oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 7 anos, e vinícius, de 1 ano. seja bem-vindo! Leia mais



10 jun 2015

10 livros-imagem essenciais – Parte 2

Escrito por
Livros

Oba! Continuando a lista de 10 livros-imagem lindos de morrer, seguem os 5 que faltavam – ah, pra saber o que são esses livros e quais os cinco primeiros, só ver o post anterior (o vídeo já deixei aí embaixo pra facilitar a vida). Bora? Só coisa linda!

6. BÁRBARO

Era do Renato Moriconi o primeiro livro da lista, e é dele o sexto também. Os livros dele têm esse jeitão divertido, super criativo – esse aqui, Bárbaro, é inacreditavelmente legal. Um guerreiro sobe em seu cavalo e começa uma enorme aventura: em uma página enfrenta pássaros agressivos; na outra, uma lagosta-leão (é o Francisco quem diz que é uma lagosta-leão – eu juro que é um escorpião); na próxima, plantas carnívoras. Só que no final, ele cai aos prantos – surge uma mão gigantesca pegando ele e aí a gente descobre: é tudo uma brincadeira, a imaginação dela voando longe enquanto brinca em um carrossel. Ele vai embora chorando, junto com o pai – o Francisco AMA (assim, em caixa alta mesmo) essa história, e é sempre ele quem lê para mim. Eu ouço atenta a cada leitura, sempre diferente, sempre mais criativa, sempre cheia de perguntas. Posso dizer que é um livro indispensável? Da Companhia das Letrinhas.

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7. TEM LUGAR PARA TODOS

Outro livro que reserva uma supresa no final, outro livro divertido. Uma fila de animais segue – começa com os insetos, minhocas, um gafanhoto – ao folhear as páginas, a gente vai acompanhando todos eles. Alguns inclusive surgem metade no final de uma folha, outra metade no início da outra – o que faz o livro parecer um desenho animado, um filme ao decorrer da leitura. E seguem: coruja, chacal, javali, elefante – para no fim entrarem todos na arca de Noé. A última imagem é muito engraçada, todos os bichos apertados, preenchendo todo e qualquer espaço da arca. As ilustrações do italiano Massimo Caccia têm linhas grossas e definidas, os bichos carinhas divertidas – bem legal de ler com os pequeninos! Publicado pela Pequena Zahar.

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8. O LIVRO DO CONTRA

Pensa num livro nonsense – pronto, tá aqui. Nunca vi livro parecido – nem tão nonsense, nem tão divertido! Eu adoro esse jeitão retrô dele: aquete rato meio Mickey Mouse dos anos 30, a chapeuzinho vermelho toda clássica, as linhas grossas. Mas nada aqui está como se espera: cada página esconde mil surpresas, mil coisas acontecendo ao contrário. Em um museu, os dinossauros visitam o esqueleto de um ser humano; na página seguinte, é um homem quem nada trazendo um pedaço de pau ao cachorro. No circo as coisas também estão ao contrário, na neve há bichos da savana, na fonte da juventude entram bebês e saem velhinhos. Pra passar horas reparando em cada detalhe, delícia de ler junto! Do artista alemão Atak, editado por aqui pela Companhia das Letrinhas.

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9. UM DIA, UM CÃO

Na primeira vez em que li esse livro com o Francisco, meu coração ficou apertado. É triste, mas é muito bonito. A história é aquela à qual infelizmente a gente vê todo dia – um cachorrinho é jogado de um carro, abandonado na estrada. Ele até tenta correr atrás dos antigos donos – mas não adianta, fica sozinho, e se depara com mil dificuldades. No final encontra um protetor – essa é a parte boa, ele termina com um amigo. Mas é interessante demais ver o desenrolar da história toda e impossível não se impressionar com as ilustrações de Gabrielle Vincent. É muito movimento com apenas grafite em papel branco – assim como não há palavras no livro, também não há cor. É lindo, super comovente – para ler, reler e (por que não?) aproveitar o gancho: conversar sobre o quanto é importante proteger e amar os bichinhos. Da editora 34.

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10. MR. WUFFLES

Agora é a vez dos gatos: de um gato só na verdade, o Mr. Wuffles. Aqui em casa a gente curte histórias malucas, e essa é uma verdadeira viagem: o gato Mr. Wuffles não dá muita bola para seus brinquedos, mas um chama sua atenção. É uma navezinha espacial, no caso, de verdade – dentro dela, alienígenas verdes bolam desesperados um plano de volta. Quer dizer, é o que a gente acha, já que como um bom livro-imagem, não tem texto algum – só umas conversas dos próprios alienígenas, em códigos. É divertido tentar decifrar o que os coitados tanto planejam (ainda bem que alguns insetos ajudam, numa amizade um tanto quanto inesperada). O livro tem aquele jeito de quadrinho que eu já contei tantas vezes que o Francisco adora: cada quadradinho, um acontecimento. Livro repleto de ação e aventura, pra agradar crianças e adultos divertidos, com ilustrações lindas demais –  o livro já recebeu diversos prêmios por elas. Criado por David Wiesner, o livro é editado nos Estados Unidos pela Clarion Books. Não tem edição no Brasil – o nosso a gente comprou pela The Book Depository.

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16 out 2013

A ball for Daisy

Escrito por
Livros

Tudo bem que o nome da cachorrinha do livro que eu indico hoje é o nome da mãe do Francisco, a pessoa que aqui vos fala, tudo bem. Daisy é mesmo nome de pato da Disney (alô Margarida!), perfume ou cachorro. Mas deixa eu contar: esse livrinho é uma delícia, e faz tempo que anda circulando aqui em casa. Comprei , admito, pelo nome – ué, fiquei curiosa. E acertei – é mesmo muito bonitinho.

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O nosso é esse aqui, em inglês, edição americana. Quer dizer, em inglês só o título, porque na verdade o o livro não tem texto algum: são apenas imagens, desenhos à base de aquarela do autor, o ilustrador Chris Raschka. As ilustrações são todas grandes, bonitonas: tudo com muito azul, amarelo e vermelho – aliás, vermelha é a tal bola da Daisy.

A historinha é bem simples: a cachorrinha curte sua bolinha, corre com ela por aí, até que um dia, brincando com um cachorro que conhece no parque, sua bola de estimação estoura. Ela fica triste da vida, lógico. Mas final feliz: a tutora do outro cãozinho dá uma nova de presente para a Daisy – dessa vez, uma bola azul.

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Toda criança já perdeu – ou quebrou, ou teve quebrado – algum brinquedo que gosta muito. O Francisco já – esses dias quebrei a perna de um lanterna verde dele (aham, eu mesma, fechei a porta do carro em cima do brinquedo, coitado), um brinquedo que carregava para cima e para baixo. Nem preciso contar o chororô que foi – e pior, o brinquedo tinha sido um brinde de algum lanche, não tinha como repor. Aí RÁ, lembrei da história da bola da Daisy – o consolo não foi instantâneo, mas funcionou.

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Outra coisa: gosto bastante de livros sem palavras – especialmente quando é assim, bonito de verdade. Quando as ilustrações se destacam e prendem mesmo a atenção da criança. É legal porque dá pra ler de diversos jeitos, mudar a história (por que não?), o vocabulário – dá pra ‘ler’ conforme o humor. E é mais fácil estimular que a própria criança conte a história, do jeito que ela vê ali.

A Ball for Daisy é tão bacana que já ganhou diversos prêmios nos EUA – inclusive a medalha Caldecott, no ano passado, um dos prêmios americanos mais prestigiados da literatura infantil. Parte chata: aqui no Brasil, só achei à venda na Livraria Cultura, por um precinho bem amargo: 52 reais. Já via Amazon, um novo sai por 13 dólares.