguenta trabalha tanto: dia dos namorados, ele pinta corações; Natal, ele pinta Papai Noel – não é fácil ter que trabalhar até nos feriados! O preto não aguenta mais ser contorno; o cinza também cansou de pintar coisas grandes, o branco é muito pouco usado e acha isso um desaforo! Cada giz de cera tem sua razão pra chorar. As ilustrações do Oliver Jeffers são o grande charme do livro, as cartas escritas à mão, os desenhos infantis como se fossem do próprio Diego. No Brasil a publicação é da Salamandra.

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“A REVOLTA DOS GIZES DE CERA”

9. SELVAGEM, de Emily Hughes

A menina da nossa história não tem nome, ela é uma selvagem. Ninguém sabe como ela foi parar na floresta, mas cresceu ali – aprendeu a falar com as aves, a comer com os ursos, brincar com as raposas. E vivia bem assim, era feliz! Até o dia que humanos a encontram, e ela é levada até a civilização. Não é fácil para ela, não é fácil para o casal que a acolhe, já que tudo é muito errado, para ambos os lados. É demais acompanhar o texto curto e mergulhar nas ilustrações, tão detalhadas, tão maravilhosas de Emily Hughes. Tem humor, tem aventura, tem tudo ali – e tem uma edição impecável, linda demais, da Pequena Zahar. Preciso dizer que é um dos nossos xodós?

“SELVAGEM”

10. ÔNIBUS, de Marianne Dubuc

Esse é um livro que o Francisco gosta muito! Parte de uma ideia simples, mas cheia de significado: a mãe leva a menina até o ponto de ônibus para sua primeira viagem sozinha. O desenrolar da história é justamente sua primeira viagem, e tudo que acontece nela. Os outros passageiros são (com exceção de um coleguinha) todos bichos, e ela vai observando o que cada um faz, o que acontece. Divide biscoitos, observa um quase-roubo, vê muita coisa acontecer – e a gente vai vendo junto, antecipando acontecimentos, observando vestígios de outros. Tem uma parte que o ônibus entra em um túnel, e fica tudo escuro – essa é a hora que o Francisco mais curte da leitura, aguarda ansioso por essa página. Gosto tanto disso! No final, ela chega até sua vovó, que a espera no ponto de ônibus – cheia de histórias pra contar! Da Jujuba Editora.

“ÔNIBUS”

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Vale dizer: a lista de livros da Crescer tem o ano de 2016 porque esse é o ano da edição da revista, mas os livros foram publicados, em sua maioria, em 2015 – ou até antes. Outros da lista já saíram em seleções aqui do blog, como n’Os Melhores de 2015 e outras mais. 😉

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