oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 7 anos, e vinícius, de 1 ano. seja bem-vindo! Leia mais



3 dez 2015

Livros Infantis – Os Melhores Publicados em 2015

Escrito por
Livros

Opa, opa, opa, final de ano já – 2015 foi um ano intenso por aqui gente! Foi o ano que Os Livros de Francisco virou A Cigarra e A Formiga, que comecei o canal do youtube, que nossa conta no instagram deslanchou e foi, claro, um ano de muitas, muitas leituras incríveis. Enquanto o Francisco vai crescendo, vai mostrando cada vez mais interesse pelos nossos livros, por novas histórias – o que vai só aumentando meu entusiasmo por buscar e compartilhar livros novos, diferentes, divertidos. Essa é nossa seleção do melhor do ano – os 10 melhores livros infantis publicados em 2015!

1. ORION E O ESCURO, de Emma Yarlett

Esse livro caiu como uma luva nesse ano – ano que o Francisco começou com um tal medo do escuro. Acho que toda criança passa por essa fase, e a do Fran começou muito recentemente. Esse livrinho, cheio de cor e aventuras, vem sendo nosso aliado maior, leitura constante e sempre muito divertida. Conta a história de Orion, um menino que tem muitos medos – mas seu maior medo é o escuro. Um dia ele se enche e pede que por favor o escuro vá embora, que leve com ele todos seus barulhos esquisitos e monstros feios – e o Escuro resolve vir se apresentar. Um ser grandão, repleto de estrelas e simpatia, que leva o Orion numa viagem incrível cheia de descobertas. No final, os dois viram grandes amigos – e Orion, que temia tanto o anoitecer, agora não vê a hora que de dormir chegue logo e seu amigo Escuro venha lhe fazer companhia. Publicado pela Editora Globo.

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2. A ÁRVORE DAS ESTAÇÕES QUE VÊM E VÃO, de Britta Teckentrup

Faz tempo que os livrinhos da Britta Teckentrup são muito queridos aqui em casa – é que são bacanas demais pros pequenos, com muita cor, formas, rimas e repetição. Então desde que o Francisco é pequenininho curtimos os livros dela – esse aqui foi seu último lançamento. Na história, vamos acompanhando e conhecendo as estações do ano através de versos deliciosos e ilustrações cheias de detalhes – tudo em volta de uma árvore. No inverno, tudo congelado, a árvore de sentinela; então se inicia a primavera: folhas e folhes brotando, raposas e esquilos rondando a grande árvore. Depois, o verão cheio de luz, pássaros, as maçãs maduras e suculentas que caem de seus galhos. Finalmente, o outono surge, tingindo as folhas de vermelho e dourado. Um livro cheio de cor e recortes diferentes, para acompanhar o ciclo da vida e da natureza com muita poesia. Da Publifolha.

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3. OS TRÊS RATOS DE CHANTILLY, de Alexandre Camanho

Sabe aquelas histórias que nossos avós contavam, aquelas que pareciam fábulas, com animais muito do humanos e cheias de suspense e surpresas? Essa é bem assim, história com jeito de “era uma vez”, como diz o próprio autor e ilustrador no final do livro. No livro, acompanhamos três ratinhos cegos que caminham sem rumo, sem pressa, um atrás do outro. Um dia, encontram uma coruja muito velha – ela primeiro pensa em devorá-los, mas depois fica muito curiosa: como andam sozinhos aqueles ratos, sem ajuda nenhuma? Ela resolve lhes pregar uma peça, fingindo que lhes dá algumas moedas. Os três agradecem e seguem para uma hospedaria, onde comem muito, descansam, aproveitam…e ca hora de pagar, cadê dinheiro? Foram enganados os três ratinhos. O final é uma supresa daquelas – de ingênuos, os ratos não têm nada, e dão uma bela lição na coruja maldosa. A publicação é da Pulo do Gato.

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4. A FORÇA DA PALMEIRA, de Anabella López

Esse livro levou o primeiro lugar no Prêmio Jabuti 2015, na categoria ilustração de livro infantil – e é daqueles incríveis, lindos, com uma história fantástica e cheia de significado. Também inspirado em um conto, mas um conto africano, conta a história de uma palmeira que cresce forte e cheia de vida mesmo enfrentando grandes dificuldades. O que acontece é que um homem muito mal chamado Ben Sadok deixa uma pedra gigantesca em cima de seu broto, por pura crueldade – mas uma única raiz dela se desdobra em várias, encontra os lençóis freáticos e cresce cheia de força. Uma história sobre superação, inspiradora demais, daquelas que fazem a gente sorrir feliz! Editado pela Pallas Mini.

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5. INÊS, de Roger Mello e Mariana Massarani

Essa é uma história de amor, com muito coração partido, sangue, lágrimas e um final daqueles – mas uma história de amor inspirada em uma história real. Aqui conhecemos a saga de Inês de Castro e o Príncipe Pedro de Portugal, que viveram uma história linda e muito proibida. O bacana é que o livro é todo narrado pela voz de uma criança – uma das quatro filhas que os dois tiveram de fato. A perspectiva da pequena transforma a história trágica em algo delicado, delicioso de se acompanhar e ler – é pura poesia! Inês de Castro foi brutalmente assassinada pelo pai de Pedro, o Rei Afonso, e foi coroada rainha depois de morta. para honrar a morte de sua amada, o príncipe fez com que todos seus súditos, aqueles que eram contra seu amor, beijassem a mão da rainha, mesmo morta. Quem não curte uma história de amor como essas, me diz? Publicado pela Companhia das Letras.

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6. O LIVRO SEM FIGURAS, de B.J. Novak 

Quem é louco por seriados como eu sabe quem é B. J. Novak – roteirista e também ator do The Office americano (que não é meu preferido não, o britânico é muito melhor – mas ainda assim, é muito, muito engraçado!). Esse livro é a estreia dele na literatura – e é muito diferente de tudo que estamos acostumados. A ideia de Novak era desafiar a ideia de que a criançada só se interessa por livros com muitos desenhos coloridos – e por isso, no livro dele, não há ilustração alguma. O barato dele é fazer o leitor ler em voz alta e falar altas bobagens enquanto vai folheando o livro – aqui em casa assistir à Fafá contando a história rendeu altas gargalhadas. O esquema é ler com bastante leitura dramática, vozes diferentes e entusiasmo – e a diversão é garantida! O livro ficou semanas e semanas na lista dos mais vendidos do New York Times, e aqui no Brasil foi publicado pela Intrínseca.

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7. MÔNICA É DALTÔNICA?, de Maurício de Souza e Odilon Moraes

Tá aí outro livro muito diferente lançado em 2015, divertido demais – uma historinha da turma da Mônica em formato de prosa, com ilustrações muito diferentes daquelas que estamos acostumados nos gibis. “Mônica é daltônica?” conta a primeira história da turma, publicada pela primeira vez em 1970 – a galerinha enganam a Mônica que ela é daltônica, que está vendo as cores de outro jeito. Ela fica muito angustiada, mas lógico, logo descobre que não passa de mais um plano mirabolante dos meninos. E dá-lhe coelhadas! É divertido demais reler essas histórias que fizeram parte da nossa infância com os pequenos, e reler assim, de um jeito tão diferente – e mais divertido ainda é ver a releitura de Odilon Moraes, o ilustrador convidado dessa edição, da carinha de cada personagem. Daquelas leituras que agradam os pais e os filhos, que fazem a gente se sentir meio criança. Aqui em casa foi um sucesso danado! A publicação é da Companhia das Letras.

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8. UNIFORME, de Tino Freitas e Renato Moriconi

Todo mundo sabe que a gente curte demais livros interativos – e foi no post sobre eles que me sugeriram esse livro aqui, o Uniforme. Adivinha? Uma surpresa e tanto! Ô livrinho divertido! Aqui, a gente acompanha a vida de Clóvis, um rapaz meio camaleão, que vive se adaptando aos ambientes e turmas por onde passa. Enquanto vamos lendo a história de Clóvis, vamos brincando de encontrar ele em cada página. Na última, uma supresa deliciosa – é que ele é muito mais do que um livro interativo, é uma bela história sobre a construção da identidade. Quer saber? Essencial! Publicado pela Edições de Janeiro.

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9. JUMANJI, de Chris Van Allsburg

Um clássico, publicado originalmente em 1981, mas que só em 2015 chegou ao Brasil. Foi o livro que inspirou o filme homônimo, dono de uma história fantástica repleta de aventura. Duas crianças, entediadas em casa, encontram uma caixa com um jogo abandonado. Levam para testar e começam a partida – mas eles nem imaginam as surpresas que os aguardam. Tudo que acontece no jogo, acontece na vida real também: leões assustadores invadem a sala, macacos apavoram a cozinha, serpentes surgem por todos os cantos. Uma vez começado o jogo, diz as instruções, é obrigatório ir até o final! As ilustrações são lindas, super realistas. Quem curte uma boa história de aventura vai amar esse livro! Publicado pela Cosac-Naify.

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10. O SONHO DE LU SHZU, de Ricardo Gómez e Tesa González

Ah não que já chegamos no último da lista – queria adicionar pelo menos uns 20 aqui, tantas foram as coisas boas que lemos esse ano! Mas eu teimei que tinham que ser 10, então, vamos lá: esse é um livro pra fazer pensar, refletir e se emocionar um bocado. Trata sobre um assunto dolorido: trabalho infantil. Na voz de uma boneca, conta a história de uma garota que trabalha em uma fábrica de brinquedos na China. Um dia ela resolve levar algumas peças das bonecas pra casa, pra montar sua própria – e é descoberta e punida pelo proprietário da fábrica. Apesar da história triste, o livro tem um final muito legal e cheio de esperança. Sem contar que as ilustrações são lindas demais e a edição caprichadíssima! Outro que vale demais conhecer. Publicado pela Mov Palavras.

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28 nov 2014

para conversar sobre a morte: três livros (um digital) para ler com as crianças

Escrito por
Livros Digitais e Aplicativos, Para Conversar Sobre a Morte, Para Refletir

Olha aqui eu de volta, depois de semanas ausente – mas pera, explico: o blog vai mudar, e em breve. Vai mudar de nome, de cara, vai mudar bastante – então posso dizer que estamos trabalhando para melhor atendê-lo. Lógico que o principal não vai mudar: vou seguir compartilhando minhas leituras e experiências com o Francisco. Aliás, é muito legal o quanto algumas leituras, alguns posts que publico aqui, geram conversas e longas trocas de email.

Na próxima sexta vai fazer um mês da morte do meu pai. Na minha última passagem aqui pelo blog fiz um post grandão sobre O Menino Maluquinho e sobre o quanto o livro e o filme vem nos ajudando, a mim e ao Francisco, a superar essa recente e dolorosa perda. O que eu não esperava era o retorno tão bacana que teria com o post – gente que comentou aqui, no facebook, que escreveu para mim com coisas bonitas e dicas de livros para falar justamente sobre o assunto: a morte.

É um tabu, não adianta – ninguém gosta de conversar com as crianças sobre assuntos difíceis. Mas é necessário, não tem jeito – e quanto maior o diálogo, mais fácil fica depois. Eu percebo isso bem claramente aqui em casa. Como a gente já acompanhava a doença do meu pai há alguns meses, houve a chance de “se preparar” para a morte. Entre aspas porque ninguém se prepara de verdade para ela, não adianta – é sempre triste, doloroso, vazio. Mas uma boa aliada é a literatura, como sempre. Existem bons livros infantis que tratam do assunto – alguns de forma mais lúdica, outros mais diretamente. O importante é que abrem caminho para essa difícil conversa – e acabam tornando as coisas mais fáceis.

Separei três livros que por aqui têm nos dado bastante amparo nesse momento. Três livros infantis que tratam lindamente sobre a morte:

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1. PEDRO E LUA

Desse livro eu já falei por aqui algum tempo atrás – mas é tão bonito que eu me permito falar de volta, não me aguento. Na história do menino Pedro, rapazinho apaixonado pela lua, a morte surge com bastante sutileza. Não é dita assim, como conhecemos – mas está lá. Aqui, quem parte é a Lua, a zmiga tartaruga de Pedro. É bonito demais todo o processo no qual ele a encontra, se apega a ela e um dia a vê partir.

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Lá no post antigo que eu fiz sobre o livro eu não quis contar o final – porque é justamente esse, um dia ele volta pra casa e encontra só o casco da tartaruga. O final é inesperado e bastante triste – mas de uma delicadeza só:

“Deu dor no coração ver Pedro com saudade da amiga.

De noite, foi levar o casco de Lua para junto das pedras.

Lá, descobriu que tartaruga também tem saudades.

Lua tinha mudado de casa. Voltou para a sua.”

Acho especialmente bonito o ritual que o menino elabora: leva o casco da tartaruga para junto das pedras, acreditando que ela segue seu caminho. Sua amiga no fundo permanece, mas invisível. Fica a saudade e a lembrança. Tanto o texto quanto as ilustrações são de Odilon Moraes, e a edição é da Cosac-Naify. O texto é enxuto e curto, mas tem jeito de poesia; as ilustrações são em preto e branco, com ar de esboço, rabiscos a giz e sombra. Mais um detalhe: a capa, repleta de estrelas, brilha no escuro – um livro da cabeceira, pra admirar, ler e reler.

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2. O PATO, A MORTE E A TULIPA

Diferente do livro anterior, aqui a morte está clara – ela está no título e tem aquele jeitão de morte que a gente teme, com corpo comprido e cabeça de caveira. Mas essa não dá medo não – é engraçado dizer isso, mas é quase reconfortante como a morte aqui é tratada.

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Um dia, o pato para e pergunta para aquela senhora-caveira o que ela faz andando atrás dele. Já há algum tempo que ele não vinha se sentindo bem. Ela explica quem é, deixa o pato intrigado. Mas dali surge uma espécie de amor e de amizade. É como se a morte, cheia de paciência, fosse acostumando o pato com a ideia de que ele está partindo, toda carinhosa. Eles passeiam, têm longas conversas, dormem abraçados. Gosto especialmente de quando o pato sobe com ela em uma árvore e observa o lago:

“Lá de cima dava para ver o lago. 

Tão tranquilo – e tão solitário.

‘Vai ser assim quando eu estiver morto’, pensou o pato. 

‘O lago, sozinho, sem mim.’

Às vezes, a morte podia ler pensamentos. 

– Quando você estiver morto, o lago também não vai mais estar lá – pelo menos não para você.”

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Depois de passeios, conversas (a morte se vê respondendo diversas perguntas) e abraços, o pato morre. Aí é de apertar o coração com tanta beleza: a morte o carrega até o lago, ajeita suas penas. Deita-o sobre a água e coloca uma tulipa sobre seu corpo. Sente quase uma tristeza ao vê-lo partir – mas então pensa: “é a vida”.

Foi essa a história que mais incentivou perguntas e conversas sobre a morte aqui em casa. O Francisco, logo na primeira vez em que lemos o livro, me perguntou: “mãe, me diz uma coisa: você é a morte?”. Eu disse que não, “por que você achou isso?”. A resposta dele: “porque você me disse que ia enterrar o vovô”. Expliquei que era o corpo que enterrávamos – e que dali esse corpo viraria árvore, rio, estrela.

Alguns dias depois o Francisco volta da aula me dizendo: “eu vi o vovô hoje, lá na escola”. Perguntei onde. A resposta dele: “em um passarinho”. Acho que entendeu bem, do seu jeitinho, o ciclo da vida. Vovô segue, mas em outra forma, de outro jeito. É a vida, como diz ali a própria morte. O livro é ilustrado e escrito pelo alemão Wolf Erlbruch, e no Brasil a edição é também da Cosac-Naify.

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3. ES ASÍ

Esse aqui foi uma surpresa. Baixei o aplicativo porque fiquei curiosa com as ilustrações  – não esperava que fosse descobrir ali um livro tão bonito! Es Así trata da morte de um jeito simples, sem firula alguma. Trata mesmo é do ciclo da vida – todos nascemos e morremos. É direto, como o título: afinal, “é assim”.

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Mas a delicadeza está em toda parte: o livro é delicado nos traços, nas cores, nas expressões dos personagens, nos mínimos detalhes. Na história, é pura simplicidade. Começa logo assim (em uma tradução livre minha):

“Alguns já partiram.

O gato do vizinho, a tia Margarida, o peixe da sopa de ontem.

Outros chegarão.”

E segue. Minha parte preferida é uma na qual os que vão se cruzam no ar com os que estão chegando – se desejam felicidade e seguem seu caminho. Me emociono com ela. O texto é pouco, mas basta – ficam nas ilustrações o monte de detalhes e segredos. Essa é outra coisa bacana: o livro permite bastante interatividade. A sopa que se termina, o cumprimento dos que se encontram, dá para tocar e brincar. O Francisco se diverte – cada página tem que ser amplamente explorada, nenhum canto sai despercebido.

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Uma coisa: só em espanhol e em inglês. São as únicas opções – uma pena não ter também português. Aqui em casa a gente ouve em espanhol – é bem fácil de entender e a narração é bonita demais para os ouvidos. Tanto o texto quanto as ilustrações são da chilena Paloma Valdivia. O livro digital, disponível para Ipad, custa cerca de 5 dólares na loja da Apple.

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9 jul 2014

Pedro e Lua

Escrito por
Livros

Eu gosto muito de acompanhar o blog Leitura em Rede – lá sempre tem dicas preciosas de leitura, listas bacanas e textos interessantes. Coisa recente são os bate-papos do canal do youtube A Taba, que muito valem a pena assistir – a conversa com a Cris Tavares foi uma das minhas preferidas, sobre como escolher livros infantis. Ela destaca pontos bem importantes – como o fato de não ser possível dividir literatura infantil por faixa etária, o quanto é essencial ouvir a criança na escolha dos livros e também aponta nomes da nova literatura infantil brasileira. Foi através dessa conversa que conheci a obra de Odilon Moraes e outros autores e ilustradores que me despertaram a curiosidade.

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Um dia, nessas promoções malucas e sensacionais da Cosac Naify (vale ficar sempre de olho), comprei um bocado de livros legais com mais de 40% de desconto – entre eles, dois de Odilon Moraes: A Princesinha Medrosa e Pedro e Lua, esse que mostro hoje pra vocês.  Livro lindo, emocionante, que aborda temas especiais, como amizade, saudade e até morte.

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A história é assim: Pedro é um rapazinho encantando pela lua. Desde que descobriu que ela era uma pedra enorme flutuando no céu, ficou admirado – seu nome queria dizer pedra, assim como era a lua. Um dia ele tropeça em uma pedra e pensa que todas elas só podem ser pedaços da lua que caíram lá de cima – e devem sentir muita saudade de casa. Assim, ele começa a empilhá-las, todas as noites, o mais perto que pode da lua. Até uma noite em que uma pedra um pouco diferente cruza seu caminho – era, na verdade, uma tartaruga:

“Pedro logo descobriu que era uma tartaruga,

mas como seu casco parecia uma grande lua esverdeada,

ele a chamou – Lua.

Lua adorava quando Pedro a colocava no topo das pedras.

De lá podia ver o mundo, grande e infinito, iluminado pela luz da lua.”

 

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Dali eles desenvolvem uma bonita amizade – e bem, o final é lindo e emocionante, eu não vou ousar estragar contando aqui. A história é curtinha, mas as frases são lindas, eficientes, quase poesia. As ilustrações e o texto têm uma harmonia impressionante – é daqueles livros sem faixa etária mesmo, pra gente grande e gente pequena se emocionar. Ah, e sim – a capa, bonita demais, brilha no escuro.

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Pedro e Lua

Autor/Ilustrador: Odilon Moraes

Editora: Cosac Naify