oi! meu nome é daisy e aqui eu compartilho minhas aventuras literárias (e mais), com meus filhos francisco, de 7 anos, e vinícius, de 1 ano. seja bem-vindo! Leia mais



19 jul 2017

Livros Divertidos, Finais Surpreendentes!

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Destaques, Divertidos, Listas de Livros, Livros, Para dar risada

Quem nessa vida não curte terminar um livro e se deparar com um final pelo qual a gente simplesmente não esperava? Daí a ideia dessa seleção: 6 livros infantis super com finais surpreendentes pra curtir junto com a criançada! Clica no vídeo!

 

SENÃO…

“Senão…”, da francesa Alice Bassié, é um livro pequenininho, com história curta, poucas palavras…e muita emoção! A história do lobo que entra na confeitaria da senhora Bompão em busca de uma bomba de chocolate tem ritmo, humor, a repetição que os pequeninos adoram (BEM legal pra turma dos 2, 3 anos, viu?), suspense e um final MUITO do surpreendente! Pra ler rapidinho (mas caprichar na leitura dramática), uma, duas, infinitas vezes com a criançada – e rir sempre! Publicado pela Brinque-Book.

BOM DIA, DOUTOR

Na sala de espera do consultório estão ovelha, pato, coelho, lobo, elefante e jacaré. Todos esperam ser atendidos – primeiro, é a vez do jacaré, com dor de dente. Logo em seguida, o elefante: a queixa é dor no nariz. Mas enquanto o doutor vai chamando seus simpáticos pacientes, algo muito misterioso acontece na sala de espera: a fila está andando depressa demais. O barato é observar atentamente as ilustrações…e dar de cara com um final muito do inesperado! Livrinho altamente divertido: rende risadas e surpresas! Da Edições SM.

QUERO MEU CHAPÉU DE VOLTA

Volta e meia a gente descobre alguns livros infantis que são pra lá de sensacionais: são engenhosos, especiais no conteúdo, ilustração, edição. “Quero Meu Chapéu de Volta”, de Jon Klassen, editado no Brasil pela WMF Martins Fontes é desses: não só traz uma história divertida demais, como tem uma edição impecável, na qual texto, ilustração, cores e fontes se fundem num contexto incrível – e hilário. Tudo começa com um urso que busca seu chapéu. Lá sai ele perguntando para raposa, sapo, tartaruga, coelho, tatu – mas ninguém viu o dito cujo. Até uma hora que PERA! – ele lembra de algo: será que não viu mesmo o chapéu por ali? Então o urso volta, correndo – e aí, sem spoilers, porque esse é um livro que traz um final absolutamente surpreendente, cheio de ironia e longe de qualquer lugar comum!

Nícolas em O PRESENTE

Nícolas é esse menino simpático, de bochechas rosadas, jeito sapeca e algumas aventuras – todas publicadas no Brasil pela Aletria. Mas nessa em especial Nícolas está demais: está todo curioso em torno de um presente, um embrulho azul de laço dourado guardado no escritório do pai. Todos os dias ele chega lá de mansinho, escadinha nas mãos, e sobe até o topo do armário, onde o presente se esconde atrás de outras caixas de papelão. Então ele sacode, ouve o barulho, tudo com delicadeza…e coloca-0 de volta no lugar. Mas a verdade é que Nícolas não para um segundo de pensar no tal presente, seja na escola, seja no banho, seja na hora de dormir. Até que chega o grande dia e…opa, opa, melhor parar por aí. Uma delícia descobrir o final com a criançada…e se surpreender, sorrisão no rosto! Livro lindo!

O DIA DA FESTA

Naquele reino todos sabiam: um dia chegaria à Terra um unicórnio. Chegaria de surpresa, tornaria muito poderoso o rei que nele montasse e traria saúde e prosperidade para todo o povo. O animal seria facilmente identificado por seu porte, força, elegância e claro, por seu chifre. Era uma história antiga, contada de geração para geração – mas todos viviam prontos, ansiosos pelo tão aguardado momento. Eis que um dia surge cruzando pelo reino o tal animal: garboso, dono de si e de um único chifre sobre sua cabeça – só poderia ser ele, oras! Pois então. “O Dia da Festa”, do artista plástico Renato Moriconi, é daqueles livros que reservam surpresas mesmo ao leitor mais atento. Traz uma história original e um final delicioso, absolutamente imprevisível e repleto de humor. Nas ilustrações também há humor, um tantão de beleza e inúmeras referências. São pinturas mescladas a colagens, repletas de elementos da história da arte (listados ao final do livro para o leitor curioso): Tarsila do Amaral, Sandro Botticelli e Gustave Doré são alguns dos artistas aqui presentes. Livro incrível, prato cheio pra quem ama um final surpreendente, pra quem ama arte, pra quem ama…um bom livro, oras! Da Pequena Zahar.

A GRANDE DESCOBERTA

Aconteça o que acontecer, apenas me prometa uma coisa: que se você gosta de literatura infantil (se você tá por aqui, imagino que sim!) e ainda não conhece os livros de Tomi Ungerer, você vai conhecer assim que tiver a oportunidade e vai me contar o que achou. Sem brincadeira! Dá para começar por vários: Os Três Ladrões, o sensacional Homem Lua, Crictor, Tremolo, talvez O Chapéu …quer saber? Por qualquer um, mas tem que conhecer, simplesmente. A Grande Descoberta, por exemplo, é outro de seus contos incríveis. Conta a história de um senhor, Monsieur Racine, que vivia recluso. Ele tinha, em seu jardim, uma enorme pereira que dava os frutos mais suculentos. Um dia descobre que (quase) todas as pêras se foram, e monta uma armadilha para descobrir quem anda cometendo o furto. Mas captura um ser estranhíssimo: “de longe parecia mais um monte de cobertores velhos: orelhas compridas, em forma de meias, pendiam de ambos os lados de uma cabeça aparentemente sem olhos.” Intrigado, Monsieur Racine se aproxima e descobre que a criatura é muito mansa – e acabam virando os dois grandes companheiros. Vivem de sorvete, biscoitos, passeios e brincadeiras – mas aquele ser segue intrigando o velho senhor. O final, minha gente, é surpreendente, hilário – e as ilustrações incríveis! Livro tão delicioso que dá vontade de dividir com todo mundo. Ah, publicado pela primeira vez em 1972, a obra é dedicada a adivinha quem? Maurice Sendak. Sim, Ungerer e Sendak eram amigos! Publicado pela Global Editora. ❤️

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6 mar 2017

Especial Mês da Mulher: Garotas Valentes, Histórias Divertidas

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Destaques, Divertidos, Listas de Livros, Livros

Tem seleção especial para o mês de março, mês da mulher: seis livros infantis que trazem protagonistas garotas muito valentes em histórias pra lá de divertidas. Bora empoderar a meninada! 🙂

1.NÃO DERRAME O LEITE, de Stephen Davies 

Em um pequeno vilarejo da África mora a menina Penda e sua família. Um dia sua mãe lhe transfere, a pedido da garotinha, uma missão: levar uma tigela de leite para o pai, que cuida de ovelhas em longe pastagens. Ela não pode derramá-lo – e olha que os obstáculos são muitos! Há dunas, há o grande rio Níger, há girafas brancas e montanhas. Mas Penda segue firme, corajosa, determinada a chegar ao seu destino. Sinceramente, não sei o que é mais bacana no livro: as cores incríveis das ilustrações de Christopher Corr, a história cheia de ritmo e repetição, deliciosa de ser lida em voz alta, a linda mensagem de amor ao final dela. Livrinho colorido, divertido, emocionante – publicado pela Pequena Zahar.

2. LETRAS DE CARVÃO, de Irene Vasco 

“Letras de Carvão” é uma história de amor – principalmente, uma história de amor às letras, às palavras. No povoado de Palenque, poucos sabiam ler e escrever. As palavras estavam por todos os lados, em jornais que eram usados para embalar compras e tapar furos nas paredes, mas ninguém sabia o que significavam. Também estavam nas cartas de Miguel, que Gina recebia todos os meses e que admirava por horas, imaginando as promessas de amor que escondiam. Sua irmã mais nova, movida pela curiosidade e ansiedade de ajudar a irmã a decifrá-las, negocia com o senhor Veloso (dono da mercearia local) aulas para aprender a ler. Começa com os nomes que Veloso escrevia na parede, treinando palavras no chão da cozinha – e logo descobre um infinito mundo de possibilidades, palavras e histórias. Leitura linda, inspirada em histórias que a autora, Irene Vasco, trouxe de povoados da Colômbia onde ministrou oficinas de leitura. Da Pulo do Gato.

3. GORILA, de Anthony Browne

Sei não, mas acho que dos livros do Anthony Browne (e olha, são muitos lindos!), Gorila é meu preferido. Tá certo que rola um apego emocional, já que foi a primeira obra que conheci do autor e ilustrador. Lembro que fiquei boba com o realismo das ilustrações, os detalhes surpreendentes aos leitores atentos – ao Francisco, no caso, que na época tinha 3 anos e enlouquecia descobrindo os gorilas escondidos pelas páginas cada vez que líamos o livro. Na história, a garota Hannah vive com seu pai, que muito trabalha e pouco tempo tem. A pequena ama os gorilas, e no seu aniversário pede um de presente. No meio da noite descobre decepcionada que ganhou um de brinquedo…mas ela não esperava por uma transformação cheia de fantasia e sonho que a noite reserva. Publicado originalmente em 1983, Gorila é um dos livros mais premiados de Browne – e também um de seus favoritos! No Brasil, a edição é da Pequena Zahar.

4. ENQUANTO MEU CABELO CRESCIA, de Isabel Minhós Martins

Todas as semanas a menina Vera acompanha a avó ao salão de beleza – é que a Mila, a cabeleireira, é uma profissional especial. Ela jura que compreendendo os cabelos, podemos perceber tudo o que se passa dentro das cabeças. E cada transformação que ela faz! Um dia, como de hábito, Mila foi cortar a franja da pequena Vera. A avó grita lá de longe: “corta certinho, hein?” – mas com todos aqueles secadores ligados, aquela barulheira toda…ela escuta errado. E lá se vão todas madeixas de Vera pelo chão. Não é fácil, claro. Sorte que ela faz dessa pequena tragédia um belo aprendizado…e que surpresa tem no final! História deliciosa de Isabel Minhós Martins sobre os pequenos dramas e decepções da infância – e sobre como enfrentá-los com bom-humor só faz a gente crescer mais forte. Publicado pela Peirópolis.

5. VOCÊ CONHECE PIPPI MEIALONGA?, de Astrid Lindgren

A personagem Pippi Meialonga nasceu em 1945 – foi um presente da autora, a sueca Astrid Lindgren, para sua filha que completava 10 anos. Mas acabou que Pippi virou uma personagem querida por crianças do mundo todo: suas histórias foram traduzidas para mais de 70 línguas! Pippi é essa garota tão diferente, que tem 9 anos de idade e mora sozinha, sem pai nem mãe – bem, não exatamente sozinha, mas com um cavalo e um macaco, o Nilson. É ela quem cuida de tudo: cozinha panquecas no café da manhã, trança o cabelo e abotoa a camiseta ao mesmo tempo e corta sua própria lenha. Sem contar que carrega um cavalo sozinha (sim!), afugenta ladrões e invade um espetáculo de circo para mostrar que também sabe fazer tudo aquilo (é, um tanto chata às vezes, vai!). Um clássico que vale conhecer, com ilustrações no maior estilo vintage (Ingrid Nyman foi a primeira artista a ilustrar Pippi) e muita molecagem! Da Companhia das Letrinhas.

6. ZLOTY, de Tomi Ungerer

Como todas as semanas, Zloty dirigia sua lambreta apressada pela floresta até a casa de sua avó. Mas nesse dia, algo inusitado acontece: ela atropela um grande anão! Ninguém se machuca, ufa – mas a lambreta fica destruída. O grande anão andava com um pequeno gigante, e juntos eles levam Zloty até seu povoado para que tudo seja consertado e ela possa seguir viagem. Entre minas abandonadas e cogumelos aconchegantes vivem esse povo fantástico, que ajuda a menina a recuperar (transformar, na verdade!) sua lambreta e seguir até sua avó na manhã seguinte. Problema é que dessa vez…ela atropela um lobo! Qualquer semelhança com Chapeuzinho Vermelho é mera inspiração, porque a história toma rumos incríveis. Os anões e gigantes voltam, poções mágicas entram em ação, um vulcão em erupção…tá maluco? Tá, porque é Tomi Ungerer, e não há nada mais doido e fascinante do que suas histórias. Enquanto a narrativa cresce, muita coisa acontece – até chegar a um final redondinho, lindo, surpreendente. Nas ilustrações, outros detalhes, brindes aos leitores atentos e apaixonados pela obra do autor. Viva o gênio! A publicação é da Gaudí.

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30 mar 2016

livro: O Homem-Lua (“Moon Man”), de Tomi Ungerer

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Clássicos, Destaques, Literatura Universal, Posts Especiais

Sou altamente apaixonada por toda obra de Tomi Ungerer – aliás, o Francisco também se diverte demais com seus livros: Os Três Ladrões, Zloty, Críctor são imperdíveis! O “Moon Man”, no Brasil  “O Homem-Lua”, foi o primeiro livro que conheci dele – tem uma história fantástica e sensível, é lindo de morrer: conta que lá em cima, na lua, vive esse homem, o Homem-Lua. Problema é que sua vida é um tanto entediante, e ele morre de inveja dos humanos que podem dançar. “Se ao menos pudesse me divertir como eles uma só vez!”, pensa ele.

"O Homem-Lua", de Tomi Ungerer

“O Homem-Lua”, de Tomi Ungerer

Um dia então, pega carona em um cometa e vem parar aqui na Terra. Cai deixando um grande buraco, causando uma confusão danada – ninguém sabe do que se trata aquele ser pálido, tão diferente! Acaba indo preso, coitado. Mas como a lua, ele também tem fases…e vai diminuindo, diminuindo, até que quando vira um quarto minguante, consegue escapar pelas grades da prisão. Foge, e em liberdade, vai parar em uma festa à fantasia, onde incógnito, dança feliz como nunca! E depois, satisfeito, ainda encontra um jeito fantástico de voltar ao seu lugar…

A versão americana e a nacional, lado a lado.

A versão americana e a nacional, lado a lado.

Mas nem tudo são flores: a gente tinha a versão em inglês, Moon Man (acima, à esquerda), edição da Phaidon, coisa linda: grande, capa dura e dupla, páginas foscas! Mas logo descobri que o livro tinha tradução no Brasil,  e resolvi comprar para presentear – comprei online, na Amazon mesmo. Mas foi o livro chegar em casa que…FUÉN! Que decepção! A história segue sensacional, tá certo, mas MUITO da obra de Ungerer está nas suas ilustrações (como em boa parte dos livros infantis, vamos combinar!), e muito, mas muito se perde numa edição que cabe quase na palma da mão (também acima, à direita). E olha, não foi barata não, 30 reais! Sem contar ainda o papel brilhante, de baixa qualidade, brochura, enfim: aprendi que além do preço, frete e tempo de entrega, vale verificar também o tamanho e qualidade (na medida do possível) das edições antes de comprar online. Ah, a edição brasileira é da WMF Martins Fontes.

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