oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 6 anos, e vinícius, ainda bebê. seja bem-vindo! Leia mais



7 abr 2016

As Mais Diferentes e Divertidas Histórias de Princesas

Escrito por
Clássicos, Contos de Fada, Destaques, Diversidade e Respeito, Divertidos, Listas de Livros, Para dar risada, Para Refletir

No início do mês de março lancei por aqui um post que reunia algumas biografias infantis de mulheres reais – tanto o vídeo como o post foram super bem recebidos, foi legal demais! Mas foi um comentário específico que me fez refletir: talvez falando dessas histórias de mulheres reais eu parecesse estar deixando de lado a importância que as personagens fictícias – as princesas, no caso – têm no imaginário infantil. As princesas e os contos de fada em geral têm uma importância enorme na imaginação das crianças, a fantasia relacionada a elas é grandiosa e possui papel fundamental na construção do leitor literário. Sem contar que há histórias divertidíssimas com princesas como protagonistas – e absolutamente imperdíveis!

Eu mesma fui uma criança que cresci apaixonada por histórias de princesas (a minha preferida sempre foi a Rapunzel e suas longas tranças!) e o Francisco também tem suas preferidas. Foi daí que surgiu a ideia desse especial – primeiro, fizemos uma caça divertida a todos os livros mais legais de princesas da nossa biblioteca pessoal e também da Biblioteca Pública do Paraná. Depois de relidos nossos preferidos, conhecidos outros, fizemos juntos, eu e Francisco, a nossa escolha dos mais divertidos. São todos livros de princesas – mas as mais diferentes: tem as que soltam pum, as que se apaixonam por sapos, as muito rebeldes e as mais tradicionais também. 😉

1. A PRINCESA E A ERVILHA

Para começar um conto clássico, escrito por Hans Christian Andersen no século 19 – mas nessa edição da Farol Literário, lindamente recontado e ilustrado por Rachel Isadora em um contexto africano! Na história, conhecemos um príncipe que deseja muito se casar com uma princesa – problema é que ele não consegue descobrir se elas são mesmo princesas de verdade. Ele passa por diversos países, conhece várias mulheres – mas nenhuma lhe chama atenção. Até que em um dia de tempestade uma princesa vem bater à sua porta. Quer dizer, ela se apresenta como uma verdadeira princesa – mas como saber se é mesmo? A rainha, mãe do príncipe, tem uma ideia: na hora de preparar o leito da donzela, empilha 20 colchões e 20 acolchoados de plumas em cima de um pequeno grão de ervilha – e é ali que a tal princesa passa a noite. Na manhã seguinte, a pobre princesa acorda dizendo que dormiu muito mal: “não consegui pregar os olhos durante toda a noite! só os céus devem saber o que havia debaixo destes colchões!”. E pronto: era o que a rainha precisava para confirmar: a moça era mesmo uma princesa! Feliz, o príncipe pede a sua mão em casamento – e a ervilha vai parar em um museu!

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2. A HISTÓRIA VERDADEIRA DO SAPO LUIZ

Grande vencedor do Prêmio Jabuti 2015 na categoria infantil, esse é um conto de fadas com aquele jeitão clássico, com “era uma vez”, muita emoção…mas é também muito do diferente! Conta a história da princesa Juliana, que não consegue se apaixonar por príncipe nenhum – todas as tardes o rei recebe pretendentes, dos mais diversos reinos, com as mais variadas virtudes. Juliana os recebe, agradece, observa, até lhes encoraja com palavras – mas não se encanta. Um dia então sua aia sugere que talvez o príncipe ideal esteja em um sapo, talvez ele precise se transformar – e então lá vai a princesa beijando tudo que é sapo que encontram.

Um em especial desperta seu interesse…mas ele não vira príncipe não! Juliana se apaixona pelo sapo, simples assim! O rei e a rainha estranham no início, mas respeitam o desejo da filha. No dia do casamento, o povo todo espera ansioso pelo príncipe que virá ao altar – e cai na gargalhada quando vê que é um sapo quem vem ali! Terrivelmente ofendido pelo descaso e preconceito de todos os presentes, o rei viaja com esposa, filha e comitiva com o agora genro sentado em um trono, e exige que todos seus súditos, do mais humilde servo ao mais tradicional nobre, beije “a pele fria e enrugada do sapo, jurando tratá-lo com deferência e respeito e declarando absoluta lealdade ao novo casal”. E assim vivem felizes para sempre: a princesa e o sapo Luiz! Publicado pela Editora DSOP.

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3. ATÉ AS PRINCESAS SOLTAM PUM

Já falei sobre esse livro por aqui algumas vezes, porque é dos preferidos aqui em casa,  muitas vezes lido e relido – essa é uma história de princesa, ou melhor, de princesas, para rir, rir muito! A história começa com a menina Laura que um dia vem perguntar para seu pai se é verdade esse papo de que as princesas também soltam pum. Então lá vai ele atrás de um volumoso livro cheio de segredos: “O Livro Secreto das Princesas”, que inclusive tem um capítulo chamado “Problemas Gastrointestinais e Flatulências das Mais Encantadoras Princesas do Mundo”. E não é que sim, as princesas também soltam pum, como todo mundo!? E não apenas isso: as badaladas do sino da meia-noite ajudaram Cinderela a disfarçar um acidente daqueles, por exemplo! E a Branca de Neve desmaiou foi com um pum tóxico, e não com a maçã, como dizem os contos de fadas por aí.

O livro, um dos mais conhecidos do autor Ilan Brenman, já rendeu traduções pelo mundo inteiro e até uma continuação que também vale conhecer: “O Livro Secreto das Princesas Que Soltam Pum”. Nesse último, Laura está mais crescida e se depara novamente com o livro secreto, e lá descobre vários outros segredos: como as vilãs e vilões dos contos de fadas se tornaram maus! A bruxa de João e Maria, a de Rapunzel, até o gigante de João e o Pé de Feijão. Ambos são publicados pela Brinque-Book.

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5. A PRINCESA SABICHONA

Não é por nada, mas tenho uma queda especial por essas princesas rebeldes e muito divertidas – o Francisco também, tanto que esse foi seu preferido da lista e recebi ordens expressas de não deixá-lo de fora! A princesa sabichona é uma princesa que vivia muito feliz, obrigada, sendo solteira – vivia ela e seus muitos bichos fantásticos de estimação. Mas seus pais insistem que ela tem que casar, e é tanto pretendente rondando o castelo que ela decide lançar algumas provas – aquele que se safar, pronto, será seu futuro marido. O divertido do livro é acompanhas através das hilárias ilustrações de Babette Cole as duras tarefas pelas quais os príncipes (de nomes engraçadíssimos) têm de passar – o Francisco ri alto! No final das contas surge um príncipe que consegue tudo: é o príncipe Fanfarrão. Problema é que na hora do beijo…ele vira um sapo! O coitado foge aflito, a princesa respira aliviada – agora sim, ninguém mais vai querer se casar com ela! Da editora Martins Fontes.

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6. A PIOR PRINCESA DO MUNDO

Já que o Francisco elegeu a princesa preferida dele, me sinto no direito de escolher a minha! A pior princesa do mundo é uma princesa que sonha com seu príncipe, como a grande maioria delas – mas não qualquer um, com licença! Soninha (esse é o nome da nossa princesa) passa boa parte da vida à espera de seu príncipe encantado – até que um dia, um bate à sua porta, valente, cheio de promessas. É a princesa quem já lhe tasca um beijo, afinal, o tempo de espera foi grande, melhor logo resolver isso! No entanto, as coisas mudam quando na garupa de seu cavalo, a princesa percebe que está indo para o castelo – e que de lá não vai sair tão cedo. Ora, ela queria participar das batalhas, das aventuras, das viagens que o príncipe faz; mas ele, categórico, diz que nada disso:

“Eu uso armadura, você usa vestido. Escolha um: seu armário está sortido. Sorria muito, mantenha a rotina. Lutar com dragão não é coisa de menina!”

Ainda bem que Soninha não é nada, nada boba: logo arranja um amigo dragão e parte fazer o que sempre quis: se aventurar por aí. A história é curtinha, rimada, deliciosa de se ler – e as ilustrações de Sara Ogilvie são incríveis, coloridonas, uma festa! Edição impecável e imperdível do selo Paz e Terra, da editora Record.

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7. CONTOS DE FADAS

Para terminar, uma reunião de todas as histórias de princesas que existem – em suas versões originais! Esse é um daqueles livros pra se ter em casa, na estante, para volta e meia consultar, ler e reler. Foi o primeiro livro do desafio proposto pela Taba para quem quer conhecer mais a fundo literatura infantil – e do qual lógico que topei participar! Não podia ter sido melhor começar logo conhecendo esse clássico: afinal, muitas dessas histórias estão na nossa lembrança, mas muitas vezes, versões bastante alteradas delas. Conhecer a Branca de Neve dos Irmãos Grimm, a Cinderela de Perrault, a Pequena Sereia de Andersen e todas as princesas como foram verdadeiramente construídas é incrível! Nessa edição da Pequena Zahar, os contos são todos comentados, contextualizados: é interessante demais saber a época e situação em que foram escritos, especialmente na hora de compartilhá-los com as crianças. E vamos combinar: nada como conhecer sempre primeiro os originais! A edição é da Zahar.

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27 fev 2014

a sick day for amos mcgee

Escrito por
Livros

O Francisco tem livro de todo tipo – livro engraçado, livro didático, livro imagem, livro clássico. A gente gosta de livros de todos os jeitos, não adianta. Mas tem uns que nos ganham pela delicadeza – seja nas ilustrações, seja na história. Às vezes em ambos, como esse livro aqui. A Sick Day for Amos McGee é um dos livros infantis  mais delicados que já me passaram pelas mãos, sem brincadeira.

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O livro conta a história de Amos McGee, um senhor que trabalha em um zoológico. Todos os dias ele acorda bem cedo, veste seu uniforme, come seu mingau de aveia, toma seu chá e parte para o zoológico, onde trabalha. Assim que chega lá, vai visitar seus amigos um a um: joga xadrez com seu amigo elefante, aposta corrida com a amiga tartaruga, lê histórias com a coruja. Mas um dia ele acorda doente: espirrando, com calafrios. É uma gripe, e ele não consegue ir ao trabalho. Os amigos no zoológico sentem falta dele e adivinha? Resolvem visitá-lo.

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E lá vão eles todos, tartaruga, coruja, elefante, pinguim e rinoceronte esperar o ônibus, fazer o longo percurso até a casa de Amos McGee passar o dia com ele. Amos fica feliz da vida quando vê os animais – e são eles que então cuidam do amigo doente. Acho a história de uma delicadeza só. As ilustrações são impressionantes, e Erin E. Stead, a ilustradora, levou vários prêmios por elas, inclusive a Medalha Caldecott de 2011. Ela fez o livro todo junto com seu marido, Philip C. Stead. Foi ele quem escreveu a história – juntos eles têm muitos projetos, inclusive um livro mais recente chamado Bear Has a Story to Tell.

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A nossa cópia do A Sick Day for Amos McGee é essa, em inglês. Comprei via Amazon – sai na faixa de 12 dólares. É bacana porque é na língua original e essa edição, da Roaring Brook Press, é de capa dura e tem uma textura que eu acho muito bonita. Eu não sei como é a edição em português, mas sei que existe,  e é da Editora Paz e Terra (do Grupo Ediatorial Record). Chama-se Um dia Na Vida de Amos McGee, e não parece muito fácil achar não, vale dar uma procurada – aliás, fiz isso pra contar pra vocês e tive uma surpresa: no site da Submarino ainda há algumas cópias por só 10 reais. É quase de graça, considerando o livro que é. Imperdível.