oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 7 anos, e vinícius, de 1 ano. seja bem-vindo! Leia mais



30 mar 2016

livro: O Homem-Lua (“Moon Man”), de Tomi Ungerer

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Clássicos, Destaques, Literatura Universal, Posts Especiais

Sou altamente apaixonada por toda obra de Tomi Ungerer – aliás, o Francisco também se diverte demais com seus livros: Os Três Ladrões, Zloty, Críctor são imperdíveis! O “Moon Man”, no Brasil  “O Homem-Lua”, foi o primeiro livro que conheci dele – tem uma história fantástica e sensível, é lindo de morrer: conta que lá em cima, na lua, vive esse homem, o Homem-Lua. Problema é que sua vida é um tanto entediante, e ele morre de inveja dos humanos que podem dançar. “Se ao menos pudesse me divertir como eles uma só vez!”, pensa ele.

"O Homem-Lua", de Tomi Ungerer

“O Homem-Lua”, de Tomi Ungerer

Um dia então, pega carona em um cometa e vem parar aqui na Terra. Cai deixando um grande buraco, causando uma confusão danada – ninguém sabe do que se trata aquele ser pálido, tão diferente! Acaba indo preso, coitado. Mas como a lua, ele também tem fases…e vai diminuindo, diminuindo, até que quando vira um quarto minguante, consegue escapar pelas grades da prisão. Foge, e em liberdade, vai parar em uma festa à fantasia, onde incógnito, dança feliz como nunca! E depois, satisfeito, ainda encontra um jeito fantástico de voltar ao seu lugar…

A versão americana e a nacional, lado a lado.

A versão americana e a nacional, lado a lado.

Mas nem tudo são flores: a gente tinha a versão em inglês, Moon Man (acima, à esquerda), edição da Phaidon, coisa linda: grande, capa dura e dupla, páginas foscas! Mas logo descobri que o livro tinha tradução no Brasil,  e resolvi comprar para presentear – comprei online, na Amazon mesmo. Mas foi o livro chegar em casa que…FUÉN! Que decepção! A história segue sensacional, tá certo, mas MUITO da obra de Ungerer está nas suas ilustrações (como em boa parte dos livros infantis, vamos combinar!), e muito, mas muito se perde numa edição que cabe quase na palma da mão (também acima, à direita). E olha, não foi barata não, 30 reais! Sem contar ainda o papel brilhante, de baixa qualidade, brochura, enfim: aprendi que além do preço, frete e tempo de entrega, vale verificar também o tamanho e qualidade (na medida do possível) das edições antes de comprar online. Ah, a edição brasileira é da WMF Martins Fontes.

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21 fev 2016

The Onion’s Great Escape – A Incrível Fuga da Cebola

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Divertidos, Interativos e Livros-Brinquedo

Manhã de domingo tem tudo a ver com descobrir livros novos – ainda mais quando tem chuva e preguiça lá fora. Quando é diferente então, formato, história e interatividade, aí é mais legal ainda: “The Onion’s Great Escape” é desses!

olhando assim, tudo normal…

Olhando de primeira, é só mais um livro bonito e de edição caprichada, como todos da Phaidon. Mas é só começar a folhear pra sacar que na verdade ele é muito mais que isso: é uma…cebola! Calma, explico: The Onion’s Great Escape começa com um pedido de resgate (em tradução livre): “nós cebolas somos felizes e brilhantes, mas há um horror que nos atormenta: A FRITURA!“.

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Francisco no resgate

A brincadeira então é resgatar a cebola de dentro dele, destacando página a página, conforme seguimos a leitura. O livro não tem exatamente uma historinha (a não ser essa do início), mas sim vários questionamentos para fazer com a criançada, pra despertar a curiosidade e imaginação – algumas mais simples, outras mais complexas. A ideia é rabiscar as respostas no próprio livro, mas quem disse que deu coragem? Mas olha, é no formato, nas ilustrações, fontes e nas cores fantásticas do livro que está o barato! Daqueles livros que mais parecem obras de arte, criação fantástica de Sara Fanelli. E depois, é só guardar a cebola, grandona, cheia de expressões, camadas e cores incríveis:

é um livro mesmo, mas é também uma cebola!

é um livro mesmo, mas é também uma cebola!

No Brasil, o livro saiu pela Ática e chama-se “A Incrível Fuga da Cebola”. 😉

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